Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — VUNESP 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
vu113079
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ecocardiografia
A estrutura indicada pelo asterisco na figura a seguir pode estar associada aQ34.png 293×201(Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização)
  1. Apersistência da veia cava superior direita.
  2. Bcisto pericárdico.
  3. Caneurisma de aorta torácica descendente.
  4. Ddrenagem anômala de veias pulmonares.
  5. Ecor triatriatum.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — drenagem anômala de veias pulmonares.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Drenagem anômala das veias pulmonares: a estrutura indicada

Gabarito: letra D. A estrutura indicada pelo asterisco na figura é uma veia pulmonar drenando anormalmente — o que caracteriza a drenagem anômala de veias pulmonares (DAVP). Nessa cardiopatia congênita, uma ou mais veias pulmonares não deságuam no átrio esquerdo, mas sim em estruturas venosas sistêmicas (como veia cava superior, seio coronário ou átrio direito), criando um shunt esquerda-direita. O diagnóstico é feito por ecocardiograma, angio-TC ou angio-RM, que demonstram o trajeto anômalo do vaso.

A drenagem anômala de veias pulmonares é uma cardiopatia congênita em que as veias que trazem o sangue oxigenado dos pulmões não se conectam ao átrio esquerdo. Em vez disso, drenam para o átrio direito ou para veias sistêmicas (veia cava superior, veia cava inferior, seio coronário), misturando sangue oxigenado com o venoso. Isso gera um shunt da esquerda para a direita, sobrecarga de volume nas câmaras direitas e hiperfluxo pulmonar. A forma mais comum é a drenagem anômala parcial (DAPVP), em que apenas algumas veias são afetadas; a forma total (DAPVT) é uma emergência neonatal, pois exige comunicação interatrial para sobrevivência. O asterisco aponta exatamente para esse vaso anômalo. A banca explora o reconhecimento dessa anatomia anômala em imagem (ecocardiograma, angio-TC ou angio-RM), um tema recorrente em provas de cardiologia. A distinção crucial é entre a DAVP e as outras opções: a persistência da veia cava superior direita é uma variação anatômica benigna (veia cava superior esquerda persistente é a mais comum); o cisto pericárdico é uma lesão cística benigna do mediastino; o aneurisma de aorta torácica descendente é uma dilatação da aorta; e o cor triatriatum é uma membrana que divide o átrio esquerdo. Nenhuma dessas condições se manifesta como uma veia pulmonar drenando em local errado. Guarde a fronteira: a DAVP é a única opção que envolve uma veia pulmonar com trajeto anômalo, enquanto as demais são variações de outros vasos ou estruturas. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.

1Definição
Veias pulmonares não drenam no átrio esquerdo
Drenam para átrio direito ou veias sistêmicas
2Consequências
Shunt esquerda-direita
Sobrecarga de câmaras direitas
Hiperfluxo pulmonar
3Formas
Parcial (DAPVP)
Total (DAPVT) — emergência neonatal
4Diagnóstico
Ecocardiograma
Angio-TC
Angio-RM
Drenagem anômala de veias pulmonares (DAVP)
LEVELsoulevel.com.br
Drenagem anômala de veias pulmonares (DAVP): Definição (Veias pulmonares não drenam no átrio esquerdo, Drenam para átrio direito ou veias sistêmicas); Consequências (Shunt esquerda-direita, Sobrecarga de câmaras direitas, Hiperfluxo pulmonar); Formas (Parcial (DAPVP), Total (DAPVT) — emergência neonatal); Diagnóstico (Ecocardiograma, Angio-TC, Angio-RM)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A persistência da veia cava superior direita é uma variação anatômica em que a veia cava superior direita permanece como estrutura dominante, mas isso não envolve drenagem anômala de veias pulmonares. A persistência da veia cava superior esquerda é a variação mais comum, drenando para o seio coronário. A alternativa confunde a persistência de uma veia sistêmica com a drenagem anômala de veias pulmonares.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O cisto pericárdico é uma lesão cística benigna, geralmente assintomática, localizada no mediastino, frequentemente no ângulo cardiofrênico. Não tem relação com veias pulmonares nem com trajeto anômalo de vasos. A alternativa troca uma malformação vascular por uma lesão cística.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O aneurisma de aorta torácica descendente é uma dilatação focal da aorta, geralmente associada a aterosclerose, degeneração cística da média ou doenças do tecido conjuntivo. Não envolve veias pulmonares. A alternativa confunde um vaso arterial dilatado com uma veia pulmonar anômala.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A drenagem anômala de veias pulmonares é exatamente o que a figura mostra: uma veia pulmonar (indicada pelo asterisco) drenando em local anômalo, como a veia cava superior ou o átrio direito. Essa é a definição da cardiopatia congênita, confirmada por ecocardiograma ou angio-TC.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O *cor triatriatum* é uma cardiopatia congênita rara em que uma membrana fibromuscular divide o átrio esquerdo em duas câmaras. Não envolve drenagem anômala de veias pulmonares, embora possa estar associado a outras anomalias. A alternativa confunde uma membrana intra-atrial com um trajeto venoso anômalo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a DAVP e outras cardiopatias congênitas que também envolvem o átrio esquerdo ou as veias. O cor triatriatum divide o átrio esquerdo, mas não altera o trajeto das veias pulmonares; a persistência da veia cava superior esquerda é uma variação venosa sistêmica, não pulmonar. A chave é identificar que o asterisco aponta para uma veia pulmonar com trajeto anômalo, não para uma membrana, um cisto ou um vaso arterial dilatado.

Gabarito: letra D — drenagem anômala de veias pulmonares.

Link permanente: /questoes/vu113079