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Questão de Medicina — Gastroenterologia — VUNESP 2025

MedicinaGastroenterologia
Código
vu113171
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Gastroenterologia
O substrato anatomopatológico do esôfago de Barrett é:
  1. Agranuloma eosinofílico.
  2. Bmetaplasia intestinal.
  3. Cadenoma tubuloviloso.
  4. Depitelioma.
  5. Ehamartoma.
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GabaritoB — metaplasia intestinal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Esôfago de Barrett: substrato anatomopatológico

Gabarito: letra B. O esôfago de Barrett é definido pela metaplasia intestinal do epitélio escamoso esofágico distal, condição que surge como complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica e representa o principal fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago. As demais alternativas descrevem outras lesões (granuloma eosinofílico, adenoma tubuloviloso, epitelioma e hamartoma) que não correspondem ao substrato anatomopatológico dessa condição.

O esôfago de Barrett (EB) é uma complicação da DRGE de longa duração. A exposição crônica da mucosa esofágica ao conteúdo gástrico (ácido e bile) lesa o epitélio escamoso estratificado normal, que é substituído por um epitélio colunar metaplásico, contendo células caliciformes — caracterizando a metaplasia intestinal. Essa transformação é uma tentativa adaptativa do organismo de resistir à agressão do refluxo, mas confere risco aumentado de progressão para displasia e adenocarcinoma esofágico.

O diagnóstico exige critérios endoscópicos e histológicos: presença de epitélio colunar metaplásico com extensão ≥ 1 cm proximal à junção gastroesofágica e confirmação histológica de metaplasia intestinal nas biópsias. A classificação de Praga descreve a extensão circunferencial e a máxima extensão do segmento; segmentos > 3 cm são considerados de segmento longo, e < 3 cm, de segmento curto.

A progressão neoplásica segue a sequência metaplasia → displasia (baixo/alto grau) → adenocarcinoma. O risco anual de progressão varia conforme a displasia: ausência (0,2–0,5%), baixo grau (0,7%) e alto grau (7%). Por isso, a vigilância endoscópica com biópsias é essencial.

A pegadinha da questão está em distinguir o EB de outras lesões esofágicas: granuloma eosinofílico (esofagite eosinofílica), adenoma tubuloviloso (lesão polipoide intestinal, não esofágica), epitelioma (carcinoma) e hamartoma (malformação benigna). O termo-chave é metaplasia intestinal — é exatamente isso que define o EB e que a alternativa B traz.

1Definição
Metaplasia intestinal
Epitélio colunar com células caliciformes
2Causa
DRGE crônica
3Diagnóstico
Endoscopia (≥ 1 cm proximal à JGE)
Histologia (biópsia)
4Progressão
Metaplasia → displasia → adenocarcinoma
5Vigilância
Endoscopia periódica
Esôfago de Barrett
LEVELsoulevel.com.br
Esôfago de Barrett: Definição (Metaplasia intestinal, Epitélio colunar com células caliciformes); Causa (DRGE crônica); Diagnóstico (Endoscopia (≥ 1 cm proximal à JGE), Histologia (biópsia)); Progressão (Metaplasia → displasia → adenocarcinoma); Vigilância (Endoscopia periódica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Granuloma eosinofílico não é substrato do EB. Refere-se a lesão inflamatória com infiltrado eosinofílico, típica da esofagite eosinofílica, condição distinta da DRGE. O EB é metaplasia, não processo inflamatório granulomatoso.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A metaplasia intestinal é o achado anatomopatológico definidor do esôfago de Barrett: substituição do epitélio escamoso por epitélio colunar com células caliciformes, confirmada por biópsia. É o critério histológico exigido pelas diretrizes para o diagnóstico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Adenoma tubuloviloso é uma lesão polipoide adenomatosa, típica do cólon (pólipo adenomatoso), não do esôfago. Não há relação com o EB, que é metaplasia, não neoplasia adenomatosa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Epitelioma é termo genérico para neoplasia epitelial maligna (carcinoma). O EB é lesão pré-maligna (metaplasia), não carcinoma estabelecido. A progressão para adenocarcinoma é possível, mas não é o substrato anatomopatológico inicial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Hamartoma é malformação benigna composta por tecidos maduros desorganizados, como no hamartoma de Peutz-Jeghers. Não corresponde à metaplasia intestinal do EB, que é alteração adquirida por refluxo crônico.

Gabarito: letra B — o esôfago de Barrett tem como substrato a metaplasia intestinal.

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