Em relação às técnicas de aspiração com agulha transbrônquica (TBNA) e aspiração guiada por ultrassom endobrônquico (EBUS-TBNA), assinale a alternativa correta.
AO EBUS-TBNA não é uma técnica eficaz para a avaliação de linfonodos hilares e mediastinais em casos de suspeita de sarcoidose.
BA TBNA convencional é contraindicada em casos de linfadenopatia mediastinal ou hilar.
CEm casos em que o TBNA apresenta resultados negativos para malignidade, uma biópsia cirúrgica confirmatória ou EBUS-TBNA devem ser considerados.
DO EBUS-TBNA é considerado uma técnica padrão para o diagnóstico de linfoma, dispensando biópsias cirúrgicas adicionais.
EA TBNA convencional deve ser utilizada exclusivamente para amostragens de linfonodos mediastinais em pacientes com câncer de pulmão devendo ser evitada nos linfonodos hilares.
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GabaritoC — Em casos em que o TBNA apresenta resultados negativos para malignidade, uma biópsia cirúrgica confirmatória ou EBUS-TBNA devem ser considerados.
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Técnicas de aspiração transbrônquica: TBNA e EBUS-TBNA
Gabarito: letra C. Quando a TBNA convencional resulta negativa para malignidade, a conduta recomendada é considerar uma biópsia cirúrgica confirmatória ou a realização de EBUS-TBNA, pois a TBNA tem sensibilidade limitada e um resultado negativo não exclui doença. As demais alternativas distorcem as indicações e contraindicações dessas técnicas, que são ferramentas complementares no estadiamento e diagnóstico de doenças mediastinais e hilares.
A aspiração com agulha transbrônquica (TBNA) é uma técnica broncoscópica que permite a amostragem de linfonodos mediastinais e hilares por punção com agulha através da parede brônquica. A versão guiada por ultrassom endobrônquico (EBUS-TBNA) incorpora um transdutor ultrassônico na ponta do broncoscópio, permitindo visualização em tempo real do linfonodo e da agulha durante a punção. Essa visualização aumenta a acurácia diagnóstica, especialmente para linfonodos pequenos ou em localizações anatômicas desafiadoras.
A principal limitação da TBNA convencional é a sua sensibilidade variável, que depende da experiência do operador, do tamanho e da localização do linfonodo. Por isso, um resultado negativo para malignidade não é definitivo: a amostra pode não ter sido representativa da lesão. Nesses casos, a conduta recomendada é buscar confirmação por métodos mais sensíveis, como o EBUS-TBNA ou a mediastinoscopia, que é o padrão-ouro cirúrgico para amostragem mediastinal. Essa abordagem evita tanto o subtratamento de um paciente com doença maligna quanto a realização de cirurgias desnecessárias em pacientes com doença benigna.
O EBUS-TBNA, por sua vez, é uma técnica minimamente invasiva e altamente sensível, sendo indicada para o estadiamento do câncer de pulmão, para o diagnóstico de sarcoidose e para a avaliação de linfonodos suspeitos. No entanto, mesmo o EBUS-TBNA tem limitações: em casos de linfoma, por exemplo, a amostra obtida por agulha pode ser insuficiente para a classificação histológica completa, sendo frequentemente necessária uma biópsia cirúrgica (mediastinoscopia ou biópsia excisional) para o diagnóstico definitivo. Da mesma forma, na sarcoidose, o EBUS-TBNA é eficaz, mas a confirmação pode exigir correlação clínico-radiológica e, em casos selecionados, biópsia cirúrgica.
A distinção crucial entre as técnicas está na acurácia e na necessidade de confirmação adicional: a TBNA convencional é uma técnica "às cegas", com menor sensibilidade, enquanto o EBUS-TBNA oferece visualização em tempo real e maior rendimento diagnóstico. A alternativa C captura exatamente essa lógica: um resultado negativo na TBNA não é suficiente para descartar malignidade, exigindo uma investigação mais aprofundada. As demais alternativas erram ao afirmar contraindicações absolutas, ineficácia ou dispensabilidade de biópsias cirúrgicas, conceitos que não correspondem à prática clínica baseada em evidências.
