Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — VUNESP 2025
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
vu113074
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ecocardiografia
Homem, 60 anos, transplantado cardíaco, vem realizar ecocardiograma que identifica a seguinte imagem:(Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização)A imagem apontada pela seta indica:
Asutura.
Btrombo.
Cveia pulmonar.
Dsepto atrial.
Eartefato.
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GabaritoA — sutura.
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Ecocardiograma no Transplante Cardíaco: Identificação de Estruturas
Gabarito: letra A. A imagem apontada pela seta indica sutura, estrutura hiperecogênica linear típica observada no ecocardiograma de pacientes transplantados cardíacos, correspondente aos pontos de anastomose cirúrgica. O contexto clínico (transplante cardíaco) é o elemento-chave para diferenciar essa estrutura de outras opções, como trombo ou veia pulmonar.
O ecocardiograma é o exame de imagem mais útil na avaliação de pacientes com insuficiência cardíaca, fornecendo dados sobre a morfologia e função das câmaras, valvas e pericárdio. No paciente transplantado, o ecocardiograma assume papel fundamental no acompanhamento pós-operatório, permitindo a avaliação da função ventricular, detecção de rejeição e identificação de complicações cirúrgicas. A imagem ecocardiográfica de um coração transplantado apresenta peculiaridades anatômicas decorrentes da cirurgia, como a presença de suturas nas anastomoses (átrio esquerdo, átrio direito, aorta e artéria pulmonar) e alterações na geometria das câmaras.
A sutura, no ecocardiograma, aparece como uma estrutura linear, ecogênica (brilhante), localizada tipicamente na região das anastomoses cirúrgicas. No transplante cardíaco ortotópico, a técnica bicaval (mais comum) envolve anastomoses separadas do átrio direito, átrio esquerdo, aorta e artéria pulmonar. Essas suturas são visíveis ao ecocardiograma como linhas ecogênicas que podem ser confundidas com outras estruturas, como trombos ou artefatos. A distinção é crucial: enquanto a sutura é uma estrutura fixa, linear e ecogênica, o trombo é uma massa intracavitária, geralmente hipoecogênica ou heterogênea, aderida à parede, com mobilidade variável. A veia pulmonar, por sua vez, é uma estrutura tubular que drena para o átrio esquerdo, com fluxo venoso característico ao Doppler. O septo atrial é uma estrutura muscular que separa os átrios, e artefatos são imagens espúrias decorrentes de fenômenos físicos, como reverberação ou sombreamento acústico.
A pegadinha da questão reside na tentativa de confundir a sutura com um trombo, especialmente em um paciente transplantado, que tem maior risco de trombose intracavitária. No entanto, a localização e a morfologia linear e ecogênica da estrutura apontada pela seta são características de sutura, não de trombo. O conhecimento da anatomia cirúrgica do transplante cardíaco e das características ecocardiográficas das estruturas é essencial para a interpretação correta.
Guarde a distinção entre sutura (linear, ecogênica, em local de anastomose) e trombo (massa intracavitária, heterogênea, aderida à parede): é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Estruturas no ecocardiograma: Sutura (anastomose) (Linear e ecogênica, Fixa, em local de anastomose); Trombo (Massa intracavitária, Heterogênea, aderida à parede); Veia pulmonar (Tubular, drena para átrio esquerdo); Septo atrial (Muscular, separa os átrios); Artefato (Imagem espúria (reverberação, sombreamento))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A estrutura apontada pela seta é a sutura da anastomose cirúrgica. No transplante cardíaco, as suturas são visíveis ao ecocardiograma como linhas ecogênicas, localizadas nas regiões de anastomose (átrios, aorta e artéria pulmonar). A morfologia linear e a localização típica, associadas ao contexto de transplante, são características distintivas da sutura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O trombo é uma massa intracavitária, geralmente hipoecogênica ou heterogênea, aderida à parede cardíaca, com mobilidade variável. Embora o paciente transplantado tenha risco aumentado de trombose, a estrutura apontada é linear e ecogênica, localizada em região de anastomose, o que é mais compatível com sutura do que com trombo. A banca explora a confusão entre essas duas estruturas, mas a morfologia e a localização são decisivas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A veia pulmonar é uma estrutura tubular que drena para o átrio esquerdo, com fluxo venoso característico ao Doppler. A estrutura apontada pela seta não apresenta essa morfologia tubular nem se localiza em posição típica de veia pulmonar. Além disso, no transplante cardíaco, as veias pulmonares são anastomosadas ao átrio esquerdo do doador, e a sutura dessa anastomose pode ser visível, mas a estrutura apontada é a própria sutura, não a veia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O septo atrial é uma estrutura muscular que separa os átrios direito e esquerdo. A estrutura apontada pela seta não corresponde ao septo atrial, que é uma estrutura mais espessa e localizada centralmente. A sutura da anastomose atrial pode estar próxima ao septo, mas a imagem aponta para a linha ecogênica da sutura, não para o septo em si.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Artefato é uma imagem espúria decorrente de fenômenos físicos, como reverberação, sombreamento acústico ou refração. Embora artefatos possam aparecer no ecocardiograma, a estrutura apontada é uma linha ecogênica bem definida, localizada em região de anastomose, o que é consistente com sutura, não com artefato. A distinção é feita pela reprodutibilidade e pela localização anatômica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir a sutura com um trombo, especialmente em um paciente transplantado, que tem maior risco de trombose. No entanto, a morfologia linear e ecogênica da sutura, localizada em região de anastomose, é o diferencial. Lembre-se: sutura é linear e fixa; trombo é massa intracavitária e heterogênea.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar suturas no ecocardiograma de transplantados, procure por linhas ecogênicas nas regiões de anastomose (átrios, aorta, artéria pulmonar). Compare com a morfologia de outras estruturas: trombo (massa), veia pulmonar (tubular), septo atrial (muscular) e artefato (imagem espúria).