Em homens portadores de mutações patogênicas nos genes BRCA1 ou BRCA2, é correto afirmar que
Anão há evidências de aumento de risco de câncer de próstata em portadores de mutações patogênicas em BRCA1.
Bhá um aumento do risco de câncer de próstata, sendo mais elevado em mutações patogênicas em BRCA2.
Cnão é possível afirmar que há aumento do risco de câncer de próstata, pois os dados são baseados em estudos retrospectivos.
Dos pacientes com mutação em BRCA2 apresentam tumores com características menos agressivas e em idade mais avançada.
Ehá um aumento do risco de câncer de próstata, sendo mais elevado em mutações patogênicas em BRCA1.
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GabaritoB — há um aumento do risco de câncer de próstata, sendo mais elevado em mutações patogênicas em BRCA2.
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Câncer de próstata hereditário e mutações BRCA
Gabarito: letra B. Em homens portadores de mutações patogênicas nos genes BRCA1 ou BRCA2, há um aumento do risco de câncer de próstata, sendo esse risco mais elevado nas mutações em BRCA2. Essa é a associação mais bem estabelecida na literatura, e a alternativa B a descreve corretamente.
O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais comum em homens no Brasil (excluindo tumores de pele não melanoma) e a segunda causa de morte por câncer nessa população. Entre os principais fatores de risco estão idade avançada, etnia negra, história familiar de primeiro grau com diagnóstico antes dos 65 anos e mutações nos genes BRCA. A compreensão do papel dessas mutações é essencial na prática oncológica, pois influencia não apenas o risco de desenvolvimento da doença, mas também o manejo e o rastreamento desses pacientes.
Os genes BRCA1 e BRCA2 são genes supressores de tumor envolvidos na reparação de danos ao DNA por recombinação homóloga. Mutações patogênicas nesses genes são classicamente associadas ao câncer de mama e ovário hereditários, mas também conferem risco aumentado para outros tumores, incluindo o câncer de próstata. Estudos epidemiológicos e de coorte demonstram que homens portadores de mutações em BRCA2 apresentam um risco significativamente maior de desenvolver câncer de próstata, com odds ratio estimado em torno de 2,5 a 4,6, e frequentemente com doença mais agressiva e diagnóstico em idade mais precoce. Para BRCA1, o risco também está aumentado, porém em menor magnitude, com odds ratio em torno de 1,1 a 1,8. Essa diferença é crucial para a prática clínica, pois orienta a intensidade do rastreamento e a consideração de testes genéticos em homens com história familiar relevante.
A agressividade tumoral também difere entre os dois genes. Mutações em BRCA2 estão associadas a tumores de próstata com escore de Gleason mais alto, maior probabilidade de doença metastática e pior prognóstico. Já as mutações em BRCA1, embora aumentem o risco, parecem conferir um fenótipo menos agressivo em comparação com BRCA2. Essa distinção é fundamental para a tomada de decisão terapêutica, incluindo a possibilidade de uso de inibidores de PARP em pacientes com doença metastática e mutação germinativa, especialmente em BRCA2.
A banca explora a confusão entre os dois genes, invertendo a magnitude do risco. É comum o candidato lembrar que há aumento de risco, mas errar ao atribuir o maior risco ao BRCA1, quando na verdade é o BRCA2. Além disso, a alternativa que afirma que os dados são baseados apenas em estudos retrospectivos é incorreta, pois há evidências prospectivas e metanálises robustas que sustentam a associação. A alternativa que descreve tumores menos agressivos e idade mais avançada em BRCA2 também está errada, pois o oposto é verdadeiro.
Guarde a fronteira entre BRCA1 e BRCA2: ambos aumentam o risco de câncer de próstata, mas BRCA2 confere risco mais elevado e tumores mais agressivos. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
BRCA e câncer de próstata
1BRCA1
Risco aumentado (OR ~1,1-1,8)
Menos agressivo
Idade mais tardia
2BRCA2
Risco mais elevado (OR ~2,5-4,6)
Mais agressivo (Gleason alto)
Idade mais precoce
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que não há evidências de aumento de risco de câncer de próstata em portadores de mutações em BRCA1. Isso é falso: há aumento de risco, embora em menor magnitude que em BRCA2. Estudos demonstram que mutações em BRCA1 conferem um risco aumentado, com odds ratio em torno de 1,1 a 1,8, sendo essa associação estatisticamente significativa. A banca tenta fazer o candidato acreditar que BRCA1 não tem associação, quando na verdade ela existe, apenas é menor que a de BRCA2.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a alternativa correta. Há um aumento do risco de câncer de próstata em portadores de mutações patogênicas em BRCA1 ou BRCA2, e esse risco é mais elevado em BRCA2. Essa é a associação mais bem estabelecida, com odds ratio estimado em torno de 2,5 a 4,6 para BRCA2, e está associada a tumores mais agressivos e diagnóstico em idade mais precoce. A alternativa espelha exatamente o conhecimento científico atual.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que não é possível afirmar que há aumento do risco porque os dados são baseados em estudos retrospectivos. Isso é incorreto, pois há evidências prospectivas e metanálises robustas que confirmam a associação entre mutações BRCA e câncer de próstata. A banca tenta desqualificar a evidência, mas a associação é bem estabelecida na literatura, com estudos de coorte prospectivos e dados de consórcios internacionais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que pacientes com mutação em BRCA2 apresentam tumores com características menos agressivas e em idade mais avançada. Isso é o oposto da verdade: mutações em BRCA2 estão associadas a tumores mais agressivos, com escore de Gleason mais alto, maior probabilidade de metástase e diagnóstico em idade mais precoce. A banca inverte a realidade para confundir o candidato.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que há aumento do risco de câncer de próstata, sendo mais elevado em mutações em BRCA1. Isso é incorreto: embora BRCA1 aumente o risco, a magnitude é menor que a de BRCA2. A banca troca os genes, atribuindo a BRCA1 o maior risco, quando na verdade é BRCA2. Essa é a pegadinha clássica da questão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a magnitude do risco entre BRCA1 e BRCA2. O candidato lembra que há aumento de risco, mas erra ao atribuir o maior risco ao BRCA1. Lembre-se: BRCA2 confere maior risco e tumores mais agressivos; BRCA1 aumenta o risco, mas em menor magnitude. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