Guarde a fronteira entre "resultado negativo não exclui doença" e "técnica é definitiva": é exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Critério
TBNA Convencional
EBUS-TBNA
Visualização
"Às cegas" (sem imagem em tempo real)
Ultrassom em tempo real (visualização do linfonodo e da agulha)
Sensibilidade
Variável, menor (depende do operador, tamanho/localização)
Alta, maior acurácia diagnóstica
Resultado negativo para malignidade
Não exclui doença; exige confirmação (biópsia cirúrgica ou EBUS-TBNA)
Mais confiável, mas pode exigir biópsia cirúrgica em casos específicos (ex.: linfoma)
Principais indicações
Amostragem de linfonodos mediastinais e hilares (câncer de pulmão, sarcoidose, tuberculose)
Estadiamento do câncer de pulmão, sarcoidose, avaliação de linfonodos suspeitos
Limitação principal
Sensibilidade limitada; falso-negativos possíveis
Amostra pode ser insuficiente para classificação completa (ex.: linfoma)
TBNA convencional: Limitação: sensibilidade variável; Resultado negativo não exclui doença; Conduta: confirmar com método mais sensível; EBUS-TBNA (Visualização em tempo real, Maior acurácia diagnóstica, Limitação: linfoma pode exigir biópsia cirúrgica); Mediastinoscopia (Padrão-ouro cirúrgico, Confirmação definitiva)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o EBUS-TBNA não é eficaz para avaliar linfonodos hilares e mediastinais na suspeita de sarcoidose. Isso é falso: o EBUS-TBNA é uma das técnicas mais eficazes para o diagnóstico de sarcoidose, com sensibilidade elevada, especialmente quando há linfadenopatia mediastinal. A sarcoidose é uma das principais indicações do EBUS-TBNA, que permite a coleta de material para análise citológica e histológica, frequentemente dispensando procedimentos cirúrgicos mais invasivos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a TBNA convencional é contraindicada em casos de linfadenopatia mediastinal ou hilar. Isso é incorreto: a TBNA convencional é justamente indicada para a amostragem de linfonodos mediastinais e hilares, sendo uma técnica estabelecida há décadas. A contraindicação não existe; o que existe é a limitação de sensibilidade, que pode levar a resultados falso-negativos, mas não impede sua utilização. A alternativa confunde "limitação técnica" com "contraindicação absoluta".
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta ao afirmar que, quando a TBNA apresenta resultados negativos para malignidade, uma biópsia cirúrgica confirmatória ou EBUS-TBNA devem ser considerados. Isso reflete a prática clínica: a TBNA convencional tem sensibilidade limitada, e um resultado negativo não exclui a presença de doença maligna. Portanto, é prudente buscar confirmação por métodos mais sensíveis, como o EBUS-TBNA, que oferece visualização em tempo real, ou a mediastinoscopia, que é o padrão-ouro cirúrgico. Essa conduta evita tanto o subdiagnóstico quanto a realização de procedimentos desnecessários.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o EBUS-TBNA é considerado técnica padrão para o diagnóstico de linfoma, dispensando biópsias cirúrgicas adicionais. Isso é incorreto: embora o EBUS-TBNA possa sugerir o diagnóstico de linfoma, a amostra obtida por agulha frequentemente é insuficiente para a classificação histológica completa (subtipo, imunofenotipagem, citogenética), sendo necessária uma biópsia cirúrgica (mediastinoscopia ou biópsia excisional) para o diagnóstico definitivo. A alternativa superestima a capacidade do EBUS-TBNA, ignorando suas limitações no diagnóstico de linfomas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a TBNA convencional deve ser utilizada exclusivamente para amostragens de linfonodos mediastinais em pacientes com câncer de pulmão, devendo ser evitada nos linfonodos hilares. Isso é incorreto: a TBNA convencional pode ser utilizada tanto para linfonodos mediastinais quanto hilares, e não se restringe a pacientes com câncer de pulmão — é também utilizada no diagnóstico de sarcoidose, tuberculose e outras doenças. A alternativa impõe uma restrição artificial que não corresponde à prática clínica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "limitação técnica" e "contraindicação". A TBNA convencional tem sensibilidade limitada, mas isso não a torna contraindicada (alternativa B) nem restringe seu uso a um único cenário (alternativa E). O ponto-chave é que um resultado negativo não é definitivo, exigindo confirmação adicional — exatamente o que a alternativa C afirma. Fique atento a termos absolutos como "contraindicada", "exclusivamente" e "dispensando", que geralmente sinalizam distratores.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre TBNA e EBUS-TBNA, lembre-se da hierarquia de acurácia: TBNA convencional (menor sensibilidade, "às cegas") < EBUS-TBNA (visualização em tempo real, maior sensibilidade) < mediastinoscopia (padrão-ouro cirúrgico). Quando uma alternativa afirmar que um resultado negativo é definitivo ou que uma técnica dispensa confirmação adicional, desconfie — a prática clínica sempre valoriza a confirmação por métodos mais sensíveis.