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Questão de Direito Processual Penal — Procedimento Penal — VUNESP 2025

Direito Processual PenalProcedimento Penal
Código
vu110906
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Juiz Substituto
Segundo as normas que regem o julgamento pelo tribunal do júri, assinale a alternativa correta.
  1. AÉ válido o julgamento ulterior pelo Júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do mesmo processo.
  2. BÉ absoluta a nulidade do julgamento, pelo Júri, por falta de quesito obrigatório.
  3. CO desaforamento pode ser determinado durante a fase investigatória.
  4. DSe os jurados entenderem que o réu praticou fato definido como crime e ocorrer a desclassificação para a competência do juiz singular, este necessariamente proferirá sentença condenatória.
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GabaritoB — É absoluta a nulidade do julgamento, pelo Júri, por falta de quesito obrigatório.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tribunal do Júri – Nulidades e Procedimento

Gabarito: letra B. A falta de quesito obrigatório no julgamento pelo Júri configura nulidade absoluta, nos termos do art. 564, IV e parágrafo único, do CPP, por deficiência dos quesitos, que constitui omissão de formalidade essencial. As demais alternativas contrariam o regime legal do júri.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Um jurado que já participou de julgamento anterior do mesmo processo está impedido de atuar em novo julgamento, aplicando-se a ele as mesmas hipóteses de impedimento e suspeição dos juízes (como previsto no CPP). A participação invalida o julgamento.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O CPP estabelece que a nulidade ocorre por omissão de formalidade essencial e, especificamente, por deficiência dos quesitos. A falta de quesito obrigatório (por exemplo, a pergunta sobre absolvição) é considerada nulidade absoluta, pois viola o rito do Tribunal do Júri.

Art. 564CPP

Art. 564 — A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: [...] IV — por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato. [...] Parágrafo único — Ocorrerá ainda a nulidade, por deficiência dos quesitos ou das suas respostas, e contradição entre estas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O desaforamento é pedido após a pronúncia, ou seja, já na fase do judicium causae, nunca durante a investigação. O art. 427 do CPP exige que o pedido seja formulado após o trânsito em julgado da pronúncia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Na hipótese de desclassificação pelo Júri para crime de competência do juiz singular, o presidente do Tribunal do Júri é quem profere a sentença (art. 74, §3º, CPP). Essa sentença pode ser condenatória ou absolutória, a depender das circunstâncias. Não há obrigatoriedade de condenação.

Art. 74, §3CPP

Art. 74, § 3º — Se o juiz da pronúncia desclassificar a infração para outra atribuída à competência de juiz singular, observar-se-á o disposto no art. 410; mas, se a desclassificação for feita pelo próprio Tribunal do Júri, a seu presidente caberá proferir a sentença (art. 492, § 2º).

Gabarito: letra B.

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