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Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
vu113051
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Clínica Médica
Mulher de 81 anos de idade, com histórico de insuficiência cardíaca e doença arterial coronária, é diagnosticada com hipotireoidismo primário após apresentar quadro de fadiga e constipação e exames séricos com TSH: 19 mU/L (normal: 0,4 a 5 mU/L) e T4 livre: 0,7 ng/dL (normal: 0,9 a 1,8 ng/dL). Seu peso é de 72 kg.O tratamento deve ser iniciado com a dose diária de levotiroxina de
  1. A25 mcg.
  2. B50 mcg.
  3. C75 mcg.
  4. D100 mcg.
  5. E125 mcg.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — 25 mcg.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra A — a conta chega a 25 mcg/dia — alternativa A.

A ideia por trás

O hipotireoidismo primário é a condição em que a tireoide não produz hormônios suficientes, e a hipófise tenta compensar aumentando o TSH. O tratamento é a reposição com levotiroxina (T4 sintético), que precisa ser ajustada à necessidade de cada paciente, especialmente em idosos e cardiopatas, porque o hormônio tireoidiano acelera o metabolismo e aumenta o trabalho do coração.

A dose de manutenção usual é calculada pelo peso: cerca de 1,6 mcg por quilo por dia em adultos jovens e saudáveis. Porém, em idosos ou pacientes com doença cardiovascular, essa dose plena pode ser perigosa, pois o aumento súbito do metabolismo eleva a demanda de oxigênio do miocárdio, podendo desencadear angina, infarto ou arritmias. Por isso, a recomendação é iniciar com dose baixa (25–50 mcg/dia) e aumentar gradualmente, a cada 4–6 semanas, monitorando o TSH.

Esta questão testa exatamente essa exceção: a paciente é idosa e tem cardiopatia, então a dose inicial deve ser baixa, mesmo que o cálculo pelo peso indique uma dose maior. O erro comum é aplicar a regra geral sem considerar o perfil de risco.

O que a questão dá

  • idade: 81 anos

  • comorbidades: insuficiência cardíaca e doença arterial coronária

  • TSH: 19 mU/L (normal: 0,4 a 5 mU/L)

  • T4 livre: 0,7 ng/dL (normal: 0,9 a 1,8 ng/dL)

  • peso: 72 kg

O que queremos: a dose diária inicial de levotiroxina para essa paciente

Passo 1 — Reconhecer o perfil de risco da paciente

Antes de calcular qualquer dose, é preciso identificar que esta paciente não é um adulto jovem e saudável: ela tem 81 anos, insuficiência cardíaca e doença arterial coronária. Esse perfil muda completamente a conduta, porque o coração dela não tolera um aumento brusco de atividade metabólica.

NÃO CAIA NESSA!

Ignorar a idade e as comorbidades e tratar a paciente como um adulto jovem, aplicando a dose plena.

Passo 2 — Lembrar a regra para idosos e cardiopatas

Como o perfil é de risco, a diretriz manda começar com dose baixa de levotiroxina, entre 25 e 50 mcg por dia, e titular lentamente. Essa é a conduta segura para evitar precipitar eventos cardiovasculares.

NÃO CAIA NESSA!

Escolher 50 mcg achando que é a dose inicial padrão, sem considerar que 25 mcg é ainda mais seguro para uma paciente de 81 anos com coronariopatia.

Passo 3 — Escolher a menor dose entre as opções

Entre as alternativas, a menor dose é 25 mcg, que é exatamente a recomendada para iniciar em idosos/cardiopatas. As demais (50, 75, 100, 125) são doses iniciais excessivas para esse perfil.

NÃO CAIA NESSA!

Calcular 72 × 1,6 = 115 mcg e escolher 100 ou 125 mcg, ignorando a necessidade de início gradual.

Resposta: 25 mcg/dia — alternativa A

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