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Questão de Geografia — História da Geografia — VUNESP 2025

GeografiaHistória da Geografia
Código
vu109248
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Ensino Fundamental e Médio - Geografia
Segundo Antonio Carlos Robert Moraes (1985), o movimento de renovação do pensamento geográfico agrupa um conjunto de propostas que se pode denominar de Geografia Crítica, que teve suas raízes
  1. Anos Estados Unidos.
  2. Bna França.
  3. Cna Inglaterra.
  4. Dna Alemanha.
  5. Ena Itália.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — na França.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Geografia Crítica: raízes do movimento de renovação

Gabarito: letra B. Segundo Antonio Carlos Robert Moraes (1985), a Geografia Crítica — movimento de renovação do pensamento geográfico — teve suas raízes na França, berço da chamada Geografia Ativa, que questionou a neutralidade científica e propôs um engajamento político e social da disciplina. Essa é a leitura clássica da obra de Moraes, que situa o movimento crítico como uma reação à Geografia Tradicional, fortemente influenciada pela escola francesa de Vidal de la Blache.

A Geografia Crítica surge como um movimento de contestação dentro da própria Geografia, especialmente a partir da década de 1970, no contexto de efervescência política e intelectual. Ela se opõe à Geografia Tradicional (descritiva e neutra) e à Geografia Quantitativa (tecnicista), propondo uma análise que leve em conta as relações de poder, a luta de classes e a produção social do espaço. O termo "Geografia Crítica" é frequentemente associado a autores como Yves Lacoste, na França, e Milton Santos, no Brasil, entre outros.

A obra de Moraes, "Geografia Crítica: A Valorização do Espaço" (1985), é um marco na sistematização desse movimento no Brasil. Nela, o autor analisa as correntes do pensamento geográfico e aponta a França como o principal centro irradiador das propostas críticas, especialmente através da revista Hérodote e do pensamento de Lacoste, que defendia uma geografia "ativa" e "engajada".

A pegadinha da banca está em associar a Geografia Crítica a outros países que também tiveram contribuições importantes, mas que não são as raízes apontadas por Moraes. A Alemanha, por exemplo, é berço da Geografia Tradicional (com Humboldt e Ritter), e os Estados Unidos são associados à Geografia Quantitativa (New Geography). A Inglaterra e a Itália, embora tenham tido geógrafos relevantes, não são o foco da análise de Moraes sobre as raízes do movimento crítico.

Escolas nacionais da Geografia
  • 1Alemanha
    • Geografia Tradicional (séc. XIX)
    • Humboldt e Ritter
  • 2EUA
    • Geografia Quantitativa (déc. 1950)
    • Modelos matemáticos
  • 3França
    • Geografia Ativa/Crítica (déc. 1970)
    • Yves Lacoste e revista Hérodote
    • Raízes do movimento crítico (Moraes)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Os Estados Unidos são o berço da Geografia Quantitativa (New Geography), que se desenvolveu a partir da década de 1950, com forte apelo ao uso de modelos matemáticos e estatísticos. Essa corrente é justamente uma das que a Geografia Crítica critica, por seu caráter técnico e pretensamente neutro. Portanto, não é nos EUA que Moraes situa as raízes do movimento crítico.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A França é o país apontado por Moraes como o berço da Geografia Crítica. É lá que surge a Geografia Ativa, proposta por Yves Lacoste e outros, que defendia uma geografia engajada, capaz de analisar as contradições sociais e de servir como instrumento de luta. A revista Hérodote, fundada por Lacoste em 1976, é um símbolo desse movimento. A obra de Moraes (1985) reforça essa origem francesa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A Inglaterra contribuiu para o desenvolvimento da Geografia, mas não é apontada como raiz da Geografia Crítica. A tradição inglesa é mais associada à Geografia Regional e, posteriormente, à Geografia Quantitativa (com a chamada "revolução quantitativa" na década de 1960). Não há, na obra de Moraes, uma vinculação das raízes críticas à Inglaterra.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A Alemanha é o berço da Geografia Tradicional, com Alexander von Humboldt e Karl Ritter no século XIX, e também da Geopolítica clássica, com Friedrich Ratzel e Karl Haushofer. Essas correntes são anteriores e, em grande medida, alvo das críticas do movimento renovador. Portanto, a Alemanha não é a raiz da Geografia Crítica, mas sim da Geografia que ela contesta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A Itália não é um país central na historiografia da Geografia Crítica. Embora tenha tido geógrafos importantes, como Lucio Gambi, que contribuíram para uma visão mais crítica, a obra de Moraes não aponta a Itália como o berço do movimento. A resposta correta é a França.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as escolas nacionais da Geografia. O candidato pode lembrar que a Alemanha é berço da Geografia Tradicional (Humboldt, Ritter) e que os EUA são berço da Geografia Quantitativa, e acabar marcando uma dessas. Mas a questão pergunta especificamente pelas raízes da Geografia Crítica, que, segundo Moraes, estão na França. Fique atento: a Geografia Crítica é uma reação às escolas anteriores, e sua origem está ligada ao pensamento francês engajado.

PEGA ESSA DICA!

Para não errar, monte um quadro mental das escolas nacionais: Alemanha = Geografia Tradicional (séc. XIX); EUA = Geografia Quantitativa (déc. 1950); França = Geografia Ativa/Crítica (déc. 1970). Quando a questão falar em "renovação" ou "crítica", a resposta quase sempre será França. Revise os principais autores de cada escola (Humboldt, Ritter, Vidal de la Blache, Lacoste, Milton Santos) e a obra de Moraes.

Gabarito: letra B

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