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Questão de Português — Morfologia — VUNESP 2025

PortuguêsMorfologia
Código
vu110429
Banca
VUNESP
Órgão
TCE-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo - Administração

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano


Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que está libertando seu país da economia globalizada, que seus predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada, independente de importações e pródiga em exportações. Por alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras protecionistas que foram empregadas por inúmeros países em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá desta vez resultados diferentes.


O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição das importações” reforçou a dependência de exportações de commodities para financiar a importação de tecnologias.


Glosando essa história, as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato se provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.


Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities para países envolvidos em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais na infraestrutura brasileira.


 (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)

Assinale alternativa que atende à norma-padrão, considerando-se os aspectos de flexão verbal, concordância nominal e concordância verbal.
  1. ASupõe-se, com a política protecionista, que ocorrerá a redução de déficits comerciais, mas ela poderá ser maléfica.
  2. BO presidente norte-americano interviu na economia mundial, criando nela uma indisposição desnecessário.
  3. CSe o presidente norte-americano manter sua guerra comercial insano, haverão prejuízos em escala global.
  4. DNo século passado, imaginaram-se que a economia latifundiária se desenvolveria com subsídios a produtores locais.
  5. EFora custoso aos mais pobres as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Supõe-se, com a política protecionista, que ocorrerá a redução de déficits comerciais, mas ela poderá ser maléfica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância Verbal e Nominal – Norma-Padrão

Gabarito: letra A. A única alternativa que segue integralmente a norma-padrão é a A. Nela, o verbo 'supor' está corretamente conjugado, o futuro 'ocorrerá' concorda com o sujeito singular 'redução', e o adjetivo 'maléfica' concorda com 'ela'. Todas as demais apresentam erros de flexão verbal ou de concordância.

Critério

A (✅)

B (❌)

C (❌)

D (❌)

E (❌)

Flexão verbal

Supõe-se (correto)

interviuinterveio

mantermantiver; haverãohaverá

imaginaram-seimaginou-se

foraforam

Concordância nominal

maléfica (correto)

desnecessáriodesnecessária

insanoinsana

custosocustosas

Concordância verbal

ocorrerá (sujeito singular)

Sujeito oracional exige singular

Sujeito plural exige plural

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase apresenta flexão e concordância perfeitas: 'Supõe-se' (voz passiva com 'se', singular), 'ocorrerá' (futuro do presente, 3ª pessoa do singular concordando com 'a redução'), e 'maléfica' (feminino singular concordando com 'ela'). Nenhum desvio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Dois erros: (1) 'interviu' é forma incorreta de 'intervir' no pretérito perfeito; o correto é interveio. (2) 'desnecessário' deveria concordar com 'indisposição' (feminino) → desnecessária. Portanto, a alternativa viola a flexão verbal e a concordância nominal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Problemas: (1) Após a conjunção 'se' com valor condicional, exige-se o futuro do subjuntivo: mantiver, e não 'manter'. (2) 'insano' deveria ser insana para concordar com 'guerra'. (3) 'haverão' – o verbo 'haver' no sentido de 'existir' é impessoal, permanecendo no singular: haverá. Erros de flexão e concordância.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O verbo 'imaginar' acompanhado de 'se' e seguido de oração subjetiva deve ficar no singular: imaginou-se que... (ou 'imagina-se'). 'Imaginaram-se que' é erro de concordância verbal, pois o sujeito é a oração, que é singular.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O sujeito é 'as políticas protecionistas' (plural feminino). O verbo 'fora' (3ª pessoa do singular do mais-que-perfeito) deveria ser foram (pretérito perfeito do indicativo ou também mais-que-perfeito 'tinham sido'? Mas o correto é 'foram' no pretérito perfeito, ou 'tinham sido' para mais-que-perfeito. A forma 'fora' é inadequada. Além disso, 'custoso' deve concordar com 'políticas' → custosas. Erros de concordância verbal e nominal.

Gabarito: letra A

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