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Questão de Auditoria — Testes, Procedimentos e Técnicas de Auditoria — VUNESP 2025

AuditoriaTestes, Procedimentos e Técnicas de Auditoria
Código
vu110739
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Contador Judiciário
Paulo está auditando as demonstrações contábeis da organização X quando se depara com possível equívoco no valor registrado em uma subconta contábil da organização. Após investigar mais a fundo, Paulo confirma o equívoco, mas observa que, ainda que este seja relevante no contexto da conta contábil da qual a subconta faz parte, não compromete o uso das informações contábeis por usuários internos ou externos da organização, não influenciando, portanto, negativa ou favoravelmente, as decisões econômicas dos usuários, tomadas com base nas demonstrações contábeis.Nesse contexto, e considerando as normas técnicas de auditoria, é correto afirmar que
  1. Aa identificação deste equívoco, por ser de baixa relevância para usuários internos ou externos, não deve produzir nenhuma modificação no planejamento dos procedimentos de auditoria a serem realizados por Paulo.
  2. Bcaso Paulo identifique que o equívoco tenha sido provocado por ato doloso da organização, estará diante de caso tratado pelas normas técnicas como “erro fraudulento”, acarretando a Paulo a obrigação de denunciar o caso às autoridades.
  3. CPaulo pode considerar o equívoco como imaterial no contexto das demonstrações contábeis, considerando não ser o auditor responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo.
  4. Dao identificar o erro como de baixa relevância, Paulo deve considerar a possibilidade de ampliar os testes substantivos a serem realizados durante a auditoria, considerando a redução do risco de detecção verificado.
  5. Eo erro decorre do funcionamento dos controles internos, implantados na organização sob uma lógica de custos e benefícios, considerando-se os objetivos de lucro e os gastos envolvidos na ampliação dos controles.
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GabaritoC — Paulo pode considerar o equívoco como imaterial no contexto das demonstrações contábeis, considerando não ser o auditor responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Materialidade e Responsabilidade do Auditor

Gabarito: letra C. A questão trata do conceito de materialidade nas demonstrações contábeis. Segundo as normas de auditoria (NBC TA 320), uma distorção é considerada relevante se puder influenciar as decisões econômicas dos usuários. O erro identificado, embora relevante na subconta, não compromete as demonstrações como um todo, logo pode ser tratado como imaterial. O auditor não é responsável por detectar distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis em seu conjunto.

Critério

Alternativa A

Alternativa B

Alternativa C (Gabarito)

Alternativa D

Alternativa E

Conceito central

Modificação do planejamento

Classificação do ato doloso

Materialidade da distorção

Ampliação de testes substantivos

Causa do erro

Afirmação principal

Erro de baixa relevância não modifica o planejamento

Ato doloso = "erro fraudulento", com denúncia automática

Erro imaterial no contexto das demonstrações como um todo

Erro de baixa relevância reduz risco de detecção, exigindo mais testes

Erro decorre de controles internos sob lógica custo-benefício

Correção técnica

❌ Incorreta – O planejamento pode ser ajustado com base em riscos adicionais, mesmo para erros imateriais

❌ Incorreta – Termo "erro fraudulento" não é técnico; denúncia não é automática (depende de lei/regulamento)

✅ Correta – NBC TA 320: auditor não é responsável por detectar distorções imateriais

❌ Incorreta – Erro imaterial não reduz risco de detecção; pode até indicar falha que o aumente

❌ Incorreta – Generalização; erro pode ter outras causas (ex.: falha humana, sistema)

Base normativa

Planejamento baseado em risco (NBC TA 300)

Fraude vs. erro (NBC TA 240)

Materialidade (NBC TA 320)

Risco de detecção (NBC TA 330)

Controles internos (NBC TA 315)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a identificação do erro não deve produzir "nenhuma modificação" no planejamento. Isso é absoluto e incorreto. O auditor avalia riscos e pode ajustar procedimentos se o erro indicar deficiências ou riscos adicionais, mesmo que imaterial. A norma exige planejamento baseado em risco, não imutabilidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Se o erro é doloso, trata-se de fraude, não de "erro fraudulento" (termo não técnico). O auditor não tem obrigação automática de denunciar às autoridades; deve comunicar à administração e aos responsáveis pela governança (NBC TA 240). A denúncia a órgãos externos depende de exigência legal ou regulatória, não é automática.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O erro, por não influenciar as decisões dos usuários, é imaterial no contexto das demonstrações contábeis como um todo. A norma (NBC TA 320) estabelece que o auditor busca segurança razoável de que as demonstrações estão livres de distorção relevante, não sendo responsável por detectar todas as distorções imateriais. Portanto, Paulo pode considerá-lo imaterial.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere ampliar testes substantivos com base na "redução do risco de detecção". Na verdade, a identificação de um erro imaterial não reduz o risco de detecção; ao contrário, se o erro indicar falha nos controles, o risco pode aumentar. A decisão de ampliar testes depende da avaliação de risco, não da constatação de erro de baixa relevância.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Atribui o erro necessariamente ao funcionamento dos controles internos sob lógica custo-benefício. Isso é uma generalização. O erro pode ter diversas causas (humana, de sistema, etc.) não vinculadas exclusivamente ao desenho dos controles. A afirmação não se sustenta como regra geral.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, lembre-se: materialidade é definida pelo impacto nas decisões dos usuários. O auditor foca em distorções relevantes. Alternativas com termos absolutos como "nenhuma modificação" ou "obrigação de denunciar" geralmente são falsas, pois as normas preveem julgamento profissional e circunstâncias específicas.

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