Sistema de Ingresso Seriado - 2ª Série do Ensino Médio - Prova de Acompanhamento II
Nos últimos anos, a influência iraniana foi reforçada por meio de uma rede de aliados em vários países vizinhos, que é chamada de “eixo de resistência”. Este eixo, marcadamente antiamericano, é composto principalmente pelo Irã, Síria, grupo Hezbollah, milícias xiitas no Iraque, Afeganistão e Paquistão e pelo grupo rebelde Hutis. Embora o denominador comum desses grupos seja o fato de serem xiitas, tal como a maioria da população do Irã, o eixo também inclui um grupo sunita: o Hamas.(www.bbc.com, 19.10.2023. Adaptado.)Considerando o contexto geopolítico do Oriente Médio, a rede de aliados citada no excerto configura um eixo de resistência
Aao Líbano.
Bà Palestina.
Cao Sudão.
Da Israel.
Eao Iêmen.
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GabaritoD — a Israel.
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Eixo de Resistência no Oriente Médio
Gabarito: letra D. O chamado “eixo de resistência” é uma rede de aliados do Irã, formada por Estados e grupos armados (Síria, Hezbollah, milícias xiitas no Iraque, Hutis no Iêmen e o Hamas) que tem como principal inimigo comum Israel — e, por extensão, a influência dos Estados Unidos na região. O excerto descreve exatamente essa aliança antiamericana e antissionista, o que torna a alternativa D a correta.
O conceito de “eixo de resistência” (ou “eixo da resistência”) é usado na geopolítica do Oriente Médio para designar a coalizão informal liderada pelo Irã, que reúne atores estatais e não estatais alinhados à sua política externa. O termo ganhou força especialmente após a Guerra do Líbano de 2006 e a Guerra Civil Síria, quando o Irã passou a coordenar militar e financeiramente esses grupos. O objetivo central é contestar a hegemonia israelense e estadunidense na região, apoiando causas como a palestina e combatendo a influência ocidental.
A composição do eixo é heterogênea do ponto de vista religioso: embora a maioria dos integrantes seja xiita (Irã, Hezbollah, milícias iraquianas, Hutis), o Hamas é um grupo sunita — o que mostra que o fator de coesão não é a religião, mas o alinhamento geopolítico contra Israel e os EUA. Essa é a chave da questão: o denominador comum não é a fé, e sim a oposição a um inimigo comum.
A banca explora justamente essa confusão: o candidato pode associar o eixo a um país específico onde há atuação de um dos grupos (como o Iêmen, onde os Hutis atuam, ou o Líbano, onde o Hezbollah é forte), mas o eixo não é contra esses países — ele atua neles, mas o alvo estratégico é Israel. A alternativa D é a única que nomeia o inimigo central da coalizão.
Eixo de Resistência
1Liderança
Irã
2Integrantes
Síria (Estado aliado)
Hezbollah (Líbano)
Milícias xiitas (Iraque, Afeganistão, Paquistão)
Hutis (Iêmen)
Hamas (Palestina — sunita)
3Fator de coesão
Não é a religião (há sunita no grupo)
Alinhamento geopolítico
4Alvo central
Israel
Influência dos EUA
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O Líbano é o país onde o Hezbollah, um dos principais integrantes do eixo, tem forte presença e influência política e militar. O eixo não é “contra o Líbano”; pelo contrário, o Hezbollah é parte ativa da rede e atua no Líbano como um dos braços do Irã. A alternativa confunde o local de atuação de um dos grupos com o alvo da aliança.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A Palestina é a causa defendida pelo eixo, não o alvo. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, é um dos integrantes da rede e recebe apoio do Irã justamente por sua luta contra Israel. O eixo apoia a causa palestina, mas não é “contra a Palestina” — seria um contrassenso, já que um dos membros é um grupo palestino.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O Sudão não é um dos países citados no excerto nem faz parte do eixo de resistência. A alternativa é um distrator geográfico, sem relação com a composição da aliança descrita. O Sudão tem seus próprios conflitos internos, mas não integra essa rede liderada pelo Irã.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Israel é o inimigo comum que une todos os integrantes do eixo de resistência. O excerto destaca o caráter “marcadamente antiamericano” da rede, e o contexto geopolítico mostra que a oposição a Israel é o principal elo entre Irã, Síria, Hezbollah, milícias xiitas, Hutis e Hamas. A alternativa D espelha exatamente o alvo central da aliança.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Iêmen é o país onde os Hutis (ou houthis) atuam e controlam parte do território, mas o eixo não é “contra o Iêmen”. Os Hutis são um dos grupos que compõem a rede, e o Iêmen é o palco de sua atuação, não o alvo. A alternativa confunde o local de origem de um dos membros com o inimigo da coalizão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o alvo pelo local de atuação dos grupos. O candidato pode marcar Iêmen (onde os Hutis agem) ou Líbano (onde o Hezbollah é forte), mas o eixo não é contra esses países — ele atua neles. O inimigo comum, que une todos os integrantes, é Israel. Fique atento: a pergunta é “eixo de resistência a”, ou seja, contra quem a aliança se volta.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de geopolítica do Oriente Médio, monte um mapa mental dos principais atores: Irã (líder xiita), Hezbollah (Líbano), Hamas (Palestina/Gaza), Hutis (Iêmen), Síria (aliado estatal). O fio condutor é a oposição a Israel e aos EUA — não a religião. Quando a questão perguntar “contra quem”, pense sempre no inimigo comum.