Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — VUNESP 2025
Medicina›Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
vu110175
Banca
VUNESP
Órgão
SES - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito em Otorrinolaringologia ou Cirurgia Geral ou Área Cirúrgica Básica
Durante a avaliação tomográfica para a realização de cirurgia endoscópica dos seios paranasais, o cirurgião identificou como áreas de atenção a presença de célula de Onodi e de célula de Haller.Em quais seios paranasais essas células se originam, respectivamente?
AEtmoide posterior e etmoide anterior.
BMaxilar e frontal.
CEsfenoide e etmoide posterior.
DEtmoide anterior e maxilar.
EEtmoide posterior e frontal.
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GabaritoA — Etmoide posterior e etmoide anterior.
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Anatomia dos seios paranasais: células de Onodi e de Haller
Gabarito: letra A. A célula de Onodi é uma pneumatização do etmoide posterior que se estende lateralmente e superiormente ao esfenoide, podendo ficar adjacente ao nervo óptico e à artéria carótida interna; a célula de Haller é uma pneumatização do etmoide anterior que se projeta para o assoalho da órbita, próxima ao óstio do seio maxilar. A alternativa A é a única que associa corretamente essas origens.
As células de Onodi e de Haller são variações anatômicas dos seios etmoidais, de grande relevância na cirurgia endoscópica dos seios paranasais. A célula de Onodi, também chamada de célula etmoesfenoidal, representa uma pneumatização das células etmoidais posteriores que se estende para além do corpo do esfenoide, podendo envolver o canal óptico e a carótida interna. Essa proximidade com estruturas nobres torna seu reconhecimento pré-operatório essencial para evitar lesões durante a cirurgia. Já a célula de Haller, ou célula infraorbital, é uma pneumatização das células etmoidais anteriores que se desenvolve para o assoalho da órbita, podendo estreitar o infundíbulo etmoidal e o óstio do seio maxilar, contribuindo para a obstrução e sinusite maxilar recorrente.
A importância clínica dessas variações reside no risco cirúrgico: a Onodi, por sua relação com o nervo óptico, exige cuidado extremo na dissecção posterior; a Haller, por sua localização inferior, pode ser confundida com o próprio seio maxilar ou com o assoalho orbitário. O cirurgião deve identificá-las na tomografia para planejar a abordagem e evitar complicações como lesão do nervo óptico, exoftalmia ou fístula liquórica.
A banca explora a confusão entre as origens dessas células: muitos candidatos associam a Onodi ao esfenoide (por sua proximidade) e a Haller ao maxilar (por sua localização infraorbital), mas ambas são, na verdade, variações do labirinto etmoidal — a Onodi das células posteriores e a Haller das anteriores. Guarde essa distinção: Onodi = etmoide posterior; Haller = etmoide anterior.
Células etmoidais
1Célula de Onodi
Origem: etmoide posterior
Estende-se sobre o esfenoide
Próxima ao nervo óptico e carótida
2Célula de Haller
Origem: etmoide anterior
Projeta-se ao assoalho da órbita
Próxima ao óstio do seio maxilar
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A célula de Onodi origina-se das células etmoidais posteriores, estendendo-se em direção ao esfenoide e ao canal óptico. A célula de Haller origina-se das células etmoidais anteriores, projetando-se para o assoalho da órbita. A alternativa espelha exatamente essas origens, na ordem pedida pelo enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que as células se originam do maxilar e do frontal. Nenhuma das duas células tem origem nesses seios: a Onodi é etmoidal posterior e a Haller é etmoidal anterior. O seio maxilar e o frontal são seios independentes, não relacionados à origem dessas variações.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Troca a origem da Onodi para o esfenoide. Embora a célula de Onodi esteja anatomicamente próxima e possa se estender sobre o esfenoide, ela se origina das células etmoidais posteriores, não do esfenoide. A Haller, por sua vez, é etmoidal anterior, não posterior.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inverte as origens: coloca a Onodi no etmoide anterior e a Haller no maxilar. A Onodi é posterior, e a Haller, apesar de estar relacionada ao assoalho orbitário e ao óstio maxilar, origina-se do etmoide anterior, não do maxilar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acerta a origem da Onodi (etmoide posterior), mas erra a da Haller, atribuindo-a ao frontal. A Haller é uma variação do etmoide anterior, não do seio frontal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a localização anatômica e a origem embriológica das células. A Onodi está próxima ao esfenoide, mas não se origina dele; a Haller está próxima ao maxilar e à órbita, mas não se origina deles. Ambas são variações do etmoide — posterior e anterior, respectivamente. Na prova, lembre-se: o nome da célula não indica o seio de origem; a origem é sempre etmoidal.