Tráfico de escravos africanos para o Brasil Colonial
Gabarito: letra B. O início do tráfico de africanos para a América portuguesa está diretamente vinculado à opção portuguesa de colonizar a região com base na agroindústria açucareira, que demandava enorme contingente de mão de obra escrava. Conforme a obra citada, a economia colonial "gradualmente passou a ser dominada pelo cultivo da cana-de-açúcar com o uso de mão de obra escrava, inicialmente indígena e, depois, africana" – o que confirma a alternativa correta.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Historicamente, os povos nativos foram inicialmente utilizados como mão de obra, mas a transição para africanos não se deu por "inaptidão" e sim por fatores como proteção jurídica dos indígenas (Leis de 1570, 1595 etc.), resistência e a lucratividade do tráfico negreiro. A alternativa incorre ao atribuir incapacidade aos indígenas.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A economia colonial portuguesa estruturou-se em torno da produção de açúcar para exportação, exigindo vasta força de trabalho. A escassez e a proteção legal dos indígenas, somadas à organização do tráfico atlântico, levaram à importação em massa de africanos a partir do século XVI. A opção agroexportadora açucareira é o motor desse processo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A colonização de territórios africanos por Portugal já estava em curso desde o século XV, e o tráfico de escravos para o Brasil não se originou de um "imperativo" de ocupar a África por medo da França, mas sim da demanda econômica da colônia americana.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A expansão territorial para o interior (bandeiras, ciclo do ouro) ocorreu tardiamente, nos séculos XVII e XVIII. O início do tráfico africano está associado à faixa litorânea e à produção açucareira, não à interiorização.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora houvesse legislação proibindo a escravização indígena em certos contextos (Lei de 1570, Alvará de 1680), tais normas não foram absolutas e não são a causa direta da introdução de africanos. A principal razão foi a inviabilidade econômica e política de manter o trabalho indígena em larga escala, aliada à lucratividade do tráfico negreiro.
Gabarito: letra B.