Paciente de 58 anos de idade, sexo feminino, apresenta- -se na consulta com o diagnóstico de carcinoma invasivo de mama esquerda, tipo não especial, G3H, receptor de estrogênio positivo, receptor de progesterona positivo, HER2 positivo (escore 3+). A lesão tem três centímetros no maior eixo na ressonância magnética, e há evidência de linfonodos axilares positivos ipsilaterais. Não apresenta doença metastática. Nesse caso,
Ao tratamento de escolha é a cirurgia seguida de tratamento adjuvante com AC-TH (doxorrubicina, ciclofosfamida, paclitaxel e trastuzumabe).
Bestá indicado o duplo bloqueio, com trastuzumabe e lapatinibe no tratamento neoadjuvante.
Co tratamento de escolha é quimioterapia neoadjuvante, com AC-T (doxorrubicina, ciclofosfamida e paclitaxel) dose densa, seguido de trastuzumabe e pertuzumabe adjuvantes.
Da paciente pode receber TCHP (trastuzumabe, docetaxel, carboplatina e pertuzumabe) neoadjuvantes. O tratamento adjuvante deve ser definido de acordo com a resposta patológica.
Eo tratamento de escolha é a cirurgia, seguida de paclitaxel e trastuzumabe adjuvantes.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — a paciente pode receber TCHP (trastuzumabe, docetaxel, carboplatina e pertuzumabe) neoadjuvantes. O tratamento adjuvante deve ser definido de acordo com a resposta patológica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Câncer de mama HER2 positivo: neoadjuvância e duplo bloqueio
Gabarito: letra D. Para carcinoma invasivo de mama HER2 positivo (escore 3+), com tumor de 3 cm e linfonodos axilares positivos, a conduta preferencial é a quimioterapia neoadjuvante com esquema contendo trastuzumabe — e o TCHP (trastuzumabe, docetaxel, carboplatina e pertuzumabe) é uma opção válida, com o tratamento adjuvante definido pela resposta patológica. A alternativa D está correta porque reflete a recomendação de neoadjuvância para tumores HER2 positivos com indicação de quimioterapia, e a decisão adjuvante baseada na resposta patológica, conforme as diretrizes atuais.
O câncer de mama HER2 positivo representa cerca de 20% dos casos e é caracterizado pela superexpressão ou amplificação do oncogene HER2, que codifica uma glicoproteína transmembrana com atividade de tirosinoquinase, promovendo proliferação e diferenciação celular. O tratamento sistêmico é fundamental, e a quimioterapia neoadjuvante é preferida em relação à adjuvante para pacientes que expressam HER2, pois permite avaliar a resposta ao tratamento in vivo e, quando associada ao trastuzumabe, mostra ganhos de sobrevida livre de eventos e sobrevida global.
A paciente em questão tem tumor de 3 cm (T2), linfonodos axilares positivos (N1), receptores hormonais positivos e HER2 positivo (escore 3+). Pela classificação, trata-se de doença localmente avançada ou inicial de alto risco, com indicação de quimioterapia neoadjuvante. O esquema TCHP (docetaxel, carboplatina, trastuzumabe e pertuzumabe) é uma opção consagrada, pois o duplo bloqueio anti-HER2 (trastuzumabe + pertuzumabe) associado à quimioterapia demonstrou superioridade em relação ao trastuzumabe isolado, tanto em taxa de resposta patológica completa quanto em desfechos de longo prazo.
Após a neoadjuvância, a cirurgia é realizada e o tratamento adjuvante é definido com base na resposta patológica. Se houver doença residual, o trastuzumabe entansina (T-DM1) é a opção preferencial, pois demonstrou melhor sobrevida livre de doença invasiva e menor risco de recidiva à distância. Se houver resposta patológica completa, o trastuzumabe adjuvante é mantido até completar um ano de tratamento. Essa abordagem personalizada, guiada pela resposta, é exatamente o que a alternativa D descreve.
