Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina Legal — Genética forense — VUNESP 2025

Medicina LegalGenética forense
Código
vu112049
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
V - - Assistente de Suporte Acadêmico II - Área de Atuação: Laboratório de Investigação de Paternidade - Edital nº 51
Sobre o grau de precisão dos testes de paternidade realizados em laboratório, assinale a alternativa correta.
  1. ANos testes de Duo investigatório, o resultado é liberado quando a probabilidade mínima de paternidade atinge 99,99% e o índice acumulado é de pelo menos 10.000.
  2. BNos testes de Trio investigatório, a exigência estatística é menor, sendo necessário um índice acumulado de, no mínimo, 5.000 e uma probabilidade mínima de 50,999%.
  3. CA inclusão da paternidade sempre terá 100% de certeza, pois os resultados são baseados em probabilidades e comparações minuciosas.
  4. DA exclusão de paternidade é considerada com 100% de certeza quando existem uma ou mais incompatibilidades genéticas entre o suposto pai e o filho.
  5. EA confiabilidade dos testes de paternidade não depende do número de marcadores analisados, mas sim da ordem cromossômica em que eles estão localizados, sendo preferidos aqueles próximos entre si para evitar recombinações.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Nos testes de Duo investigatório, o resultado é liberado quando a probabilidade mínima de paternidade atinge 99,99% e o índice acumulado é de pelo menos 10.000.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Genética Forense - Testes de Paternidade

Gabarito: letra A. Nos testes de paternidade do tipo Duo (apenas suposto pai e filho, sem a mãe), a prática forense consolidada exige, para a inclusão da paternidade, uma probabilidade mínima de 99,99% e um índice acumulado de paternidade (CPI) de, no mínimo, 10.000. Esses valores são baseados em recomendações internacionais (ex.: ISFG) e adotados pela maioria dos laboratórios brasileiros. A alternativa A reproduz corretamente esses limites.

Teste de paternidade
  • 1Duo (pai + filho)
    • Inclusão
      • CPI ≥ 10.000
      • Probabilidade ≥ 99,99%
    • Exclusão
      • Incompatibilidade genética
      • 100% de certeza
  • 2Trio (pai + mãe + filho)
    • Inclusão
      • CPI ≥ 10.000
      • Probabilidade ≥ 99,99%
    • Exclusão
      • Incompatibilidade genética
      • 100% de certeza
  • 3Características
    • Resultado probabilístico
    • Nunca 100% na inclusão
    • Independe da ordem cromossômica
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa assinala que, no teste Duo (apenas suposto pai e filho), o resultado de inclusão é liberado quando a probabilidade de paternidade atinge 99,99% e o CPI é de pelo menos 10.000. Esse é o padrão técnico: a probabilidade de paternidade é calculada a partir do CPI (razão de verossimilhança) e, considerando uma probabilidade a priori de 50%, o CPI de 10.000 corresponde exatamente a 99,99% de probabilidade. A banca cobra esse conhecimento específico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que no teste Trio (com a mãe) a exigência estatística é menor: CPI de no mínimo 5.000 e probabilidade mínima de 50,999%. Esses valores não são adotados na prática. O limite de 99,99% de probabilidade é o mesmo para Duo e Trio; o CPI mínimo costuma ser o mesmo (10.000) ou, em alguns protocolos, pode ser ligeiramente menor, mas nunca 5.000. A probabilidade de 50,999% é absurda como critério de inclusão – equivale a pouco mais que o acaso. A banca aqui cria um distrator com números aparentemente técnicos, mas que não correspondem à realidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a inclusão de paternidade sempre terá 100% de certeza, pois os resultados são baseados em probabilidades e comparações minuciosas. Isso é falso: os testes de paternidade são probabilísticos; nunca se atinge 100% de certeza (exceto em casos de exclusão tecnicamente inequívoca). A própria definição de probabilidade de paternidade mostra que ela se aproxima de 100%, mas não a atinge. A banca explora a confusão entre "altíssima probabilidade" e "certeza absoluta".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a exclusão de paternidade é considerada com 100% de certeza quando existem uma ou mais incompatibilidades genéticas entre o suposto pai e o filho. Na prática, uma única incompatibilidade pode ser decorrente de mutação (especialmente em marcadores STR), e laboratórios sérios exigem, no mínimo, duas ou três incompatibilidades em loci independentes para declarar exclusão com segurança. Portanto, a exclusão não é automática com "uma ou mais" incompatibilidades. A pegadinha está em generalizar a exclusão como absoluta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a confiabilidade dos testes não depende do número de marcadores analisados, mas sim da ordem cromossômica em que estão localizados, sendo preferidos aqueles próximos entre si para evitar recombinações. Isso é o oposto do correto: a confiabilidade aumenta com o número de marcadores (quanto mais loci, menor a probabilidade de coincidência casual). Além disso, marcadores muito próximos podem estar em desequilíbrio de ligação e não são independentes, o que complica a análise; por isso, são escolhidos marcadores em cromossomos diferentes ou distantes para garantir independência. A banca inverte a lógica.

PEGA ESSA DICA!

Decore os valores-chave: para inclusão em teste Duo ou Trio, a probabilidade de paternidade deve ser ≥ 99,99% e o CPI ≥ 10.000. Esses números caem com frequência em provas de Medicina Legal e Genética Forense. Lembre-se também de que a exclusão exige pelo menos dois marcadores discordantes para ser considerada certeira.

Link permanente: /questoes/vu112049