Observe a imagem a seguir.A imagem ultrassonográfica apresentada corresponde a qual diagnóstico?
ALinfadenopatia cervical.
BMalformação arteriovenosa.
CNódulo tireoidiano hipervascular.
DTumor do corpo do carotídeo.
EAneurisma de artéria carótida interna.
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GabaritoD — Tumor do corpo do carotídeo.
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Tumor do corpo do carotídeo: diagnóstico ultrassonográfico
Gabarito: letra D. A imagem ultrassonográfica descrita — uma massa hipervascular na bifurcação carotídea, que "abre" o ângulo entre as artérias carótidas interna e externa — é o achado clássico do tumor do corpo do carotídeo (paraganglioma carotídeo). O diagnóstico diferencial com as demais opções se baseia na localização anatômica e no padrão vascular, como veremos a seguir.
O tumor do corpo do carotídeo é um paraganglioma que se origina dos quimiorreceptores localizados na adventícia da bifurcação da artéria carótida comum. Na ultrassonografia com Doppler, ele se apresenta como uma massa sólida, bem definida, hipervascular, que alarga a bifurcação carotídea — o chamado sinal da "harpa" ou "violino" — deslocando a carótida interna e a externa. Essa característica é praticamente patognomônica e o diferencia de outras massas cervicais.
O diagnóstico diferencial inclui linfadenopatia cervical (que não tem essa relação íntima com a bifurcação), malformação arteriovenosa (que tem fluxo de alto débito com shunts, mas não uma massa sólida bem definida), nódulo tireoidiano (localizado na glândula tireoide, anterior à traqueia) e aneurisma de carótida (que é uma dilatação do vaso, não uma massa sólida adjacente).
A imagem ultrassonográfica é o primeiro exame de imagem na avaliação de massas cervicais. O Doppler colorido e o power Doppler são essenciais para caracterizar a vascularização da lesão. No tumor do corpo do carotídeo, observa-se um fluxo intenso, com padrão de "salgueiro" ou "cacho de uva", devido à rica vascularização do tumor. A relação com a bifurcação carotídea é o ponto-chave: o tumor se insinua entre as duas carótidas, aumentando o ângulo entre elas.
A confirmação diagnóstica geralmente é feita por angiotomografia ou angiorressonância, que mostram a massa hipervascular na bifurcação, com realce intenso pelo contraste. A biópsia é contraindicada pelo risco de sangramento, dado o alto fluxo sanguíneo do tumor.
Guarde a fronteira entre as massas cervicais: a localização na bifurcação carotídea com hipervascularização é o critério que separa o tumor do corpo do carotídeo das demais opções. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Massa cervical hipervascular: Tumor do corpo do carotídeo (Localização: bifurcação carotídea, Alarga ângulo entre carótidas (sinal da "harpa"), Massa sólida, bem definida); Linfadenopatia cervical (Estrutura ovalada, hilo central, Sem relação com a bifurcação); Nódulo tireoidiano (Dentro da glândula tireoide, Anterior à traqueia); Aneurisma de carótida (Dilatação focal do vaso, Fluxo turbulento)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A linfadenopatia cervical é um aumento de linfonodos, que na ultrassonografia aparece como estruturas ovaladas ou arredondadas, hipoecoicas, com hilo central preservado (quando benigna) ou com perda do hilo e vascularização periférica (quando maligna). Não há a relação íntima com a bifurcação carotídea nem o padrão de hipervascularização difusa do tumor do corpo do carotídeo. A imagem descrita mostra uma massa sólida na bifurcação, não um linfonodo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A malformação arteriovenosa (MAV) é uma comunicação anômala entre artérias e veias, sem leito capilar. Na ultrassonografia, apresenta-se como um emaranhado de vasos dilatados, com fluxo de alto débito e baixa resistência, podendo haver shunts. Não forma uma massa sólida bem definida como o tumor do corpo do carotídeo, e sua localização não é especificamente na bifurcação carotídea. O padrão vascular é de vasos, não de uma massa hipervascular.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O nódulo tireoidiano hipervascular está localizado na glândula tireoide, que fica anterior à traqueia, abaixo da cartilagem cricoide. Na ultrassonografia, aparece como uma lesão dentro do parênquima tireoidiano, com fluxo aumentado ao Doppler. Não tem relação com a bifurcação carotídea, que é uma estrutura mais lateral e profunda no pescoço. A localização anatômica é o erro desta alternativa.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O tumor do corpo do carotídeo é a massa hipervascular que se desenvolve na bifurcação da artéria carótida comum, entre as carótidas interna e externa. Na ultrassonografia, o achado típico é uma massa sólida, bem definida, hipervascular ao Doppler, que alarga o ângulo da bifurcação — o sinal da "harpa". Essa é a descrição que corresponde à imagem apresentada. O diagnóstico é confirmado por angiotomografia ou angiorressonância, e a biópsia é evitada pelo risco de sangramento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O aneurisma de artéria carótida interna é uma dilatação focal do vaso, que na ultrassonografia aparece como um aumento do diâmetro da artéria, com fluxo turbulento ou alterado ao Doppler. Não é uma massa sólida hipervascular adjacente à bifurcação. A imagem mostra uma lesão sólida, não uma dilatação do vaso. A distinção entre massa sólida e dilatação vascular é o erro desta alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre massas cervicais que podem ser hipervascularizadas. O candidato pode confundir o tumor do corpo do carotídeo com linfadenopatia ou nódulo tireoidiano, mas o critério decisivo é a localização na bifurcação carotídea com o alargamento do ângulo entre as carótidas. Memorize esse sinal: é ele que fecha o diagnóstico.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, ao ver uma imagem de massa cervical hipervascular, pergunte-se: onde ela está? Se estiver na bifurcação carotídea, é tumor do corpo do carotídeo. Se estiver na tireoide, é nódulo tireoidiano. Se for um linfonodo, é linfadenopatia. A localização anatômica é o atalho para o diagnóstico.