Pular para o conteúdo principal

Questão de Direito Processual Penal — Nulidades no Processo Penal — VUNESP 2025

Direito Processual PenalNulidades no Processo Penal
Código
vu110904
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Juiz Substituto
Quanto ao sistema de nulidades na legislação processual penal, é correto afirmar:
  1. Ao juiz não pode declarar a nulidade absoluta de ofício, sem que haja provocação das partes.
  2. Bas nulidades relativas podem ser opostas por quem lhe deu causa.
  3. Cas partes podem dispor das nulidades absolutas.
  4. Das nulidades relativas não são oponíveis em qualquer fase do processo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — as nulidades relativas não são oponíveis em qualquer fase do processo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nulidades no Processo Penal

Gabarito: letra D. No sistema processual penal brasileiro, as nulidades relativas estão sujeitas à preclusão temporal: devem ser arguidas na primeira oportunidade em que a parte falar nos autos, sob pena de convalidação. Não podem, portanto, ser opostas em qualquer fase do processo. É o que se extrai do art. 571 do CPP ("As nulidades deverão ser argüidas") combinado com o princípio da preclusão. As demais alternativas contrariam o regime das nulidades: a nulidade absoluta pode ser declarada de ofício pelo juiz (alternativa A); quem deu causa à nulidade relativa não pode arguí-la (alternativa B); as nulidades absolutas são indisponíveis, não podendo as partes dispor delas (alternativa C).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o juiz não pode declarar a nulidade absoluta de ofício, sem provocação das partes. É o contrário: as nulidades absolutas, por violarem normas de ordem pública, podem e devem ser reconhecidas de ofício pelo magistrado a qualquer tempo, independentemente de arguição (art. 571 do CPP e princípio do pas de nullité sans grief interpretado em seu desfavor).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que as nulidades relativas podem ser opostas por quem lhe deu causa. O ordenamento repele que a parte que deu causa ao vício se beneficie dele. Aplica-se o brocardo nemo auditur propriam turpitudinem allegans: a parte que concorreu para a nulidade não pode arguí-la (art. 219, parágrafo único, do Código Eleitoral, por analogia; também art. 572 do CPP, que trata da sanatória).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que as partes podem dispor das nulidades absolutas. As nulidades absolutas são insanáveis e de ordem pública; as partes não podem renunciá-las nem convalidá-las, pois protegem interesses indisponíveis (devido processo legal, ampla defesa, contraditório). Apenas as nulidades relativas admitem convalidação ou preclusão.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As nulidades relativas estão sujeitas à preclusão temporal: a parte interessada deve arguí-las na primeira oportunidade em que se manifestar nos autos, sob pena de considerar-se sanada a irregularidade (art. 571 do CPP; também art. 572). Logo, não podem ser opostas em qualquer fase do processo, ao contrário das nulidades absolutas, que podem ser arguidas a qualquer tempo (inclusive de ofício).

NÃO CAIA NESSA!

Para resolver questões sobre nulidades, lembre-se do binômio: nulidade absoluta = ordem pública, reconhecível de ofício, indisponível; nulidade relativa = preclusão, arguição oportunidade, disponível (pode ser sanada ou convalidada). A banca adora inverter esses atributos.

Link permanente: /questoes/vu110904