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Questão de Português — Problemas da língua culta — VUNESP 2025

PortuguêsProblemas da língua culta
Código
vu108073
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Língua Portuguesa - QM 2023
Em relação à ideia de que “é preciso saber gramática para falar e escrever bem”, Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015) afirma: “É difícil encontrar alguém que não concorde com a declaração. Ela vive na ponta da língua da grande maioria dos professores de português e está formulada em muitos compêndios gramaticais”.Sobre essa ideia, o autor pondera que se trata de
  1. Aum mito, porque inexistem evidências a favor desse posicionamento sobre a gramática.
  2. Buma verdade inequívoca, dada a relevância da gramática no estudo tradicional e moderno.
  3. Cuma verdade inequívoca, já que os grandes escritores brasileiros eram ótimos gramáticos.
  4. Duma questão controversa, dado o desinteresse de alunos e professores pela gramática.
  5. Eum mito, uma vez que pais, alunos e escola se mostram contrários ao estudo gramatical.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — um mito, porque inexistem evidências a favor desse posicionamento sobre a gramática.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A ideia de que "é preciso saber gramática para falar e escrever bem" – posição do autor

Gabarito: letra A. Marcos Bagno considera a afirmação um mito, pois não há evidências que a sustentem, como se depreende de sua obra Preconceito linguístico e da própria ponderação implícita no trecho citado.

O excerto informa que a declaração "vive na ponta da língua da grande maioria dos professores de português" e "está formulada em muitos compêndios gramaticais". A repetição e a adesão geral não garantem veracidade; Bagno, linguista crítico do preconceito linguístico, justamente desmonta esse senso comum. A alternativa A capta essa visão: é um mito por faltar evidências.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é um mito, e a razão dada ("inexistem evidências a favor desse posicionamento sobre a gramática") coincide com a tese central do autor. O texto não explicita a inexistência de evidências, mas a obra de Bagno argumenta exatamente que a crença na necessidade da gramática normativa para o bom uso da língua não se sustenta empiricamente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Dizer que é "uma verdade inequívoca, dada a relevância da gramática" contradiz a posição crítica de Bagno. O autor não nega a relevância da gramática, mas questiona a ideia de que ela seja condição para falar e escrever bem.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Atribuir verdade ao mito com base nos escritores brasileiros é um argumento que Bagno refuta. Muitos escritores consagrados desconheciam regras gramaticais; a boa escrita não depende de domínio teórico da gramática normativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A questão não é apresentada como controversa, e o "desinteresse" não é mencionado no texto nem é argumento de Bagno. O autor vê a crença como um mito disseminado, não como tema em debate.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora classifique a ideia como mito, a razão ("pais, alunos e escola se mostram contrários ao estudo gramatical") é falsa. O texto, ao contrário, destaca que muitos concordam com a declaração, especialmente professores e compêndios. A oposição ao estudo da gramática não é o fundamento de Bagno.

PEGA ESSA DICA!

Questões sobre a posição do autor exigem, além da leitura do trecho, conhecimento do pensamento geral do escritor. Bagno é referência em linguística crítica; sua obra defende que a gramática normativa não é necessária para a competência comunicativa.

Conclusão: A única alternativa que reflete a ponderação de Bagno é a A, que aponta o mito e a ausência de evidências. As demais ou invertem a posição ou apoiam-se em premissas não sustentadas pela obra do autor.

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