Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu112991
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Cirurgia Torácica/Cirurgia Oncológica
É um preditor adequado para complicações pós-operatórias e para a investigação pré-operatória inicial, em pacientes enfisematosos candidatos a ressecção pulmonar por câncer de pulmão,
  1. Aa gasometria arterial isolada.
  2. Bo teste de subida de escada (TSE).
  3. Co Shuttle Walk Test (SWT).
  4. Da quantificação do VEF1 e do DLCO.
  5. Ea tomografia computadorizada com corte finos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a quantificação do VEF1 e do DLCO.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação pré-operatória para ressecção pulmonar em pacientes com DPOC

Gabarito: letra D. A quantificação do VEF1 e do DLCO é o preditor adequado para complicações pós-operatórias e a investigação pré-operatória inicial em pacientes enfisematosos candidatos a ressecção pulmonar por câncer de pulmão, pois esses parâmetros avaliam diretamente a função pulmonar e a capacidade de difusão, que são os principais determinantes do risco cirúrgico nesse contexto. A espirometria (VEF1) e a DLCO são medidas objetivas e amplamente validadas para estimar a função pulmonar pós-operatória e o risco de complicações, conforme as diretrizes de cirurgia torácica.

A avaliação pré-operatória de pacientes com DPOC candidatos a ressecção pulmonar visa estimar o risco de complicações e a função pulmonar residual após a cirurgia. O VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) é o principal parâmetro espirométrico para avaliar a obstrução ao fluxo aéreo e é usado para calcular o VEF1 pós-operatório previsto, que é um forte preditor de morbimortalidade. A DLCO (Capacidade de Difusão do Monóxido de Carbono) avalia a integridade da membrana alvéolo-capilar e é particularmente importante em pacientes com enfisema, pois reflete a extensão do dano parenquimatoso. A combinação de VEF1 e DLCO é recomendada pelas principais diretrizes (ACCP, ERS) para a estratificação de risco e a seleção de pacientes para cirurgia de ressecção pulmonar.

Na prática, o cálculo do VEF1 pós-operatório previsto (ppoVEF1) é feito multiplicando o VEF1 pré-operatório pela porcentagem de parênquima pulmonar que permanecerá após a ressecção. Por exemplo, em uma lobectomia, estima-se que 20% do parênquima seja removido, então o ppoVEF1 seria aproximadamente 80% do VEF1 pré-operatório. Valores de ppoVEF1 ou ppoDLCO abaixo de 40% do previsto indicam alto risco de complicações e contraindicação relativa à cirurgia. Essa abordagem é mais precisa do que a avaliação isolada de sintomas ou exames de imagem, pois quantifica diretamente a reserva funcional.

A gasometria arterial isolada (alternativa A) avalia apenas as trocas gasosas em repouso, mas não quantifica a capacidade funcional ou a reserva pulmonar, sendo insuficiente como preditor isolado. O teste de subida de escada (TSE) e o Shuttle Walk Test (SWT) (alternativas B e C) são testes de exercício que avaliam a capacidade funcional global, mas não são a investigação inicial recomendada; eles são usados como complemento quando há dúvida sobre a reserva cardiopulmonar. A tomografia computadorizada de alta resolução (alternativa E) é útil para avaliar a extensão do enfisema e o estadiamento do câncer, mas não substitui a avaliação funcional quantitativa.

A pegadinha desta questão está em distinguir a avaliação funcional quantitativa (VEF1 e DLCO) dos testes de exercício e da imagem. A banca explora a confusão entre exames que avaliam a função pulmonar em repouso (espirometria, DLCO) e testes que avaliam a capacidade de exercício (TSE, SWT), que são complementares, mas não a investigação inicial. O candidato deve lembrar que a quantificação do VEF1 e da DLCO é o padrão-ouro para a avaliação pré-operatória de ressecção pulmonar, pois fornece dados objetivos e reprodutíveis para o cálculo do risco.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A gasometria arterial isolada avalia apenas as trocas gasosas em repouso (PaO2, PaCO2, pH), mas não quantifica a função pulmonar ou a reserva funcional. Em pacientes com DPOC, a gasometria pode estar normal em repouso, mesmo com obstrução significativa, e não é um preditor adequado de complicações pós-operatórias. Ela é útil para avaliar a gravidade da insuficiência respiratória, mas não substitui a espirometria e a DLCO na avaliação pré-operatória de ressecção pulmonar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O teste de subida de escada (TSE) é um teste de exercício que avalia a capacidade funcional global, mas não é a investigação inicial recomendada para predizer complicações pós-operatórias em pacientes enfisematosos. Ele é usado como complemento quando há dúvida sobre a reserva cardiopulmonar, mas não fornece dados quantitativos sobre a função pulmonar, como o VEF1 e a DLCO. Além disso, o TSE é um teste subjetivo e não padronizado, com resultados variáveis entre avaliadores.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O Shuttle Walk Test (SWT) é um teste de exercício incremental que avalia a capacidade de exercício, mas não é a investigação inicial recomendada para predizer complicações pós-operatórias. Ele é útil para avaliar a capacidade funcional e a dessaturação durante o esforço, mas não quantifica a função pulmonar em repouso. O SWT é um complemento à avaliação funcional, não um substituto da espirometria e da DLCO.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A quantificação do VEF1 e da DLCO é o preditor adequado para complicações pós-operatórias e a investigação pré-operatória inicial em pacientes enfisematosos candidatos a ressecção pulmonar. O VEF1 avalia a obstrução ao fluxo aéreo e é usado para calcular o VEF1 pós-operatório previsto, enquanto a DLCO avalia a capacidade de difusão, refletindo a extensão do enfisema. A combinação desses parâmetros é recomendada pelas diretrizes para estratificar o risco cirúrgico e selecionar pacientes para cirurgia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A tomografia computadorizada com cortes finos (TCAR) é útil para avaliar a extensão e a distribuição do enfisema, além de auxiliar no estadiamento do câncer de pulmão, mas não é um preditor funcional de complicações pós-operatórias. Ela fornece informações anatômicas, não funcionais, e não substitui a avaliação quantitativa da função pulmonar (VEF1 e DLCO). A TCAR é um complemento importante, mas não a investigação inicial para predizer risco cirúrgico.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/vu112991