Reescrita com preservação de sentido
Gabarito: letra E. A única reescrita que mantém o sentido aditivo original e obedece à norma-padrão é a que emprega a conjunção "e" para ligar as duas descobertas, como na alternativa E. No trecho original, a estrutura "não só… mas também" estabelece uma relação de adição entre os fatos descobertos. Substituí-la por conjunções de outro tipo (adversativa, conclusiva, concessiva) altera o sentido lógico.
Original: “Descobri não só que você herdou uma fortuna de seus parentes, mas também que sou o seu irmão há muito tempo desaparecido.”
A relação é aditiva: duas informações são apresentadas sem oposição, consequência ou concessão. A reescrita deve preservar essa simples soma.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Descobri que você herdou uma fortuna de seus parentes, porém sou o seu irmão há muito tempo desaparecido.”
“Porém” é conjunção adversativa (oposição). O original não expressa contraste entre os fatos — apenas os enumera. A troca quebra a relação aditiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Descobri não só que você herdou uma fortuna de seus parentes, contudo sou o seu irmão há muito tempo desaparecido.”
“Contudo” também é adversativa. Mesmo erro da alternativa A: insere oposição onde não há.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Descobri que você herdou uma fortuna de seus parentes, logo, também sou o seu irmão há muito tempo desaparecido.”
“Logo” é conjunção conclusiva (consequência). O original não diz que o fato de ser irmão é uma conclusão da herança — são dois fatos independentes. O advérbio “também” não corrige a relação errada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Descobri não só que você herdou uma fortuna de seus parentes, embora eu seja o seu irmão há muito tempo desaparecido.”
“Embora” é conjunção concessiva (ideia de contraste e quebra de expectativa). O original não expressa concessão; ao contrário, a segunda informação é uma adição, não uma ressalva.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Descobri que você herdou uma fortuna de seus parentes e que sou o seu irmão há muito tempo desaparecido.”
A conjunção aditiva “e” preserva exatamente a relação de soma entre os dois fatos. O sentido é o mesmo do original: o falante descobriu ambas as coisas simultaneamente, sem oposição, consequência ou concessão. A estrutura é gramatical e semanticamente equivalente.
⚠️ Atenção: a banca explora a tendência de o candidato achar que apenas a correlação “não só… mas também” é válida. Na verdade, o “e” simples cumpre a mesma função aditiva, desde que não se introduza outra relação.
💡 Dica: ao reescrever períodos, identifique a relação lógica entre as orações (adição, oposição, causa, conclusão, etc.) e teste se a nova conjunção mantém essa relação. Ignore a tentação de manter a mesma palavra se o sentido puder ser expresso de forma mais simples.
Gabarito: letra E.