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Questão de Matemática — Geometria Analítica — VUNESP 2025

MatemáticaGeometria Analítica
Código
vu108112
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Matemática
Em um sistema cartesiano, a reta s, de equação y = 2x + 4 é perpendicular à reta r. Essas retas se intersectam determinando um triângulo T de área 39,2, conforme mostra a figura.Imagem associada para resolução da questãoA reta r intersecta o eixo x no ponto de abscissa
  1. A28.
  2. B32.
  3. C40.
  4. D36.
  5. E24.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — 36.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra D — a conta chega a a = 36 — alternativa D.

A ideia por trás

Duas retas perpendiculares têm inclinações que se relacionam de forma fixa: o produto de seus coeficientes angulares é −1. O coeficiente angular é o número que multiplica x na equação reduzida y = mx + n e mede o quanto a reta sobe ou desce a cada unidade horizontal. Já a área de um triângulo é metade do produto da base pela altura, e aqui a base está sobre o eixo x.

Se uma reta tem inclinação m, a perpendicular tem inclinação −1/m, porque o produto m·(−1/m) = −1. Isso vem da geometria: retas perpendiculares formam ângulo de 90°, e a tangente desse ângulo não existe, o que algebricamente resulta nessa condição. A área do triângulo, por sua vez, usa a base horizontal (distância entre os cortes no eixo x) e a altura vertical (a ordenada do ponto de encontro das retas).

Esta questão pede para combinar essas duas ideias: primeiro usar a perpendicularidade para fixar a inclinação de r, depois escrever a área do triângulo em função da abscissa desconhecida e resolver a equação resultante.

O que a questão dá

  • reta s: y = 2x + 4

  • reta r perpendicular a s

  • área do triângulo T = 39,2

  • triângulo formado pelas retas s, r e o eixo x

O que queremos: a abscissa do ponto onde a reta r corta o eixo x

Passo 1 — Achar a inclinação da reta r

A reta r é perpendicular à s, e a perpendicularidade impõe uma relação direta entre as inclinações. Sem isso, não temos como escrever a equação de r.

Por que esta fórmula: Para retas perpendiculares, o produto dos coeficientes angulares é −1. Como o coeficiente de s é 2, o de r deve ser o inverso com sinal trocado.

ms⋅mr=−1m_s \cdot m_r = -1

De onde vem cada valor: msm_s = enunciado: y = 2x + 4, então m_s = 2

2⋅mr=−12 \cdot m_r = -1
mr=−12m_r = \boxed{-\frac{1}{2}}
NÃO CAIA NESSA!

Usar m_r = -2 (apenas trocar o sinal) em vez de inverter também — isso daria retas paralelas, não perpendiculares.

Passo 2 — Escrever a equação de r com a incógnita a

A reta r corta o eixo x em um ponto de abscissa a, que é o que queremos. Escrever a equação de r em função de a nos permite relacionar tudo com a área.

Por que esta fórmula: A forma reduzida é y = mx + n. No ponto (a, 0), temos 0 = m·a + n, então n = −m·a. Com m = −1/2, fica n = a/2.

y=−12x+a2y = -\frac{1}{2}x + \frac{a}{2}

De onde vem cada valor: −12-\frac{1}{2} = passo 1: inclinação de r · a2\frac{a}{2} = definição: coeficiente linear obtido da condição de r passar por (a, 0)

NÃO CAIA NESSA!

Esquecer que o coeficiente linear depende de a e tentar usar um valor fixo.

Passo 3 — Achar o ponto de encontro das retas

O triângulo tem um vértice no ponto onde as retas se cruzam. Precisamos das coordenadas desse ponto em função de a para calcular a altura.

Por que esta fórmula: Igualamos as duas equações (y de s = y de r) para achar o x do encontro, depois substituímos em uma delas para achar o y.

2x+4=−12x+a22x + 4 = -\frac{1}{2}x + \frac{a}{2}

De onde vem cada valor: 2x+42x + 4 = enunciado: equação de s · −12x+a2-\frac{1}{2}x + \frac{a}{2} = passo 2: equação de r

2x+4=−12x+a22x + 4 = -\frac{1}{2}x + \frac{a}{2}

xP=a−85,yP=2a+45x_P = \frac{a - 8}{5}, y_P = \frac{2a + 4}{5}

NÃO CAIA NESSA!

Errar a álgebra ao multiplicar por 2: 4x + 8 = -x + a, então 5x = a - 8.

Passo 4 — Calcular a base do triângulo

A base do triângulo está sobre o eixo x, entre os pontos onde cada reta o corta. Precisamos da distância entre esses dois pontos.

Por que esta fórmula: O ponto B é onde s corta o eixo x (y=0), e C é onde r corta (abscissa a). A base é a diferença entre as abscissas.

base=a−xBbase = a - x_B

De onde vem cada valor: aa = definição: abscissa do corte de r · xBx_B = definição: abscissa do corte de s no eixo x, obtida fazendo y=0 em s

base=a−(−2)base = a - (-2)
base=a+2base = \boxed{\text{a} + 2}
NÃO CAIA NESSA!

Usar a - 2 em vez de a + 2, esquecendo que -2 é negativo.

Passo 5 — Montar a equação da área

A área do triângulo é dada, então podemos igualar a fórmula da área com o valor 39,2. Isso cria uma equação que nos leva a a.

Por que esta fórmula: Área do triângulo = (base × altura)/2. A base é a + 2, a altura é a ordenada do ponto P, y_P.

Aˊrea=(a+2)⋅yP2\text{Área} = \frac{(a + 2) \cdot y_P}{2}

De onde vem cada valor: a+2a + 2 = passo 4: base · yPy_P = passo 3: 2a+45\frac{2a + 4}{5}

39,2=(a+2)⋅2a+45239{,}2 = \frac{(a + 2) \cdot \frac{2a + 4}{5}}{2}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de dividir por 2 ou trocar a base pela altura.

Passo 6 — Resolver a equação do segundo grau

A equação da área é quadrática em a, então precisamos resolvê-la para achar o valor de a. Como a é uma abscissa, deve ser positivo.

Por que esta fórmula: Multiplicamos tudo para simplificar e chegamos a uma equação do tipo a² + ... = 0, que resolvemos por Bhaskara ou fatoração.

a2+2a−1368=0a^{2} + 2a - 1368 = 0

De onde vem cada valor: a2+2a−1368a^{2} + 2a - 1368 = desenvolvimento da equação do passo 5

a=−2±4+54722a = \frac{-2 \pm \sqrt{4 + 5472}}{2}
a=36(araiznegativaeˊdescartada)a = \boxed{36 (a raiz negativa é descartada)}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de descartar a raiz negativa, que não faz sentido para uma abscissa de interseção com o eixo x à direita.

Resposta: a = 36 — alternativa D

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