De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão, 2008), o processo de coesão conectiva que a fala do segundo quadro estabelece com a do primeiro se baseia no emprego de operador
Aorganizacional, estabelecendo relação de sentido de espaço.
Borganizacional, estabelecendo relação de sentido de explicação.
Cargumentativo, estabelecendo relação de sentido de oposição.
Dargumentativo, estabelecendo relação de sentido de conclusão.
Eargumentativo, estabelecendo relação de sentido de disjunção.
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GabaritoD — argumentativo, estabelecendo relação de sentido de conclusão.
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Coesão conectiva — operador argumentativo de conclusão
Gabarito: letra D. O operador presente na fala do segundo quadro estabelece uma relação de conclusão em relação ao primeiro (comum em tirinhas: uma situação leva a uma consequência). Marcuschi classifica operadores argumentativos como aqueles que orientam a argumentação; operadores organizacionais apenas estruturam o texto. Como o segundo quadro conclui o primeiro, o operador é argumentativo de conclusão.
A técnica de Marcuschi
Luiz Antônio Marcuschi, em Produção textual, análise de textos e compreensão, distingue:
Operadores organizacionais (sequenciadores): ligam partes do texto sem orientar argumentativamente — indicam ordem, tempo, espaço, enumeração (ex.: primeiro, depois, então em sentido temporal).
Operadores argumentativos: orientam a conclusão do enunciado, indicando o papel do segmento na argumentação — oposição (mas, porém), conclusão (portanto, logo), explicação (porque, pois), disjunção (ou), etc.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar, pergunte: o operador apenas organiza a sequência (ordem/adição) ou acrescenta um juízo/raciocínio? Se orienta para uma conclusão ou contraste, é argumentativo.
O que ocorre na tirinha
No primeiro quadro, uma fala/pensamento do personagem apresenta uma premissa ou situação; no segundo, a fala do mesmo ou de outro personagem tira uma consequência lógica. A relação é de conclusão: o segundo quadro decorre do primeiro. O operador usado (como então, logo, portanto ou mesmo uma pausa implícita) é tipicamente argumentativo.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Organizacional, estabelecendo relação de sentido de espaço.
Erro: troca de conceito. O operador não organiza espaço (como ao lado, acima); ele veicula uma consequência. A relação espacial não se aplica ao encadeamento lógico entre falas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Organizacional, estabelecendo relação de sentido de explicação.
Erro: contradiz o texto. Explicação é um operador argumentativo (causal/explicativo), não organizacional. Mesmo que houvesse explicação, o quadro conclui, não explica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Argumentativo, estabelecendo relação de sentido de oposição.
Erro: troca de conceito. Oposição exige contraste (ex.: mas, porém). Tirinhas podem usar oposição, mas o gabarito indica conclusão — relação de consequência, não de contraste.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Argumentativo, estabelecendo relação de sentido de conclusão.
Sustentação: O operador do quadro final conclui o raciocínio iniciado no primeiro. É argumentativo por orientar a argumentação para um desfecho; o sentido é de conclusão (consequência).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Argumentativo, estabelecendo relação de sentido de disjunção.
Erro: troca de conceito. Disjunção é alternativa/exclusão (ex.: ou… ou). A tirinha não apresenta escolha entre possibilidades, mas sim uma conclusão.
NÃO CAIA NESSA!
Confundir o operador de conclusão com o de explicação ou oposição. Muitos alunos acham que "então" explica, mas ele conclui. A banca explora essa confusão entre os subtipos de argumentativos.