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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu109429
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Supervisor de Ensino
Célia F. Linhares, in Silva Júnior (2004), numa espécie de desafio, interpela-nos: “Como podemos olhar, descrever, estudar a questão da escola pública sem estremecer diante dela?” A autora considera que a crise da escola pública “reflete e aprofunda
  1. Ao “descaso dos governantes” para com as necessidades das escolas públicas, “deixando-as, vergonhosamente, à míngua”.
  2. Ba distorção romântica e ingênua” da compreensão das relações entre a “educação escolar pública e a democratização da sociedade”.
  3. Ca perda do exercício ético entre nós” e desafia “nossa capacidade de formulação e, por conseguinte, de intervenção”.
  4. Do equívoco de continuar querendo formar cidadãos participativos e solidários”, quando a realidade só tem “espaço para a competição e a competência”.
  5. Ea falta de uma teoria econômico-científica capaz de fazer entender” que a escola pública forma mão­-de-obra e “não é gasto, mas investimento”.
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GabaritoC — a perda do exercício ético entre nós” e desafia “nossa capacidade de formulação e, por conseguinte, de intervenção”.

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Crise da escola pública: reflexo e aprofundamento

Gabarito: letra C. A questão pede que se complete o pensamento da autora sobre o que a crise da escola pública “reflete e aprofunda”. A passagem inicial – “Como podemos olhar, descrever, estudar a questão da escola pública sem estremecer diante dela?” – revela um tom de desafio ético, que a alternativa C capta ao mencionar “a perda do exercício ético entre nós” e “nossa capacidade de formulação e, por conseguinte, de intervenção”. As demais opções, embora plausíveis isoladamente, não encontram respaldo no trecho fornecido e extrapolam o conteúdo do texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“o ‘descaso dos governantes’ para com as necessidades das escolas públicas, ‘deixando-as, vergonhosamente, à míngua’.”

O texto original não menciona governantes nem abandono material; a crítica é direcionada a nós (interpela-nos), não a agentes políticos específicos. Há aqui extrapolação: atribui-se uma causa (descaso dos governantes) que o texto não explicita.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“a distorção romântica e ingênua da compreensão das relações entre a ‘educação escolar pública e a democratização da sociedade’.”

A autora não fala em “distorção romântica e ingênua”. Essa ideia não está no texto e introduz um juízo de valor estranho ao pensamento da autora. Trata-se de opinião embutida.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“a perda do exercício ético entre nós” e desafia “nossa capacidade de formulação e, por conseguinte, de intervenção”.

A interpelação inicial (“sem estremecer”) carrega um apelo ético; a crise reflete justamente a perda desse exercício ético e aprofunda o desafio de formular e intervir. A alternativa parafraseia fielmente o tom e o conteúdo do texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“o equívoco de continuar querendo formar cidadãos participativos e solidários”, quando a realidade só tem “espaço para a competição e a competência”.

O texto não afirma que formar cidadãos participativos seja um equívoco, nem contrapõe competição a solidariedade. Há contradição com a linha geral do texto (que não defende o abandono da formação cidadã) e extrapolação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“a falta de uma teoria econômico-científica capaz de fazer entender” que a escola pública forma mão-de-obra e “não é gasto, mas investimento”.

O texto não discute teorias econômico-científicas nem a dicotomia gasto/investimento. A alternativa tangencia o tema ao introduzir um debate econômico ausente no trecho.

Conclusão: A única alternativa que se sustenta no texto é a C, pois capta a dimensão ética e o desafio de formulação/intervenção presentes na interpelação da autora.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de completar o pensamento do autor, busque nas alternativas o termo que retoma a ideia central introduzida pelo texto. Aqui, o “estremecer” remete à ética; logo, “perda do exercício ético” é a resposta mais coerente.

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