Questão de Matemática — Geometria Plana — VUNESP 2025
Matemática›Geometria Plana
Código
vu108223
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Matemática - QM 2019
Em uma rua plana e horizontal AB, um observador no RAS C U NHO ponto A avista o topo de um prédio sob um ângulo de visão, em relação ao solo, de 45º. No ponto B, distanciado em 20 metros do ponto A, esse observador avista o topo do prédio sob um ângulo de 60º. Também no ponto B, o observador avista a base do prédio, em um nível abaixo do nível em que ele se encontra, sob um ângulo de 30º, conforme figura a seguir.Com essas informações, é correto afirmar que a altura desse prédio é de, aproximadamente,
A69 m
B61 m
C65 m
D67 m
E63 m
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GabaritoE — 63 m
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Resolução
Gabarito: letra E — a conta chega a A altura do prédio é de aproximadamente 63 m — alternativa E..
A ideia por trás
A tangente de um ângulo agudo em um triângulo retângulo é a razão entre o cateto oposto e o cateto adjacente a esse ângulo. Ela relaciona uma distância vertical com uma distância horizontal, e é a ferramenta certa quando o problema dá ângulos de visada e distâncias no chão.
Para um ângulo θ, temos tan(θ) = cateto oposto / cateto adjacente. Isso significa que, se você conhece o ângulo e uma das distâncias, pode descobrir a outra. Os valores notáveis são: tan(30°) = √3/3, tan(45°) = 1 e tan(60°) = √3. Quanto maior o ângulo, maior a tangente — um ângulo de 60° corresponde a uma altura √3 vezes maior que a distância horizontal.
Esta questão usa a tangente em dois triângulos retângulos diferentes (um para cada ponto de observação) e também considera que o observador está mais alto que a base do prédio, então a altura total é a soma da altura do topo com a profundidade da base.
O que a questão dá
distância AB = 20 m
ângulo de visão do topo em A = 45°
ângulo de visão do topo em B = 60°
ângulo de visão da base em B = 30° (para baixo)
O que queremos: a altura do prédio
Passo 1 — Definir as distâncias desconhecidas
Antes de montar as equações, precisamos nomear o que não sabemos: a distância horizontal do ponto B até o prédio (x) e as alturas em relação ao nível do observador (h_t para o topo e h_b para a base). Isso organiza o problema e evita confusão.
NÃO CAIA NESSA!
Não definir as variáveis e tentar resolver de cabeça — isso leva a equações erradas.
Passo 2 — Montar a equação para o topo em B
No ponto B, o observador vê o topo sob 60°. A tangente desse ângulo relaciona a altura do topo (h_t) com a distância horizontal x. Essa é a primeira relação entre as incógnitas.
Por que esta fórmula: A tangente de um ângulo é o cateto oposto dividido pelo adjacente. Aqui, o cateto oposto é h_t e o adjacente é x.
De onde vem cada valor: = constante: √3 · = definido no passo 1 · = definido no passo 1
NÃO CAIA NESSA!
Confundir cateto oposto com adjacente — aqui o oposto é a altura, não a distância.
Passo 3 — Montar a equação para a base em B
No mesmo ponto B, o observador vê a base sob 30° para baixo. Isso dá a profundidade h_b em função de x. Precisamos dela para depois somar à altura do topo.
Por que esta fórmula: Novamente a tangente: o cateto oposto é h_b (a profundidade) e o adjacente é x.
De onde vem cada valor: = constante: √3/3 · = definido no passo 1 · = definido no passo 1
NÃO CAIA NESSA!
Usar o ângulo de 30° como se fosse para cima — mas ele é para baixo, então a altura é uma profundidade.
Passo 4 — Montar a equação para o topo em A
No ponto A, a distância horizontal até o prédio é x + 20, e o ângulo é 45°. Isso dá uma segunda expressão para h_t, que vamos igualar à do passo 2 para achar x.
Por que esta fórmula: A tangente de 45° é 1, então h_t é igual à distância horizontal.
De onde vem cada valor: = constante: 1 · = definido no passo 1 · = x (passo 1) + 20 m (enunciado: distância AB)
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de somar os 20 m — a distância de A é maior que a de B.
Passo 5 — Igualar as duas expressões de h_t
Temos duas fórmulas para a mesma altura h_t: uma do passo 2 e outra do passo 4. Igualá-las cria uma equação só com x, que podemos resolver.
Por que esta fórmula: Se duas expressões representam a mesma quantidade, elas são iguais.
De onde vem cada valor: = passo 2 · = passo 4
NÃO CAIA NESSA!
Errar a álgebra ao isolar x — subtraia x dos dois lados antes de dividir.
Passo 6 — Racionalizar o valor de x
O denominador √3 - 1 é inconveniente para calcular. Multiplicar pelo conjugado √3 + 1 elimina a raiz do denominador e simplifica a expressão.
Por que esta fórmula: (a - b)(a + b) = a² - b², então (√3 - 1)(√3 + 1) = 3 - 1 = 2.
De onde vem cada valor: = passo 5 · = definição: conjugado de √3 - 1
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de multiplicar o numerador também — o valor fica errado.
Passo 7 — Calcular a altura do prédio
A altura do prédio é a soma da altura do topo com a profundidade da base, porque o observador está mais alto que a base. Usamos as expressões dos passos 2 e 3.
Por que esta fórmula: H = h_t + h_b, e substituímos h_t = x√3 e h_b = x√3/3.
De onde vem cada valor: = passo 2 · = passo 3
NÃO CAIA NESSA!
Subtrair em vez de somar — o observador está acima da base, então a altura é maior que a altura do topo.
Passo 8 — Substituir x e aproximar √3
Agora temos a expressão final com x. Substituímos o valor de x do passo 6 e usamos √3 ≈ 1,73 para obter o número.
Por que esta fórmula: A expressão H = 40(3+√3)/3 vem da simplificação algébrica.
De onde vem cada valor: = passo 7: 410 · = passo 6: (√3+1)√3 = 3+√3 · = passo 7: denominador
NÃO CAIA NESSA!
Usar √3 ≈ 1,7 em vez de 1,73 — a diferença é pequena, mas pode mudar a alternativa.
Resposta: A altura do prédio é de aproximadamente 63 m — alternativa E.