Professor de Educação Básica II - Língua Portuguesa - QM 2019
Essas noções teóricas iniciais terão decisivo impacto em todo o trabalho proposto para Língua Portuguesa, pois, ao adotar essa perspectiva, toma a linguagem como prática social, o que coloca como necessidade considerar, em todos os eixos do componente (Leitura, Produção de textos, Oralidade, Análise linguística e semiótica), as práticas de linguagem que se dão em dado contexto entre os sujeitos sociais e historicamente situados em uma interação sempre responsiva; coloca ainda a necessidade de articular todos esses eixos na promoção de uma aprendizagem voltada à formação integral de sujeitos que dominem a leitura e a escrita [...] e que usem a reflexão linguística e semiótica a favor da produção de sentido, de um uso consciente da língua e seus recursos.(Currículo Paulista: ensino fundamental, 2019)A reflexão linguística e semiótica permite concluir que, na fala do personagem, as preposições “de” formam
Adiferentes sintagmas: o primeiro complementando o sentido da expressão “Esta noite”; o segundo, complementando o sentido do termo “tive”.
Bsintagmas que se referem ao mesmo termo – tive –, razão pela qual eles podem ser intercambiados entre si, sem prejuízo ao sentido da frase.
Cdiferentes sintagmas: o primeiro remetendo ao sentido global do enunciado; o segundo, complementando o sentido do termo “sonho”.
Dsintagmas interdependentes, uma vez que a oração formada a partir do segundo “de” complementa o sentido do sintagma “de novo”.
Esintagmas que se referem ao mesmo termo – sonho –, razão pela qual eles mantêm uma posição fixa na frase, sem possibilidade de permuta.
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GabaritoC — diferentes sintagmas: o primeiro remetendo ao sentido global do enunciado; o segundo, complementando o sentido do termo “sonho”.
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SE LIGUE NESSA!
A questão depende de um texto-base (provavelmente uma fala de personagem em tirinha ou diálogo) que não está disponível. Sem ele, não podemos confirmar os termos exatos a que as preposições "de" se ligam. O gabarito oficial é C, e a análise abaixo ensina o método para chegar a essa conclusão com base na estrutura da frase.
Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que descreve corretamente a relação sintática entre as duas ocorrências de "de" na fala do personagem: a primeira preposição forma um sintagma que remete ao sentido global do enunciado (provavelmente um adjunto adverbial ou locução que modifica toda a oração), enquanto a segunda complementa o sentido do termo "sonho" (atua como complemento nominal).
Método de resolução
Para resolver questões de análise sintática de preposições em contexto, siga estes passos:
Identifique no texto-base as duas ocorrências da preposição "de".
Determine a que termo cada uma se liga sintaticamente: se liga a um verbo (ex.: tive de...), a um substantivo (ex.: sonho de...), ou se faz parte de uma expressão que modifica toda a oração (ex.: de novo, de repente).
Verifique se as preposições pertencem ao mesmo sintagma ou a sintagmas diferentes, e qual função exercem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o primeiro "de" complementa "Esta noite" e o segundo complementa "tive". Sem o texto, não podemos confirmar, mas o gabarito indica que a relação é outra: o primeiro "de" não se liga a "Esta noite", e sim a todo o enunciado; o segundo complementa "sonho", não "tive".
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que ambos os "de" se referem ao mesmo termo "tive" e podem ser intercambiados. Isso contradiz a análise sintática, já que preposições com funções diferentes (uma como adjunto, outra como complemento) não são intercambiáveis sem alterar o sentido.
Alternativa C — ✅ Correta (Gabarito)
Trecho hipotético do texto-base (não disponível): "... de novo tive um sonho de voar..." (exemplo).
Nessa estrutura, o primeiro "de" integra a locução "de novo" (adjunto adverbial que modifica todo o enunciado), e o segundo "de" complementa o substantivo "sonho". São sintagmas diferentes, com funções distintas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que os sintagmas são interdependentes, com o segundo complementando o sintagma "de novo". Na verdade, "de novo" é uma locução fixa; o segundo "de" não depende dela, mas sim de "sonho".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que ambos os "de" se referem a "sonho". Isso é falso, pois um deles (o primeiro) não se liga a "sonho", mas sim ao contexto global. Além disso, a posição fixa é consequência da função, não o contrário.
Conclusão: A banca cobra a identificação da função sintática de cada preposição "de" no contexto específico da fala do personagem. Com o texto-base ausente, confiamos no gabarito oficial e no método de análise. Gabarito: letra C.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.