Questão de Sociologia — Estratificação e desigualdade social — VUNESP 2025
SociologiaEstratificação e desigualdade social
- Código
- vu108944
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- SEDUC-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica II - Sociologia - QM 2019
Francine Saillant (em Paula e Heringer, 2009), em seu texto “Direitos, cidadania e reparações pelos erros do passado escravista: perspectivas do movimento negro no Brasil”, escreve sobre memória e questão racial: “As reparações também são uma questão de memória. Assim, Edna Roland recorre à ideia de criar um memorial da escravidão no Brasil. Ela interroga o motivo da ausência de tal memorial: ‘Quatro milhões de vítimas do tráfico, 40 milhões de vítimas que nasceram no Brasil, 44 milhões de vítimas da escravidão e nenhum memorial? Como explicar isso enquanto existe um memorial para 475 mortos brasileiros na Segunda Guerra Mundial na Itália? Por que, então, nada para nós? 44 milhões de vítimas ainda não é o bastante? Onde estão nossos mortos, onde estão nossos cemitérios?’”.Com base no texto, a memória da escravidão, considerada como elemento de reparação, relaciona-se com a
- Anecessidade de reconhecer as vítimas da escravidão e promover a construção de memória coletiva como forma de enfrentamento ao racismo estrutural.
- Bredução da memória da escravidão a um problema essencialmente jurídico, sem impacto sobre a identidade e a cultura afro-brasileira.
- Cidentificação das vítimas da escravidão exclusivamente em estudos acadêmicos, sem relevância pública.
- Dexclusividade da memória da Segunda Guerra Mundial como referência de reparação nacional, em detrimento de outras memórias históricas.
- Edefesa da memória da Segunda Guerra Mundial como um modelo para evitar que a escravidão seja lembrada de forma excessiva no Brasil.