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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu113061
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Clínica Médica/Oncologia Clínica
Paciente de 57 anos de idade tem o diagnóstico de melanoma ressecado, com anatomopatológico que mostra espessura de 4 mm e um linfonodo comprometido (linfonodo sentinela). Exames de imagem não mostram metástases a distância. Não apresenta mutação em BRAF.Nesse caso, está indicado(a)
  1. Avigilância ativa.
  2. Btratamento adjuvante com dabrafenibe e trametinibe, por 12 meses.
  3. Cimunoterapia adjuvante com nivolumabe ou pembrolizumabe, por 12 meses.
  4. Dimunoterapia adjuvante com nivolumabe ou pembrolizumabe, por 24 meses.
  5. Eimunoterapia adjuvante com ipilimumabe e nivolumabe, por 24 meses.
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GabaritoC — imunoterapia adjuvante com nivolumabe ou pembrolizumabe, por 12 meses.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Melanoma ressecado: terapia adjuvante

Gabarito: letra C. Paciente com melanoma de 4 mm (T4) e linfonodo sentinela comprometido (N1) tem doença estágio III, sem mutação BRAF. Nesse cenário, a imunoterapia adjuvante com nivolumabe ou pembrolizumabe por 12 meses é a conduta indicada, conforme diretrizes de oncologia. A ausência de mutação BRAF exclui a terapia-alvo com dabrafenibe e trametinibe, e a duração padrão da imunoterapia adjuvante é de 1 ano, não 24 meses.

O melanoma é uma neoplasia maligna de melanócitos, cujo prognóstico é estimado pelo sistema TNM do AJCC, que considera a espessura do tumor primário (índice de Breslow), a ulceração e o comprometimento linfonodal. No caso, a espessura de 4 mm classifica o tumor como T4, e o linfonodo sentinela positivo indica estágio III (N1). Pacientes com melanoma estágio III ressecado apresentam alto risco de recorrência e metástases, mesmo após cirurgia adequada, o que justifica a indicação de terapia adjuvante.

A terapia adjuvante tem como objetivo erradicar doença micrometastática subclínica, reduzindo o risco de recorrência e aumentando a chance de cura. No melanoma estágio III, duas estratégias são aprovadas: a imunoterapia com anticorpos anti-PD-1 (nivolumabe ou pembrolizumabe) e a terapia-alvo com inibidores de BRAF/MEK (dabrafenibe e trametinibe), esta última restrita a tumores com mutação BRAF V600. Como o paciente não apresenta mutação BRAF, a terapia-alvo não é opção, restando a imunoterapia.

A duração padrão da imunoterapia adjuvante no melanoma é de 12 meses, conforme os estudos que demonstraram benefício em sobrevida livre de recidiva. A combinação de ipilimumabe e nivolumabe, embora eficaz no cenário metastático, não é o padrão adjuvante de primeira linha, e a duração de 24 meses não é a recomendada. A vigilância ativa seria inadequada, pois o risco de recorrência é alto e há opções terapêuticas que melhoram os desfechos.

A pegadinha central desta questão é a duração do tratamento e a seleção da terapia conforme o status mutacional. A banca explora a confusão entre imunoterapia e terapia-alvo, e entre as durações de 12 e 24 meses. O candidato deve lembrar que, no adjuvante, a imunoterapia com anti-PD-1 é a opção para tumores BRAF selvagem, com duração de 1 ano.

Melanoma ressecado estágio III
  • 1Terapia adjuvante indicada
    • Imunoterapia anti-PD-1 (nivolumabe/pembrolizumabe)
      • 12 meses
    • Terapia-alvo BRAF/MEK (dabrafenibe/trametinibe)
      • Só se mutação BRAF V600
  • 2Fatores do caso
    • T4 (Breslow 4 mm)
    • N1 (sentinela positivo)
    • BRAF selvagem
  • 3Condutas inadequadas
    • Vigilância ativa (risco alto de recorrência)
    • Ipilimumabe + nivolumabe (não é 1ª linha adjuvante)
    • 24 meses de imunoterapia (padrão é 12)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A vigilância ativa não é indicada para melanoma estágio III ressecado, pois o risco de recorrência é alto (15-36% mesmo em estágios iniciais) e há terapias adjuvantes que reduzem esse risco. A conduta seria aceitável apenas em estágios muito precoces (IA), o que não é o caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O dabrafenibe e trametinibe são inibidores de BRAF/MEK, indicados apenas para tumores com mutação BRAF V600. O enunciado afirma explicitamente que o paciente não apresenta mutação BRAF, tornando essa alternativa incorreta. A duração de 12 meses está correta, mas a terapia não se aplica.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A imunoterapia adjuvante com nivolumabe ou pembrolizumabe por 12 meses é a conduta indicada para melanoma estágio III ressecado, independentemente do status BRAF. Os anticorpos anti-PD-1 bloqueiam reguladores negativos da função dos linfócitos T, ativando o sistema imune contra o tumor. A duração de 1 ano está associada a sobrevida livre de recidiva significativamente mais longa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A duração de 24 meses não é o padrão para imunoterapia adjuvante no melanoma. Os estudos que embasaram a aprovação utilizaram 12 meses de tratamento. A alternativa erra ao estender o tempo de terapia, o que aumentaria a toxicidade sem benefício comprovado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A combinação de ipilimumabe e nivolumabe não é o padrão adjuvante de primeira linha no melanoma estágio III. Embora seja eficaz no cenário metastático, no adjuvante a monoterapia com anti-PD-1 é preferida, devido à menor toxicidade. Além disso, a duração de 24 meses está incorreta.

Gabarito: letra C

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