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Questão de Medicina — Pneumologia — VUNESP 2025

MedicinaPneumologia
Código
vu113145
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Endoscopia Respiratória
Mulher de 45 anos, sem histórico de asma, procura atendimento médico por apresentar tosse crônica seca há, aproximadamente, quatro meses. Ela nega dispneia, sibilância ou outros sintomas respiratórios. O exame físico não revela sinais de broncoespasmo, e a ausculta pulmonar é normal. A radiografia de tórax não mostra alterações significativas. O médico solicita um exame do escarro induzido, que revela eosinofilia. Testes de função pulmonar, incluindo prova de broncoprovocação, não demonstram hiperresponsividade brônquica.Qual das alternativas a seguir descreve corretamente a patologia descrita no caso clínico?
  1. ATrata-se de uma condição caracterizada por tosse crônica e hiperresponsividade das vias aéreas, frequentemente associada a broncoconstricção.
  2. BEstá associada à presença de eosinofilia no escarro e sintomas clássicos de asma, como sibilância e dispneia.
  3. CÉ uma condição fisiológica que sempre evolui para asma em longo prazo.
  4. DÉ caracterizada pela ausência de eosinofilia no escarro e pela presença de hiperresponsividade brônquica.
  5. EÉ definida pela presença de tosse crônica, associada à eosinofilia no escarro, sem evidência de broncoconstricção ou hiperresponsividade das vias aéreas.
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GabaritoE — É definida pela presença de tosse crônica, associada à eosinofilia no escarro, sem evidência de broncoconstricção ou hiperresponsividade das vias aéreas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tosse crônica com eosinofilia: bronquite eosinofílica não asmática

Gabarito: letra E. O caso descreve uma paciente com tosse crônica seca, eosinofilia no escarro induzido e ausência de hiperresponsividade brônquica — o que caracteriza a bronquite eosinofílica não asmática, condição em que há inflamação eosinofílica das vias aéreas sem broncoconstrição nem hiperresponsividade, diferentemente da asma. A alternativa E espelha exatamente essa definição.

A bronquite eosinofílica é uma causa importante de tosse crônica, especialmente em não fumantes, e entra no diagnóstico diferencial da asma. A chave para diferenciá-la está na presença de eosinofilia no escarro (marcador de inflamação eosinofílica das vias aéreas) associada à ausência de hiperresponsividade brônquica — que é o achado funcional que define a asma. Na asma, a broncoprovocação é positiva; na bronquite eosinofílica, é negativa, mesmo havendo eosinofilia no escarro.

O quadro clínico típico é de tosse crônica (mais de 8 semanas), seca, sem sibilância, dispneia ou outros sintomas respiratórios, com exame físico e radiografia de tórax normais. A espirometria também costuma ser normal, e a prova de broncoprovocação não demonstra hiperresponsividade. O tratamento é feito com corticoides inalatórios, e a tosse costuma resolver em até 4 semanas. A história natural tende a ser autolimitada, e apenas uma minoria evolui para asma.

A distinção entre bronquite eosinofílica e asma é um ponto clássico de prova. Enquanto a asma é definida por sintomas respiratórios variáveis (sibilância, dispneia, aperto no peito) associados à hiperresponsividade brônquica e à obstrução reversível do fluxo aéreo, a bronquite eosinofílica apresenta apenas tosse, sem hiperresponsividade. A eosinofilia no escarro está presente em ambas, mas a broncoprovocação negativa é o divisor de águas.

A pegadinha da banca está em associar eosinofilia no escarro automaticamente à asma, ignorando que a bronquite eosinofílica é uma entidade distinta. O candidato que não conhece essa condição tende a marcar a alternativa que menciona asma, mas o enunciado foi construído justamente para excluir esse diagnóstico: ausência de sintomas clássicos, exame físico normal e broncoprovocação negativa.

Guarde o par eosinofilia no escarro + broncoprovocação negativa = bronquite eosinofílica não asmática; é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Tosse crônica com eosinofilia
  • 1Bronquite eosinofílica não asmática
    • Tosse crônica seca
    • Eosinofilia no escarro
    • Sem hiperresponsividade brônquica
    • Sem broncoconstrição
  • 2Asma (diagnóstico diferencial)
    • Hiperresponsividade brônquica
    • Sintomas clássicos (sibilância, dispneia)
    • Obstrução reversível
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a condição é caracterizada por tosse crônica e hiperresponsividade das vias aéreas, frequentemente associada a broncoconstrição. Isso descreve a asma, não a bronquite eosinofílica. No caso, a broncoprovocação foi negativa, excluindo hiperresponsividade. O erro está em atribuir à condição um achado funcional que está explicitamente ausente no enunciado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que está associada à eosinofilia no escarro e a sintomas clássicos de asma, como sibilância e dispneia. A eosinofilia está presente, mas os sintomas clássicos de asma estão ausentes — a paciente nega dispneia e sibilância, e o exame físico não revela broncoespasmo. A alternativa mistura o marcador inflamatório correto com o quadro clínico errado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que é uma condição fisiológica que sempre evolui para asma em longo prazo. Não é fisiológica — é uma condição patológica com inflamação eosinofílica. Além disso, a evolução para asma não é a regra; a maioria dos casos é autolimitada, e apenas uma minoria evolui. O termo "sempre" torna a afirmação incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que é caracterizada pela ausência de eosinofilia no escarro e pela presença de hiperresponsividade brônquica. Inverte completamente os achados do caso: há eosinofilia no escarro e não há hiperresponsividade. Essa alternativa descreve o oposto da bronquite eosinofílica.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Define corretamente a bronquite eosinofílica não asmática: tosse crônica, eosinofilia no escarro e ausência de broncoconstrição ou hiperresponsividade das vias aéreas. Todos os elementos do enunciado — tosse seca há 4 meses, eosinofilia no escarro induzido, broncoprovocação negativa — se encaixam nessa definição. É a única alternativa que descreve com precisão a patologia apresentada.

Gabarito: letra E

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