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Questão de Geografia — Cartografia — VUNESP 2025

GeografiaCartografia
Código
vu109061
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Ensino Fundamental e Médio - Anos Iniciais
Castellar e Vilhena (2011) defendem o uso da cartografia como linguagem no processo de letramento e alfabetização geográfica. A esse respeito, as autoras afirmam que um aspecto importante para o processo de aprendizagem na geografia escolar é
  1. Aa substituição da representação gráfica pelo animismo.
  2. Ba superação do realismo nominal.
  3. Ca desvinculação entre significado e significante.
  4. Da ruptura entre realidade e representação.
  5. Ea supressão do pensamento simbólico
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a superação do realismo nominal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cartografia como linguagem no ensino de Geografia

Gabarito: Letra B. Para Castellar e Vilhena (2011), a superação do realismo nominal é um aspecto central no processo de letramento e alfabetização geográfica. O realismo nominal é a fase em que a criança acredita que o nome do objeto faz parte dele – no contexto cartográfico, superá-la significa compreender que os símbolos no mapa são convenções arbitrárias, não a própria realidade. Essa superação é essencial para que o aluno leia e interprete mapas como representações.

As autoras defendem a cartografia como linguagem, ou seja, um sistema simbólico que precisa ser aprendido. A alternativa correta destaca justamente a passagem do pensamento concreto (onde significante e significado se confundem) para o abstrato (onde se reconhece a diferença entre a representação e o real).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Propõe a substituição da representação gráfica pelo animismo. Animismo é atribuir vida a objetos inanimados – não é o caminho para a alfabetização cartográfica; ao contrário, a representação gráfica deve ser compreendida em sua função simbólica, não substituída.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A superação do realismo nominal é exatamente o que as autoras apontam como importante. A criança precisa entender que os nomes e símbolos são arbitrários e que o mapa não é uma cópia fiel da realidade, mas uma representação convencionada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma a desvinculação entre significado e significante. Na verdade, a relação entre significado (o que o símbolo representa) e significante (o símbolo em si) é arbitrária, mas não inexistente. A cartografia como linguagem exige justamente que se estabeleça essa conexão convencional; desvinculá-los impossibilitaria a leitura do mapa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere a ruptura entre realidade e representação. A cartografia não rompe essa relação; ao contrário, a representação cartográfica se apoia em uma correspondência (mesmo que simplificada) com a realidade. A ruptura tornaria o mapa inútil como fonte de informação geográfica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Defende a supressão do pensamento simbólico. Ora, a alfabetização geográfica e o uso da cartografia como linguagem dependem essencialmente do pensamento simbólico – a capacidade de usar símbolos para representar o espaço. Suprimi-lo seria regredir a um estágio pré-simbólico.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre alfabetização cartográfica, lembre-se das fases do desenvolvimento infantil (Piaget): realismo nominal, realismo visual e pensamento abstrato. A banca costuma explorar a transição entre essas fases, especialmente a superação do realismo nominal.

Gabarito: letra B

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