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Questão de Química — Relações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente — VUNESP 2025

QuímicaRelações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente
Código
vu111040
Banca
VUNESP
Órgão
UEA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Sistema de Ingresso Seriado - 1ª Série do Ensino Médio - Prova de Acompanhamento I
O descarte consciente é uma prática importante para a redução do lixo eletrônico. Equipamentos eletrônicos descartados de forma inadequada podem liberar substâncias tóxicas no ambiente. Do ponto de vista químico, o principal problema relacionado a esse tipo de descarte é
  1. Aa dissolução dessas substâncias na água, formando espuma poluente.
  2. Ba reação dessas substâncias com componentes da atmosfera, poluindo o ar.
  3. Ca rápida dissolução dessas substâncias no solo, formando ferrugem.
  4. Da liberação de metais tóxicos dessas substâncias, que se acumulam nos seres vivos.
  5. Ea reação dessas substâncias com os fertilizantes do solo.
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GabaritoD — a liberação de metais tóxicos dessas substâncias, que se acumulam nos seres vivos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lixo eletrônico e metais tóxicos: o risco da bioacumulação

Gabarito: letra D. O principal problema químico do descarte inadequado de equipamentos eletrônicos é a liberação de metais tóxicos — como chumbo, mercúrio e cádmio — que se acumulam nos seres vivos ao longo da cadeia alimentar, fenômeno conhecido como bioacumulação e magnificação trófica. As demais alternativas descrevem processos químicos genéricos (dissolução, reação com a atmosfera, formação de ferrugem) que não correspondem ao risco central e específico do lixo eletrônico.

O lixo eletrônico (e-waste) é um problema ambiental crescente porque os aparelhos modernos contêm uma grande variedade de metais pesados em suas placas, baterias, telas e soldas. Quando descartados em lixões ou aterros comuns, esses equipamentos se degradam pela ação do tempo e da umidade, liberando íons metálicos tóxicos no solo e na água. A toxicidade desses metais não está apenas na sua presença, mas na sua capacidade de se acumular nos organismos: como não são biodegradáveis nem facilmente excretados, eles se concentram nos tecidos vivos e vão se ampliando ao longo da cadeia alimentar — um fenômeno chamado magnificação trófica. É exatamente esse mecanismo que torna o descarte inadequado tão perigoso para a saúde humana e para os ecossistemas.

Para entender por que a letra D é a correta, é preciso distinguir os conceitos de contaminação e poluição. A contaminação é a presença de uma substância nociva em um ambiente; a poluição é a contaminação que causa dano efetivo. Os metais tóxicos liberados pelo lixo eletrônico contaminam o solo e a água, e a partir daí entram na cadeia alimentar — por exemplo, um peixe absorve mercúrio da água, um peixe maior come vários peixes menores e acumula mais mercúrio, e o ser humano, ao comer o peixe maior, recebe uma dose concentrada. Esse processo de acumulação progressiva é o que torna o problema tão grave e é o foco da alternativa correta.

As outras alternativas apresentam processos químicos que, embora possam ocorrer em algum grau, não são o problema principal e específico do lixo eletrônico. A dissolução de substâncias na água formando espuma (A) é característica de detergentes, não de metais. A reação com componentes da atmosfera (B) é um processo genérico que não captura o risco central. A formação de ferrugem (C) é um processo de oxidação do ferro, que não é o principal metal tóxico presente nos eletrônicos. E a reação com fertilizantes (E) é uma hipótese sem fundamento químico relevante. A banca explora exatamente essa confusão entre processos químicos genéricos e o mecanismo específico de bioacumulação.

Guarde a distinção central: o problema do lixo eletrônico não é a simples liberação de substâncias, mas a liberação de metais tóxicos que se acumulam nos seres vivos. É esse mecanismo de bioacumulação que torna o descarte inadequado tão perigoso e que a alternativa D corretamente identifica.

  1. 1Descarte inadequado
  2. 2Liberação de metais tóxicos
  3. 3Contaminação do solo/água
  4. 4Absorção por organismos
  5. 5Bioacumulação
  6. 6Magnificação trófica
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A dissolução de substâncias na água formando espuma poluente é um fenômeno típico de detergentes e surfactantes, não de metais tóxicos. Os metais pesados não formam espuma ao se dissolverem; eles se ionizam e permanecem dissolvidos na água como íons, sem esse efeito visual característico. A alternativa confunde o mecanismo de poluição por detergentes com o de contaminação por metais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A reação de substâncias com componentes da atmosfera poluindo o ar é um processo genérico que não corresponde ao risco principal do lixo eletrônico. Embora alguns componentes possam volatilizar ou reagir, o problema central dos metais tóxicos é sua persistência no solo e na água, e sua acumulação nos organismos — não a poluição atmosférica. A alternativa descreve um mecanismo de poluição do ar, que não é o foco do descarte de eletrônicos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A rápida dissolução de substâncias no solo formando ferrugem é um equívoco químico. A ferrugem é o óxido de ferro hidratado, formado pela oxidação do ferro metálico em presença de água e oxigênio — um processo de corrosão, não de dissolução. Além disso, o ferro não é o principal metal tóxico de preocupação no lixo eletrônico; os metais de maior risco são chumbo, mercúrio e cádmio, que não formam ferrugem. A alternativa mistura conceitos de corrosão e dissolução de forma incorreta.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A liberação de metais tóxicos que se acumulam nos seres vivos é exatamente o problema central do descarte inadequado de lixo eletrônico. Metais como chumbo (Pb), mercúrio (Hg) e cádmio (Cd) são liberados quando os equipamentos se degradam, contaminam o solo e a água, e entram na cadeia alimentar. Como não são biodegradáveis, acumulam-se nos tecidos dos organismos e se concentram progressivamente ao longo da cadeia trófica — o fenômeno da bioacumulação e magnificação trófica. É esse mecanismo que torna o descarte inadequado tão perigoso para a saúde humana e para os ecossistemas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A reação de substâncias com fertilizantes do solo é uma hipótese sem fundamento químico relevante. Os metais tóxicos não reagem de forma significativa com fertilizantes, e essa interação não é um mecanismo de poluição reconhecido. A alternativa parece ter sido incluída apenas como distrator, sem base científica sólida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre processos químicos genéricos (dissolução, reação, corrosão) e o mecanismo específico de bioacumulação. O candidato que se apega à ideia vaga de "liberação de substâncias tóxicas" pode cair em alternativas como A ou B, que descrevem processos plausíveis mas não específicos. A palavra-chave que separa a correta das demais é "acumulam nos seres vivos" — é esse o mecanismo que define o risco do lixo eletrônico. Com treino, você identifica essa pegadinha de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de lixo eletrônico e metais pesados, lembre-se do ciclo: descarte inadequado → liberação de metais → contaminação do solo/água → absorção por organismos → bioacumulação → magnificação trófica. Se a alternativa mencionar "acumulação nos seres vivos" ou "cadeia alimentar", é quase sempre a correta. As demais costumam descrever processos genéricos que não capturam o risco específico.

Gabarito: letra D

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