Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Angiologia — VUNESP 2025

MedicinaAngiologia
Código
vu113096
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ecografia Vascular com Doppler
Sobre a visibilização da agulha durante procedimentos de punção vascular ecoguiada, assinale a alternativa correta.
  1. AA técnica de punção em plano geralmente envolve o posicionamento do transdutor em modo transverso, sendo possível visibilizar a agulha em toda sua extensão.
  2. BA principal vantagem da punção fora do plano é visibilizar a agulha em todo o trajeto até o vaso.
  3. CO efeito paralaxe é mais frequente na punção em plano do que na fora do plano.
  4. DA principal vantagem da punção em plano é para os iniciantes, já que a punção fora do plano requer maior experiência.
  5. EO trajeto da agulha na punção fora de plano é maior do que na punção em plano.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O efeito paralaxe é mais frequente na punção em plano do que na fora do plano.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Punção vascular ecoguiada: plano × fora do plano

Gabarito: letra C. O efeito paralaxe — a discrepância entre a imagem ultrassonográfica e a posição real da agulha — é mais frequente na punção em plano (longitudinal), pois a agulha é visibilizada ao longo de seu eixo e pequenos desvios angulares geram erro de alvo; na punção fora do plano (transversa), a agulha aparece como um ponto ecogênico e o operador depende da movimentação do transdutor para rastreá-la, o que reduz a paralaxe. Essa é a distinção central que a banca explora.

A punção vascular guiada por ultrassom é uma técnica essencial em acessos venosos centrais e periféricos, e a escolha entre as abordagens em plano e fora do plano depende da anatomia do vaso, da experiência do operador e da necessidade de visibilização contínua da agulha. Na abordagem em plano (também chamada longitudinal), o transdutor é posicionado paralelamente ao eixo do vaso, e a agulha é inserida no mesmo plano do feixe ultrassônico, permitindo que ela seja visualizada em toda a sua extensão — desde a ponta até a porção proximal — enquanto avança em direção ao vaso. Essa visibilização completa é a principal vantagem dessa técnica, pois o operador acompanha o trajeto da agulha em tempo real, reduzindo o risco de punção inadvertida de estruturas adjacentes. Por outro lado, na abordagem fora do plano (transversa), o transdutor é posicionado perpendicularmente ao vaso, e a agulha é inserida em um plano diferente do feixe ultrassônico; nesse caso, apenas um ponto ecogênico (a secção transversal da agulha) é visibilizado, e o operador precisa mover o transdutor para acompanhar o avanço da agulha, o que exige maior coordenação e experiência.

A paralaxe é um fenômeno óptico-geométrico que ocorre quando a imagem formada não corresponde exatamente à posição real do objeto, devido à diferença entre o ângulo de incidência do feixe e o ângulo de inserção da agulha. Na punção em plano, como a agulha é visibilizada ao longo de seu eixo, qualquer pequeno desvio angular entre a agulha e o plano do feixe faz com que a ponta da agulha apareça deslocada em relação à sua posição real — é exatamente isso que a banca chama de efeito paralaxe. Na punção fora do plano, a agulha é vista como um ponto, e a paralaxe é menos pronunciada, pois o operador não depende da continuidade da imagem para localizar a ponta; ele usa a movimentação do transdutor para "caçar" o ponto ecogênico, o que minimiza o erro de alvo. Portanto, a afirmativa C está correta ao afirmar que a paralaxe é mais frequente na punção em plano.

Na prática, a escolha entre as técnicas segue um raciocínio simples: se o vaso é superficial e o operador tem experiência, a punção em plano oferece a vantagem de visibilizar a agulha em todo o trajeto, mas exige que o vaso seja longo o suficiente para acomodar o transdutor longitudinalmente; se o vaso é profundo ou tortuoso, a punção fora do plano pode ser mais adequada, pois permite abordar o vaso em um ponto específico, mas exige maior habilidade para rastrear a agulha. Para iniciantes, a punção em plano é frequentemente recomendada justamente porque a visibilização contínua da agulha facilita o aprendizado e reduz o risco de complicações — o que contraria a alternativa D, que afirma o oposto. Além disso, o trajeto da agulha na punção fora do plano tende a ser menor do que na punção em plano, pois a agulha é inserida perpendicularmente ao vaso, atingindo-o em um ângulo mais direto; na punção em plano, a agulha percorre um trajeto mais longo e oblíquo até alcançar o vaso — o que contraria a alternativa E.

A pegadinha desta questão está na inversão das vantagens e desvantagens das duas técnicas. A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que a punção fora do plano permite visibilizar a agulha em todo o trajeto (alternativa B), quando na verdade isso é característica da punção em plano; e ao afirmar que a punção em plano é mais difícil para iniciantes (alternativa D), quando na verdade é a mais recomendada para quem está aprendendo. Além disso, a alternativa A erra ao associar a punção em plano ao modo transverso — na verdade, a punção em plano usa o modo longitudinal, enquanto a fora do plano usa o transverso. Guarde essa fronteira: em plano = longitudinal = agulha visível em toda a extensão = paralaxe maior; fora do plano = transverso = agulha como ponto = paralaxe menor.

Critério

Punção em plano (longitudinal)

Punção fora do plano (transversa)

Posição do transdutor

Paralelo ao eixo do vaso

Perpendicular ao eixo do vaso

Visibilização da agulha

Em toda a sua extensão (ponta e corpo)

Apenas como um ponto ecogênico (secção transversal)

Efeito paralaxe

Mais frequente (desvios angulares geram erro de alvo)

Menos pronunciado (depende do rastreio pelo movimento do transdutor)

Trajeto da agulha até o vaso

Mais longo e oblíquo

Mais curto e direto (ângulo mais perpendicular)

Indicação para iniciantes

Frequentemente recomendada (visibilização contínua facilita o aprendizado)

Exige maior coordenação e experiência

Em plano (longitudinal)
Fora do plano (transverso)
Paralaxe
Toda a extensão
Ponto ecogênico
Visibilização da agulha
Mais frequente
Menos pronunciada
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A técnica de punção em plano envolve o posicionamento do transdutor em modo longitudinal (paralelo ao vaso), não transverso. No modo transverso, a agulha é visibilizada como um ponto (fora do plano), não em toda a sua extensão. A alternativa inverte a relação entre o modo de posicionamento e a visibilização da agulha.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A principal vantagem da punção em plano é visibilizar a agulha em todo o trajeto até o vaso, não da punção fora do plano. Na fora do plano, a agulha é vista apenas como um ponto ecogênico, e o operador precisa mover o transdutor para acompanhar o avanço. A alternativa troca as vantagens das duas técnicas.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O efeito paralaxe é mais frequente na punção em plano, pois a agulha é visibilizada ao longo de seu eixo e pequenos desvios angulares geram discrepância entre a imagem e a posição real. Na fora do plano, a agulha é vista como um ponto, e a paralaxe é menos pronunciada. Essa é a característica que distingue as duas técnicas e que a banca cobra.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A punção em plano é frequentemente recomendada para iniciantes justamente porque permite visibilizar a agulha em todo o trajeto, facilitando o aprendizado e reduzindo o risco de complicações. A alternativa afirma o oposto, invertendo a relação entre experiência e técnica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O trajeto da agulha na punção fora do plano é menor do que na punção em plano, pois a agulha é inserida perpendicularmente ao vaso, atingindo-o em um ângulo mais direto. Na em plano, a agulha percorre um trajeto mais longo e oblíquo. A alternativa inverte essa relação.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/vu113096