Questão de Medicina — Gastroenterologia — VUNESP 2025
Medicina›Gastroenterologia
Código
vu113131
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Endoscopia Digestiva
Sobre o risco de sangramento relacionado à realização de endoscopia digestiva alta (EDA), assinale a alternativa correta.
ASangramento clinicamente significativo após EDA é a complicação mais comum, ocorrendo em mais de 10% dos pacientes.
BPacientes com idade ≥ 65 anos têm risco aumentado de sangramento clinicamente significativo após EDA.
CA suspensão de medicamentos antitrombóticos antes da EDA elimina completamente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes usuários dessa classe de medicação.
DA maioria dos casos de sangramento durante a EDA ocorre devido a lesões gástricas ou duodenais já presentes antes do procedimento.
EA realização de biópsias durante a EDA aumenta substancialmente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes em uso de antitrombóticos.
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GabaritoB — Pacientes com idade ≥ 65 anos têm risco aumentado de sangramento clinicamente significativo após EDA.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Risco de sangramento na endoscopia digestiva alta (EDA)
Gabarito: letra B. Pacientes com idade ≥ 65 anos têm risco aumentado de sangramento clinicamente significativo após EDA, conforme diretrizes de endoscopia. As demais alternativas contêm erros conceituais: o sangramento clinicamente significativo não é a complicação mais comum (ocorre em menos de 1% dos casos), a suspensão de antitrombóticos não elimina completamente o risco, a maioria dos sangramentos decorre de lesões induzidas pelo procedimento (biópsias, polipectomias) e não de lesões pré-existentes, e biópsias simples não aumentam substancialmente o risco.
A endoscopia digestiva alta é um procedimento seguro, mas não isento de riscos. As complicações mais comuns são reações adversas à sedação, aspiração, perfuração e sangramento. O sangramento clinicamente significativo pós-EDA é definido como aquele que requer intervenção (endoscópica, cirúrgica ou transfusional) ou que causa instabilidade hemodinâmica. Sua incidência é baixa, variando entre 0,1% e 0,6% em procedimentos diagnósticos, e aumenta em procedimentos terapêuticos, como polipectomia, mucosectomia ou hemostasia endoscópica.
A idade avançada é um fator de risco reconhecido para complicações hemorrágicas, pois está associada a maior fragilidade da mucosa, comorbidades e uso de medicamentos antitrombóticos. Estudos demonstram que pacientes com 65 anos ou mais apresentam maior probabilidade de sangramento pós-procedimento, especialmente quando submetidos a intervenções terapêuticas. Outros fatores de risco incluem: uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, presença de comorbidades (cirrose, insuficiência renal, discrasias sanguíneas), e procedimentos terapêuticos complexos.
A gestão de medicamentos antitrombóticos antes da EDA é um ponto crítico. A suspensão desses medicamentos reduz, mas não elimina, o risco de sangramento, pois outros fatores (como a própria lesão tratada, a técnica endoscópica e a hemostasia do paciente) também influenciam. Além disso, a suspensão deve ser balanceada com o risco trombótico do paciente, seguindo diretrizes específicas. A decisão de suspender ou manter o antitrombótico depende do risco do procedimento (baixo ou alto) e do risco cardiovascular do paciente.
A distinção entre sangramento devido a lesões pré-existentes e sangramento induzido pelo procedimento é fundamental. Na maioria dos casos, o sangramento durante a EDA ocorre por lesões causadas pelo próprio procedimento, como biópsias, polipectomias ou mucosectomias. Lesões pré-existentes, como úlceras pépticas ou varizes, podem sangrar espontaneamente, mas não são a causa mais comum de sangramento relacionado ao procedimento. A realização de biópsias simples (com pinça de biópsia padrão) raramente causa sangramento clinicamente significativo, mesmo em pacientes anticoagulados, pois o tamanho da lesão é pequeno e a hemostasia é geralmente espontânea.
A pegadinha desta questão está em generalizar o risco de sangramento para todos os procedimentos e em superestimar o efeito da suspensão de antitrombóticos. A banca explora a confusão entre procedimentos diagnósticos e terapêuticos, e entre sangramento induzido pelo procedimento e sangramento por lesões pré-existentes. O candidato deve lembrar que a EDA diagnóstica é segura, com baixo risco de sangramento, e que o risco aumenta significativamente apenas em procedimentos terapêuticos.
Guarde a fronteira entre procedimentos diagnósticos e terapêuticos, e entre fatores de risco modificáveis e não modificáveis: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o sangramento clinicamente significativo é a complicação mais comum, ocorrendo em mais de 10% dos pacientes. Isso é falso: a incidência é inferior a 1% em procedimentos diagnósticos. A complicação mais comum da EDA é a reação adversa à sedação, não o sangramento. O número de 10% é um distrator grosseiro, sem respaldo na literatura.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. A idade ≥ 65 anos é um fator de risco reconhecido para sangramento clinicamente significativo após EDA, conforme diretrizes de endoscopia. Pacientes idosos têm maior fragilidade da mucosa, maior prevalência de comorbidades e uso de antitrombóticos, o que aumenta o risco de complicações hemorrágicas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a suspensão de antitrombóticos elimina completamente o risco de sangramento. Isso é falso: a suspensão reduz, mas não elimina o risco, pois outros fatores (técnica endoscópica, lesão tratada, hemostasia do paciente) também influenciam. Além disso, a suspensão deve ser balanceada com o risco trombótico, seguindo diretrizes específicas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a maioria dos sangramentos durante a EDA ocorre por lesões gástricas ou duodenais pré-existentes. Isso é falso: a maioria dos sangramentos é induzida pelo procedimento (biópsias, polipectomias, mucosectomias), não por lesões pré-existentes. Lesões pré-existentes podem sangrar espontaneamente, mas não são a causa mais comum de sangramento relacionado ao procedimento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que biópsias durante a EDA aumentam substancialmente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes em uso de antitrombóticos. Isso é falso: biópsias simples (com pinça padrão) raramente causam sangramento clinicamente significativo, mesmo em pacientes anticoagulados, pois o tamanho da lesão é pequeno e a hemostasia é geralmente espontânea. O risco aumenta em procedimentos terapêuticos, como polipectomia ou mucosectomia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre procedimentos diagnósticos e terapêuticos. O sangramento clinicamente significativo é raro em EDA diagnóstica (<1%), mas aumenta em procedimentos terapêuticos. Além disso, a suspensão de antitrombóticos não elimina o risco, apenas reduz. Fique atento a esses detalhes para não cair em generalizações.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre complicações de EDA, lembre-se: a complicação mais comum é a reação à sedação; o sangramento é raro em procedimentos diagnósticos; a idade ≥ 65 anos é fator de risco; e biópsias simples raramente causam sangramento significativo. Esses pontos são recorrentes em provas de gastroenterologia.