Professor de Ensino Fundamental e Médio - Anos Iniciais
Castellar e Vilhena (2011) defendem o uso da cartografia como linguagem no processo de letramento e alfabetização geográfica. A esse respeito, as autoras afirmam que um aspecto importante para o processo de aprendizagem na geografia escolar é
Aa substituição da representação gráfica pelo animismo.
Ba superação do realismo nominal.
Ca desvinculação entre significado e significante.
Da ruptura entre realidade e representação.
Ea supressão do pensamento simbólico
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GabaritoB — a superação do realismo nominal.
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Cartografia como linguagem no ensino de Geografia
Gabarito: Letra B. Para Castellar e Vilhena (2011), a superação do realismo nominal é um aspecto central no processo de letramento e alfabetização geográfica. O realismo nominal é a fase em que a criança acredita que o nome do objeto faz parte dele – no contexto cartográfico, superá-la significa compreender que os símbolos no mapa são convenções arbitrárias, não a própria realidade. Essa superação é essencial para que o aluno leia e interprete mapas como representações.
As autoras defendem a cartografia como linguagem, ou seja, um sistema simbólico que precisa ser aprendido. A alternativa correta destaca justamente a passagem do pensamento concreto (onde significante e significado se confundem) para o abstrato (onde se reconhece a diferença entre a representação e o real).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Propõe a substituição da representação gráfica pelo animismo. Animismo é atribuir vida a objetos inanimados – não é o caminho para a alfabetização cartográfica; ao contrário, a representação gráfica deve ser compreendida em sua função simbólica, não substituída.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A superação do realismo nominal é exatamente o que as autoras apontam como importante. A criança precisa entender que os nomes e símbolos são arbitrários e que o mapa não é uma cópia fiel da realidade, mas uma representação convencionada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma a desvinculação entre significado e significante. Na verdade, a relação entre significado (o que o símbolo representa) e significante (o símbolo em si) é arbitrária, mas não inexistente. A cartografia como linguagem exige justamente que se estabeleça essa conexão convencional; desvinculá-los impossibilitaria a leitura do mapa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere a ruptura entre realidade e representação. A cartografia não rompe essa relação; ao contrário, a representação cartográfica se apoia em uma correspondência (mesmo que simplificada) com a realidade. A ruptura tornaria o mapa inútil como fonte de informação geográfica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Defende a supressão do pensamento simbólico. Ora, a alfabetização geográfica e o uso da cartografia como linguagem dependem essencialmente do pensamento simbólico – a capacidade de usar símbolos para representar o espaço. Suprimi-lo seria regredir a um estágio pré-simbólico.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre alfabetização cartográfica, lembre-se das fases do desenvolvimento infantil (Piaget): realismo nominal, realismo visual e pensamento abstrato. A banca costuma explorar a transição entre essas fases, especialmente a superação do realismo nominal.