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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — VUNESP 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
vu113089
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ecocardiografia
Homem, 75 anos, realizado ecocardiograma que demonstra septo sigmoide, com discreta obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo (velocidade máxima do fluxo de 2 m/s; gradiente sistólico máximo de 16 mmHg) e calcificação da valva aórtica com redução de sua abertura, sendo observados, ao Doppler contínuo, velocidade máxima de 4 m/s e gradiente sistólico máximo de 64 mmHg. Com isso, pode-se inferir que o gradiente sistólico máximo transvalvar aórtico real é de
  1. A16 mmHg.
  2. B36 mmHg.
  3. C48 mmHg.
  4. D56 mmHg.
  5. E64 mmHg.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — 48 mmHg.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra C — a conta chega a 48 mmHg — alternativa C.

A ideia por trás

O gradiente de pressão é a diferença de pressão entre dois pontos, medida em mmHg. No coração, ele aparece quando há um estreitamento (estenose) que dificulta a passagem do sangue. O Doppler contínuo mede a velocidade do fluxo e, a partir dela, calcula o gradiente pela equação de Bernoulli simplificada (ΔP = 4v²).

Quando o Doppler é posicionado para avaliar o fluxo através da valva aórtica, ele captura a velocidade máxima ao longo de todo o trajeto do feixe, que pode incluir obstruções em série. Se houver uma obstrução subvalvar (como a do septo sigmoide) e outra valvar, o gradiente medido é a soma dos dois gradientes. Para isolar o gradiente valvar, subtrai-se o gradiente subvalvar do gradiente total.

Esta questão apresenta duas obstruções em série: uma dinâmica na via de saída do ventrículo esquerdo e outra fixa na valva aórtica. O gradiente medido pelo Doppler contínuo é a soma delas, então precisamos subtrair o gradiente subvalvar para obter o gradiente valvar real.

O que a questão dá

  • gradiente sistólico máximo da obstrução dinâmica da VSVE = 16 mmHg

  • gradiente sistólico máximo medido pelo Doppler contínuo = 64 mmHg

O que queremos: o gradiente sistólico máximo transvalvar aórtico real

Passo 1 — Identificar os gradientes envolvidos

Antes de qualquer conta, precisamos reconhecer que existem duas obstruções em série: uma abaixo da valva (septo sigmoide) e outra na própria valva (calcificação). O Doppler contínuo, ao medir o fluxo, atravessa as duas, então o gradiente que ele mostra é a soma dos dois gradientes.

NÃO CAIA NESSA!

Achar que o gradiente medido (64 mmHg) é só da valva, ignorando a obstrução subvalvar.

Passo 2 — Subtrair o gradiente subvalvar do total

Como o gradiente medido é a soma dos dois, para isolar o gradiente valvar real precisamos subtrair o gradiente da obstrução subvalvar. Isso é uma simples operação de subtração.

Por que esta fórmula: A relação é direta: gradiente total = gradiente subvalvar + gradiente valvar. Portanto, gradiente valvar = gradiente total - gradiente subvalvar.

Gvalvar=Gtotal−GsubvalvarG_{valvar} = G_{total} - G_{subvalvar}

De onde vem cada valor: GtotalG_{total} = enunciado: 64 mmHg · GsubvalvarG_{subvalvar} = enunciado: 16 mmHg

Gvalvar=64−16=48 mmHgG_{valvar} = 64 - 16 = \boxed{48\ \text{mmHg}}
NÃO CAIA NESSA!

Subtrair ao contrário (16 - 64) ou esquecer de subtrair, escolhendo 64 mmHg.

Resposta: 48 mmHg — alternativa C

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