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Questão de História — Era Vargas – 1930-1954 — VUNESP 2025

HistóriaEra Vargas – 1930-1954
Código
vu111092
Banca
VUNESP
Órgão
UEA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Sistema de Ingresso Seriado - 2ª Série do Ensino Médio - Prova de Acompanhamento II
Em 1938, durante a ditadura do Estado Novo, a polícia torturou um coiteiro¹ até ele entregar o paradeiro de Lampião. O bando foi surpreendido em 28 de julho por soldados. Em uma batalha de 15 minutos, 11 cangaceiros, incluindo Lampião e Maria Bonita, acabaram mortos na Grota de Angico, Sergipe.(Pâmela Carbonari. www.bbc.com, 27.01.2024. Adaptado.)¹ coiteiro: no Nordeste do Brasil, é um indivíduo que dá asilo ou proteção a acusados de crimes.A atuação do grupo morto pelos soldados, conforme descrito no excerto, é conhecida
  1. Apela contradição entre o banditismo e a busca por justiça social.
  2. Bpelo desejo de retomar a monarquia na política brasileira.
  3. Cpela formação de um movimento messiânico no sertão alagoano.
  4. Dpelo pioneirismo da igualdade de gênero na luta armada.
  5. Epela atuação livre de violência contra o coronelismo nordestino.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — pela contradição entre o banditismo e a busca por justiça social.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cangaço: banditismo e justiça social

Gabarito: letra A. O excerto narra a morte de Lampião e seu bando em 1938, durante o Estado Novo. A atuação do cangaço é historicamente conhecida pela contradição entre o banditismo (assaltos, violência) e a busca por justiça social (resistência ao coronelismo e à opressão dos pobres). Essa dualidade é capturada na alternativa A.

O cangaço foi um fenômeno do Nordeste brasileiro, onde grupos armados como o de Lampião atuavam à margem da lei, mas frequentemente eram vistos como defensores dos oprimidos contra os grandes latifundiários. O texto menciona a tortura de um coiteiro (aquele que dava abrigo aos cangaceiros), evidenciando a perseguição policial. A alternativa A sintetiza corretamente essa ambiguidade.

1Banditismo
Assaltos
Violência
Crimes
2Justiça social
Resistência ao coronelismo
Defesa dos pobres
Oposição à opressão
3Características
Nordeste brasileiro
Grupos armados
Margem da lei
Liderança leiga
Cangaço (Lampião)
LEVELsoulevel.com.br
Cangaço (Lampião): Banditismo (Assaltos, Violência, Crimes); Justiça social (Resistência ao coronelismo, Defesa dos pobres, Oposição à opressão); Características (Nordeste brasileiro, Grupos armados, Margem da lei, Liderança leiga)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que a atuação do grupo é marcada pela contradição entre o banditismo e a busca por justiça social. Essa é a interpretação clássica do cangaço: embora praticassem crimes, muitos cangaceiros eram vistos como justiceiros que enfrentavam o coronelismo, lutando contra a miséria e a opressão. A historiografia destaca essa dualidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O cangaço não tinha qualquer objetivo monarquista. O movimento de Lampião não se vinculava à restauração da monarquia; seu contexto era a República, e suas motivações eram locais e sociais, não políticas no sentido institucional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O cangaço não era um movimento messiânico. Messianismo no Brasil está associado a líderes religiosos como Antônio Conselheiro (Canudos) ou Padre Cícero. Lampião e seus seguidores não tinham caráter religioso profético; eram bandos armados com liderança leiga.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora Maria Bonita seja uma figura feminina notória no cangaço, o grupo não foi pioneiro na igualdade de gênero na luta armada. A participação feminina era exceção, e o bando não defendia pautas de gênero; a sociedade da época era patriarcal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O cangaço era violento justamente contra o coronelismo: os cangaceiros atacavam fazendas, saqueavam propriedades de coronéis e desafiavam seu poder. A alternativa afirma o oposto, negando a violência contra o coronelismo, o que é falso.

PEGA ESSA DICA!

Nas provas sobre o cangaço, lembre-se da chave "banditismo social" (conceito do historiador Eric Hobsbawm): o cangaceiro é ao mesmo tempo criminoso e herói popular. A banca explora essa dualidade, então busque a alternativa que reconheça a contradição.

Gabarito: letra A

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