Para o triênio 2023 a 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer, são esperados 704.000 casos novos de câncer. No Brasil, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, é correto afirmar:
Anos homens, o câncer de próstata é o mais incidente, e, para as regiões com maior IDH, o câncer de estômago ocupa a segunda posição.
Bnas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente, exceto nas regiões com menor IDH, nas quais ocupa a segunda posição.
Cnas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente, e, nas regiões com menor IDH, o câncer do colo de útero ocupa a segunda posição.
Da taxa ajustada de incidência foi 17% maior em mulheres do que em homens.
Ea taxa ajustada de incidência, considerando as diferenças entre homens e mulheres, é considerada compatível com países desenvolvidos.
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GabaritoC — nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente, e, nas regiões com menor IDH, o câncer do colo de útero ocupa a segunda posição.
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Epidemiologia do câncer no Brasil: estimativas do INCA para 2023-2025
Gabarito: letra C. Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2023-2025, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente nas mulheres, e, nas regiões com menor IDH (Norte e Nordeste), o câncer do colo do útero ocupa a segunda posição. As demais alternativas contêm erros factuais sobre a incidência por sexo, a relação com o IDH e as taxas ajustadas.
A questão cobra o conhecimento das estimativas de incidência de câncer no Brasil, publicadas pelo INCA, e sua relação com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) regional. O INCA estima, para cada ano do triênio 2023-2025, cerca de 704 mil casos novos de câncer no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. Esses números revelam uma heterogeneidade regional importante, diretamente ligada ao IDH: nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste), predominam os cânceres associados a fatores de risco ocidentais (mama, próstata, pulmão, colorretal), enquanto nas regiões menos desenvolvidas (Norte e Nordeste), o câncer do colo do útero, fortemente associado à infecção pelo HPV e à dificuldade de acesso ao rastreamento, tem peso muito maior.
A lógica por trás dessa distribuição é a transição epidemiológica: regiões com menor IDH apresentam maior incidência de cânceres relacionados a infecções (colo do útero, estômago) e menor incidência de cânceres relacionados ao estilo de vida ocidental (mama, próstata, colorretal). Por isso, embora o câncer de mama seja o mais incidente nas mulheres em todas as regiões, a segunda posição varia: nas regiões de menor IDH, é o câncer do colo do útero; nas regiões de maior IDH, é o câncer colorretal. Essa é a distinção central que a alternativa C captura corretamente.
Para fixar o panorama, veja a distribuição por sexo e a variação regional:
Critério
Homens
Mulheres
1º mais incidente
Próstata
Mama
2º mais incidente (regiões de maior IDH)
Colorretal
Colorretal
2º mais incidente (regiões de menor IDH)
Estômago
Colo do útero
A pegadinha da banca está em inverter a relação entre o IDH e a posição do câncer de colo do útero: ele é mais incidente justamente nas regiões de menor IDH, não nas de maior. Guarde essa associação: quanto menor o IDH, maior a importância relativa do câncer do colo do útero (e do estômago); quanto maior o IDH, maior a importância do câncer colorretal (e da mama). É exatamente nesse ponto que as alternativas se dividem.
Câncer mais incidente por sexo
1Homens
1º: Próstata
2º (maior IDH): Colorretal
2º (menor IDH): Estômago
2Mulheres
1º: Mama (todas as regiões)
2º (maior IDH): Colorretal
2º (menor IDH): Colo do útero
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está na segunda parte: nas regiões com maior IDH (Sul e Sudeste), o segundo câncer mais incidente nos homens é o colorretal, não o de estômago. O câncer de estômago ocupa a segunda posição nas regiões de menor IDH (Norte e Nordeste), onde a infecção pelo H. pylori e a dieta pobre em refrigeração são fatores de risco mais prevalentes. A alternativa inverte a relação entre o tipo de câncer e o nível de desenvolvimento regional.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmação de que o câncer de mama é o mais incidente nas mulheres está correta, mas a exceção apresentada é falsa: mesmo nas regiões com menor IDH, o câncer de mama continua sendo o mais incidente. O que muda com o IDH é a segunda posição — nas regiões de menor IDH, ela é ocupada pelo câncer do colo do útero, não pela mama. A alternativa cria uma exceção que não existe nos dados do INCA.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa reproduz fielmente os dados do INCA para o triênio 2023-2025: o câncer de mama é o mais incidente nas mulheres em todas as regiões do Brasil, e, nas regiões com menor IDH (Norte e Nordeste), o câncer do colo do útero ocupa a segunda posição. Essa é a consequência direta da maior prevalência da infecção pelo HPV e do menor acesso ao rastreamento nessas regiões.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A taxa ajustada de incidência é maior em homens do que em mulheres, não o contrário. O valor de 17% não corresponde a nenhuma estimativa do INCA para o triênio 2023-2025. A alternativa inverte a relação entre os sexos e apresenta um percentual sem fundamento nos dados oficiais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As taxas de incidência de câncer no Brasil não são compatíveis com as de países desenvolvidos. Embora o Brasil apresente altas taxas para alguns tipos de câncer (mama, próstata), a incidência geral é intermediária, e o perfil epidemiológico é misto, combinando cânceres de países desenvolvidos (mama, colorretal) com cânceres de países em desenvolvimento (colo do útero, estômago). A alternativa superestima a situação brasileira.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão da relação entre IDH e incidência de câncer. O candidato pode pensar que, em regiões de menor IDH, o câncer de mama deixaria de ser o mais incidente (alternativa B), ou que o câncer de estômago seria o segundo mais incidente em regiões de maior IDH (alternativa A). A regra de ouro: o câncer de mama é sempre o mais incidente nas mulheres, e o que varia com o IDH é a segunda posição — colo do útero nas regiões menos desenvolvidas, colorretal nas mais desenvolvidas.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de epidemiologia do câncer no Brasil, memorize o par "IDH × tipo de câncer": menor IDH → colo do útero e estômago em evidência; maior IDH → colorretal em evidência. E lembre-se: mama e próstata são sempre os mais incidentes em seus respectivos sexos, independentemente da região.