A distinção crucial aqui é entre os contextos de tratamento: neoadjuvante (antes da cirurgia) e adjuvante (após a cirurgia). A banca explora a confusão entre os esquemas e a sequência correta. O ponto-chave é que, para tumores HER2 positivos com indicação de quimioterapia, a neoadjuvância é preferida, e o esquema deve incluir o duplo bloqueio quando disponível. A resposta patológica guia a adjuvância, com T-DM1 para doença residual.
1Neoadjuvância com duplo bloqueio
2Cirurgia
3Avaliar resposta patológica
4Adjuvância guiada pela resposta
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa propõe cirurgia seguida de tratamento adjuvante com AC-TH (doxorrubicina, ciclofosfamida, paclitaxel e trastuzumabe). O erro está em indicar a cirurgia como primeiro passo, quando a neoadjuvância é preferida para tumores HER2 positivos com indicação de quimioterapia. Além disso, o esquema AC-TH é uma opção adjuvante válida, mas não é a conduta de escolha inicial neste caso, pois a neoadjuvância permite avaliar a resposta e adaptar o tratamento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa indica duplo bloqueio com trastuzumabe e lapatinibe no tratamento neoadjuvante. O erro está na escolha do segundo agente: o lapatinibe é um inibidor de tirosinoquinase que não faz parte do duplo bloqueio padrão no cenário neoadjuvante. O duplo bloqueio consagrado é trastuzumabe + pertuzumabe, que se ligam a domínios extracelulares distintos do HER2 e previnem a dimerização com HER3. O lapatinibe tem aprovação para outros contextos, mas não é a combinação correta aqui.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe quimioterapia neoadjuvante com AC-T dose densa, seguido de trastuzumabe e pertuzumabe adjuvantes. O erro está na ausência do duplo bloqueio na neoadjuvância. Para tumores HER2 positivos com indicação de quimioterapia, o duplo bloqueio (trastuzumabe + pertuzumabe) associado à quimioterapia neoadjuvante é superior ao trastuzumabe isolado, aumentando a taxa de resposta patológica completa. A alternativa subestima o tratamento neoadjuvante ao não incluir o pertuzumabe desde o início.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta ao indicar TCHP (trastuzumabe, docetaxel, carboplatina e pertuzumabe) neoadjuvantes. O TCHP é um esquema consagrado para câncer de mama HER2 positivo, combinando quimioterapia (docetaxel e carboplatina) com duplo bloqueio anti-HER2 (trastuzumabe e pertuzumabe). A neoadjuvância é preferida para tumores HER2 positivos com indicação de quimioterapia, e o tratamento adjuvante deve ser definido de acordo com a resposta patológica: se houver doença residual, T-DM1; se resposta completa, manutenção de trastuzumabe até completar um ano.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa propõe cirurgia seguida de paclitaxel e trastuzumabe adjuvantes. O erro está em indicar a cirurgia como primeiro passo, quando a neoadjuvância é preferida. Além disso, o esquema adjuvante com apenas paclitaxel e trastuzumabe (TH) é uma opção para casos selecionados de baixo risco, mas não é adequado para esta paciente com tumor de 3 cm e linfonodos positivos, que tem indicação de quimioterapia neoadjuvante com duplo bloqueio.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os contextos neoadjuvante e adjuvante, e entre os esquemas de tratamento. O candidato pode ser induzido a escolher uma alternativa que propõe cirurgia imediata (A e E) ou que não inclui o duplo bloqueio na neoadjuvância (C). A chave é lembrar que, para tumores HER2 positivos com indicação de quimioterapia, a neoadjuvância é preferida, e o duplo bloqueio com pertuzumabe é superior ao trastuzumabe isolado. Além disso, a resposta patológica guia a adjuvância, com T-DM1 para doença residual.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de câncer de mama HER2 positivo, memorize o fluxo: (1) identificar o estádio e os biomarcadores; (2) se houver indicação de quimioterapia, preferir neoadjuvância; (3) usar duplo bloqueio (trastuzumabe + pertuzumabe) quando disponível; (4) após cirurgia, definir adjuvância pela resposta patológica — T-DM1 se doença residual, trastuzumabe se resposta completa. Esse raciocínio resolve a maioria das questões sobre o tema.