Pacientes com câncer frequentemente apresentam maior risco de trombose venosa profunda do que a população em geral. Um dos escores que podem ser utilizados para avaliação desse risco é o escore de Khorana. Um paciente com escore de Korana de três é considerado
Abaixo risco.
Brisco intermediário.
Cindeterminado.
Dalto risco.
Erisco intermediário, se tiver câncer de mama.
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GabaritoD — alto risco.
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Escore de Khorana e risco de tromboembolismo venoso no câncer
Gabarito: letra D. O escore de Khorana é uma ferramenta validada para estimar o risco de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes com câncer, e um escore de 3 pontos é classificado como alto risco — é exatamente essa a estratificação que a alternativa correta espelha. A pontuação varia de 0 a 6, e quanto maior o valor, maior o risco de o paciente desenvolver TEV, orientando a decisão sobre anticoagulação profilática.
O escore de Khorana foi desenvolvido para identificar pacientes oncológicos ambulatoriais com maior probabilidade de desenvolver TEV, permitindo uma abordagem preventiva mais direcionada. Ele é calculado com base em características clínicas e laboratoriais facilmente disponíveis: o tipo de câncer (sendo os de muito alto risco, como estômago e pâncreas, os que mais pontuam), o local do tumor, a contagem de plaquetas, o nível de hemoglobina, a contagem de leucócitos e o índice de massa corporal (IMC). Cada um desses fatores recebe uma pontuação específica, e a soma total classifica o paciente em diferentes categorias de risco.
A estratificação do escore de Khorana é a seguinte: 0 pontos indica baixo risco; 1 a 2 pontos indica risco intermediário; e 3 pontos ou mais indica alto risco. Essa divisão é crucial na prática clínica, pois pacientes com escore ≥ 3 são considerados de alto risco e podem se beneficiar de tromboprofilaxia, mesmo em ambiente ambulatorial, conforme discutido em diretrizes de sociedades de oncologia e trombose. O escore de Khorana é uma ferramenta simples, mas poderosa, que ajuda a personalizar a prevenção do TEV, uma complicação grave e potencialmente fatal no paciente oncológico.
A importância de conhecer essa classificação vai além da prova: na prática, o oncologista utiliza o escore para decidir se inicia ou não a profilaxia anticoagulante. Por exemplo, um paciente com câncer de pâncreas metastático, plaquetas elevadas e hemoglobina baixa pode facilmente atingir 3 pontos, sendo classificado como alto risco e, portanto, candidato a profilaxia com heparina de baixo peso molecular ou anticoagulante oral direto. Já um paciente com câncer de mama em estágio inicial, sem outras comorbidades, provavelmente terá escore baixo e não necessitará de profilaxia rotineira. Essa diferenciação é o que torna o escore tão valioso na prática clínica.
A pegadinha desta questão está na possibilidade de confundir o escore de Khorana com outros escores de risco tromboembólico, como o escore de Padua (usado em pacientes clínicos hospitalizados) ou o escore de Wells (usado para probabilidade pré-teste de TVP/TEP). Cada um tem sua própria escala e pontos de corte, e a banca explora exatamente essa confusão. Guarde bem a fronteira: Khorana ≥ 3 = alto risco — é nesse critério que as alternativas se dividem.
10 pontosBaixo risco
21–2 pontosRisco intermediário
3≥ 3 pontosAlto risco
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que escore de 3 é baixo risco. Isso está errado, pois baixo risco no escore de Khorana corresponde a 0 pontos. A alternativa confunde a pontuação com a categoria, invertendo a lógica da escala.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que escore de 3 é risco intermediário. Incorreto, pois risco intermediário no escore de Khorana corresponde a 1 a 2 pontos. A alternativa subestima o risco, o que poderia levar a uma conduta inadequada de não realizar profilaxia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que escore de 3 é indeterminado. Não existe categoria "indeterminado" no escore de Khorana; a classificação é bem definida em baixo, intermediário e alto risco. Essa alternativa não corresponde a nenhuma das categorias do escore.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta, pois no escore de Khorana, 3 pontos ou mais classificam o paciente como alto risco de desenvolver TEV. Essa é a definição exata da escala, e é o que a alternativa afirma.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que escore de 3 é risco intermediário se o paciente tiver câncer de mama. Isso é um erro duplo: primeiro, o risco intermediário é de 1 a 2 pontos, não 3; segundo, o tipo de câncer influencia a pontuação inicial do escore, mas não altera a interpretação do resultado final. O câncer de mama, por exemplo, é um dos tipos que pontuam menos no escore, mas a classificação do risco final segue a mesma regra para todos os pacientes.