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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — VUNESP 2025

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
vu112852
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Alergia e Imunologia Pediátrica
É considerada contraindicação absoluta para iniciar imunoterapia com aeroalérgenos contendo ácaros:
  1. Adeficiência de IgA.
  2. Bdermatite atópica.
  3. Curticária crônica.
  4. Dasma não controlada.
  5. Erinoconjuntivite alérgica.
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GabaritoD — asma não controlada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imunoterapia com aeroalérgenos: contraindicações

Gabarito: letra D. A asma não controlada é contraindicação absoluta para iniciar imunoterapia alérgeno-específica, pois o risco de reação sistêmica grave, incluindo broncoespasmo e anafilaxia, é significativamente maior em pacientes com via aérea hiperreativa e instável. As demais condições listadas (deficiência de IgA, dermatite atópica, urticária crônica e rinoconjuntivite alérgica) não constituem, por si só, contraindicação absoluta, sendo a rinoconjuntivite alérgica, inclusive, uma das principais indicações do tratamento.

A imunoterapia alérgeno-específica é um tratamento que consiste na administração de doses progressivamente crescentes do extrato alergênico (como ácaros, pólens e fungos) com o objetivo de induzir tolerância imunológica e reduzir os sintomas de doenças alérgicas mediadas por IgE, como rinite alérgica, asma e rinoconjuntivite. O tratamento é indicado quando a higiene ambiental e a farmacoterapia são insuficientes para controlar os sintomas, e é imprescindível que o paciente tenha sido avaliado por teste cutâneo ou IgE específica para estabelecer os antígenos a serem incluídos na vacina.

A segurança do procedimento é o ponto central que define as contraindicações. A asma não controlada é considerada contraindicação absoluta porque a exacerbação da doença durante a imunoterapia pode levar a broncoespasmo grave, insuficiência respiratória e até óbito. O controle adequado da asma é pré-requisito para iniciar e manter o tratamento, sendo recomendado que o paciente esteja com função pulmonar estável e sem necessidade frequente de broncodilatadores de resgate. A literatura e os consensos internacionais, como as diretrizes da EAACI e da AAAAI, são unânimes em classificar a asma não controlada como fator de risco para reações sistêmicas fatais.

As demais alternativas merecem análise cuidadosa. A deficiência de IgA é frequentemente citada como contraindicação relativa, não absoluta, pois o risco teórico de reações anafiláticas está relacionado à presença de anticorpos anti-IgA, mas a maioria dos pacientes tolera a imunoterapia. A dermatite atópica e a urticária crônica são condições que podem coexistir com doenças respiratórias alérgicas, mas não impedem o início da imunoterapia, desde que estejam sob controle. A rinoconjuntivite alérgica, por sua vez, é uma das principais indicações do tratamento, sendo o oposto de uma contraindicação.

A pegadinha desta questão está em confundir contraindicações relativas com absolutas. A banca oferece condições que podem gerar dúvida, como a deficiência de IgA, que em outros contextos (como transfusão de sangue) é contraindicação absoluta, mas na imunoterapia é apenas relativa. O candidato que não domina a hierarquia das contraindicações pode ser levado a marcar a alternativa A, quando a resposta correta é a asma não controlada, que representa risco imediato e potencialmente fatal.

Guarde o critério decisivo: a contraindicação absoluta é aquela que coloca o paciente em risco imediato de vida durante o procedimento. A asma não controlada é o único cenário que se enquadra nessa definição, pois a reação adversa mais temida da imunoterapia é a exacerbação do broncoespasmo, que pode ser fatal.

1Contraindicações absolutas
Asma não controlada
Imunodeficiência grave
Neoplasia maligna
Uso de betabloqueadores
2Contraindicações relativas
Deficiência de IgA
Dermatite atópica
Urticária crônica
3Indicações
Rinoconjuntivite alérgica
Rinite alérgica
Asma controlada
Imunoterapia com aeroalérgenos
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Imunoterapia com aeroalérgenos: Contraindicações absolutas (Asma não controlada, Imunodeficiência grave, Neoplasia maligna, Uso de betabloqueadores); Contraindicações relativas (Deficiência de IgA, Dermatite atópica, Urticária crônica); Indicações (Rinoconjuntivite alérgica, Rinite alérgica, Asma controlada)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A deficiência de IgA é considerada contraindicação relativa, não absoluta, para imunoterapia. O risco teórico está na possibilidade de o paciente desenvolver anticorpos anti-IgA e apresentar reações anafiláticas, mas a maioria dos pacientes com deficiência seletiva de IgA tolera bem o tratamento. A banca explora a confusão com outros contextos, como transfusão de sangue, onde a deficiência de IgA é contraindicação absoluta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A dermatite atópica não é contraindicação para imunoterapia com aeroalérgenos. Pelo contrário, a imunoterapia pode ser benéfica em pacientes com dermatite atópica sensibilizados a ácaros, especialmente quando há doença respiratória associada. A condição deve estar sob controle, mas não impede o início do tratamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A urticária crônica não é contraindicação absoluta para imunoterapia. Embora seja uma condição que pode estar associada a outras doenças alérgicas, não há evidência de que aumente o risco de reações sistêmicas graves durante o tratamento. A urticária crônica espontânea, em particular, não tem relação direta com a imunoterapia com aeroalérgenos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A asma não controlada é contraindicação absoluta para iniciar imunoterapia com aeroalérgenos. O risco de broncoespasmo grave e anafilaxia durante o procedimento é significativamente maior em pacientes com via aérea hiperreativa e instável. O controle adequado da asma é pré-requisito para o início do tratamento, sendo recomendado que o paciente esteja com função pulmonar estável e sem necessidade frequente de broncodilatadores de resgate.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A rinoconjuntivite alérgica é uma das principais indicações de imunoterapia com aeroalérgenos, não uma contraindicação. O tratamento é eficaz em reduzir os sintomas oculares e nasais, além de diminuir a necessidade de medicações sintomáticas. A alternativa inverte completamente o sentido da indicação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo a deficiência de IgA como alternativa, que é contraindicação absoluta em outros contextos (como transfusão de sangue), mas apenas relativa na imunoterapia. O candidato que não domina a hierarquia das contraindicações pode ser levado a marcar a alternativa A. Lembre-se: a contraindicação absoluta é aquela que coloca o paciente em risco imediato de vida, e a asma não controlada é o único cenário que se enquadra nessa definição.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de imunoterapia, memorize a hierarquia das contraindicações: absolutas (asma não controlada, imunodeficiência grave, neoplasia maligna, uso de betabloqueadores) e relativas (deficiência de IgA, dermatite atópica, urticária crônica). Na prova, identifique primeiro se a condição é uma indicação clássica (rinite, rinoconjuntivite, asma controlada) — se for, elimine a alternativa.

Gabarito: letra D

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