Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
vu112934
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Cirurgia Pediátrica
Menina de 3 anos, há uma hora, engoliu um corpo estranho enquanto brincava sozinha em seu quarto. Ninguém presenciou a ingestão. Desde então, apresenta disfagia, sem sialorreia e sem nenhum outro sintoma. As radiografias de tórax realizadas estão apresentadas na imagem a seguir.(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)A conduta é:
Aalta hospitalar com retorno em 24 horas para nova radiografia, pois encontra-se sem sialorreia.
Bendoscopia digestiva alta imediatamente para retirada do corpo estranho.
Cprogramar endoscopia digestiva alta para retirada do corpo estranho após completar 8 horas de jejum.
Dtoracotomia exploradora em caráter de emergência para retirada do corpo estranho, pelo risco de perfuração esofágica.
Einternar a criança e observar a progressão do corpo estranho.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — endoscopia digestiva alta imediatamente para retirada do corpo estranho.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Corpo estranho esofágico em criança: conduta
Gabarito: letra B. A endoscopia digestiva alta imediatamente para retirada do corpo estranho é a conduta correta, pois a criança apresenta disfagia (sintoma de obstrução esofágica) e o corpo estranho é radiopaco, visível na radiografia de tórax. A presença de disfagia, mesmo sem sialorreia, indica obstrução esofágica que deve ser resolvida em até 24 horas, sendo a endoscopia o método de escolha para diagnóstico e tratamento.
A ingestão de corpo estranho é um evento comum na faixa etária pediátrica, especialmente entre 6 meses e 3 anos, quando a criança explora o ambiente oralmente. O esôfago é o local mais frequente de impactação, principalmente nos pontos de estreitamento fisiológico: esfíncter esofágico superior, cruzamento com o arco aórtico e esfíncter esofágico inferior. A apresentação clínica varia desde assintomática até sintomas graves como disfagia, sialorreia, dor torácica, recusa alimentar e desconforto respiratório.
A disfagia é um sintoma de alarme que indica obstrução esofágica significativa. Mesmo sem sialorreia, a presença de disfagia após ingestão de corpo estranho justifica intervenção. A sialorreia é um sinal de obstrução completa, mas sua ausência não exclui a necessidade de remoção. A radiografia de tórax é o exame inicial para corpos estranhos radiopacos, como moedas, pilhas e alguns brinquedos. A imagem mostra o corpo estranho impactado no esôfago, confirmando o diagnóstico.
A conduta depende do tipo de corpo estranho, sua localização e os sintomas apresentados. Corpos estranhos esofágicos devem ser removidos em até 24 horas para evitar complicações como erosão da mucosa, perfuração e mediastinite. A endoscopia digestiva alta é o método de escolha, pois permite visualização direta, remoção e avaliação de lesões associadas. A urgência da endoscopia é determinada por fatores como obstrução completa, ingestão de pilhas ou baterias, objetos pontiagudos e sintomas respiratórios.
A alternativa A sugere alta hospitalar com retorno em 24 horas, mas a presença de disfagia contraindica essa conduta. A alternativa C propõe aguardar 8 horas de jejum, o que é desnecessário e atrasa o tratamento. A alternativa D sugere toracotomia exploradora, um procedimento invasivo e desproporcional para um corpo estranho esofágico sem sinais de perfuração. A alternativa E propõe apenas observação, o que não é adequado diante da disfagia e do risco de complicações.
A endoscopia digestiva alta imediata é a conduta correta, pois a criança apresenta disfagia, sintoma de obstrução esofágica, e o corpo estranho é radiopaco, visível na radiografia. A remoção endoscópica é segura e eficaz, com baixo risco de complicações quando realizada precocemente. O jejum prévio é recomendado, mas não deve atrasar o procedimento em casos de urgência.
1Radiografia de tórax
2Avaliar sintomas (disfagia)
3Endoscopia em até 24h
4Remoção e avaliação de lesões
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alta hospitalar com retorno em 24 horas é inadequada, pois a criança apresenta disfagia, sintoma de obstrução esofágica que indica necessidade de intervenção. A ausência de sialorreia não exclui a necessidade de remoção do corpo estranho. A conduta correta é a remoção endoscópica, não a observação ambulatorial.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A endoscopia digestiva alta imediatamente para retirada do corpo estranho é a conduta correta. A criança apresenta disfagia, sintoma de obstrução esofágica, e o corpo estranho é radiopaco, visível na radiografia. A remoção endoscópica é o método de escolha, devendo ser realizada em até 24 horas para evitar complicações.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Programar a endoscopia após completar 8 horas de jejum é desnecessário e atrasa o tratamento. O jejum é recomendado para o procedimento, mas não deve postergar a remoção em casos de urgência. A criança já apresenta disfagia, indicando obstrução que deve ser resolvida prontamente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A toracotomia exploradora em caráter de emergência é um procedimento invasivo e desproporcional para um corpo estranho esofágico sem sinais de perfuração. A endoscopia digestiva alta é o método de escolha para remoção, sendo a cirurgia reservada para complicações como perfuração ou falha endoscópica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Internar a criança e observar a progressão do corpo estranho é inadequado, pois a disfagia indica obstrução esofágica que deve ser tratada. A observação prolongada aumenta o risco de complicações como erosão da mucosa, perfuração e mediastinite. A remoção endoscópica deve ser realizada prontamente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a ausência de sialorreia para sugerir que a criança está estável e pode ser observada. No entanto, a disfagia é um sintoma de obstrução esofágica que indica necessidade de remoção, independentemente da presença de sialorreia. A sialorreia é um sinal de obstrução completa, mas sua ausência não exclui a urgência do caso.
PEGA ESSA DICA!
Em casos de corpo estranho esofágico, lembre-se: disfagia = obstrução = remoção endoscópica. A presença de sialorreia indica obstrução completa, mas sua ausência não descarta a necessidade de intervenção. Corpos estranhos esofágicos devem ser removidos em até 24 horas, com urgência para obstrução completa, pilhas, baterias e objetos pontiagudos.