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Questão de Medicina — Genética Médica — VUNESP 2025

MedicinaGenética Médica
Código
vu113203
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Genética Médica
Um casal busca aconselhamento genético após o diagnóstico de sua filha de 3 anos com displasia espondiloepifisária congênita, uma doença genética rara caracterizada por baixa estatura desproporcional, displasia esquelética e problemas articulares. O teste genético identificou uma mutação patogênica no gene COL2A1. Durante a consulta, o casal informa que estão planejando uma nova gestação e que desejam entender os riscos de recorrência e opções disponíveis.Considerando as características dessa condição genética, qual a melhor abordagem de aconselhamento para o caso?
  1. AExplicar que o risco de recorrência é desprezível, pois a condição é multifatorial.
  2. BRecomendar testes genéticos após o nascimento da criança, para evitar risco de exames não invasivos.
  3. CDiscutir a realização de teste genético pré-implantacional para mutações monogênicas (PGT-M), devido ao padrão de herança autossômico dominante.
  4. DRecomendar a realização de triagem genética ampla para outros genes relacionados a displasias esqueléticas.
  5. ESugerir adoção como única alternativa para evitar a transmissão genética.
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GabaritoC — Discutir a realização de teste genético pré-implantacional para mutações monogênicas (PGT-M), devido ao padrão de herança autossômico dominante.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Displasia espondiloepifisária congênita: aconselhamento genético e risco de recorrência

Gabarito: letra C. A displasia espondiloepifisária congênita (SEDC) é uma condição de herança autossômica dominante causada por mutações no gene COL2A1. Como a filha é afetada e a mutação é dominante, o risco de recorrência para cada nova gestação é de 50%, e a melhor abordagem é discutir o teste genético pré-implantacional para mutações monogênicas (PGT-M), que permite selecionar embriões sem a mutação. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou condutas inadequadas.

A displasia espondiloepifisária congênita (SEDC) é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento da cartilagem e do osso, resultando em baixa estatura desproporcional, deformidades esqueléticas e problemas articulares. Ela faz parte de um grupo de condições conhecidas como colagenopatias tipo II, causadas por mutações no gene COL2A1, responsável pela produção do colágeno tipo II, uma proteína essencial para a formação da cartilagem. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma única cópia do gene mutado é suficiente para causar a doença. Quando um dos pais é afetado, cada filho tem 50% de chance de herdar a mutação e desenvolver a condição. Esse risco é independente do sexo da criança e se aplica a cada gestação.

O aconselhamento genético é um processo de comunicação que visa ajudar o indivíduo e a família a compreender os aspectos envolvidos, incluindo o diagnóstico, o curso provável da doença e os cuidados disponíveis. No caso de uma doença monogênica com herança dominante, o aconselhamento deve incluir a discussão das opções reprodutivas, como o diagnóstico pré-natal e o teste genético pré-implantacional (PGT-M). O PGT-M é uma técnica de reprodução assistida que permite identificar embriões portadores da mutação antes da implantação, oferecendo aos casais a possibilidade de evitar a transmissão da doença. Essa abordagem é especialmente relevante quando a mutação é conhecida e o padrão de herança é bem definido, como no caso da SEDC.

É importante destacar que o risco de recorrência de 50% é um conceito probabilístico e não garante que a doença ocorrerá ou não em uma gestação específica. Cada gestação é um evento independente, e a probabilidade de 50% se aplica a cada uma delas. O aconselhamento genético deve ser não diretivo, respeitando a autonomia reprodutiva do casal e oferecendo informações claras e imparciais sobre as opções disponíveis. Além disso, é fundamental considerar o contexto familiar, incluindo a possibilidade de mosaicismo germinativo, que pode alterar o risco de recorrência em casos raros.

A pegadinha desta questão está em reconhecer o padrão de herança autossômico dominante e o risco de recorrência de 50%, que é o ponto central do aconselhamento. A banca explora a confusão entre doenças monogênicas e multifatoriais, bem como a falta de conhecimento sobre as opções reprodutivas disponíveis. O candidato deve estar atento ao fato de que, em doenças autossômicas dominantes, o risco de recorrência é alto e que o PGT-M é uma opção válida quando a mutação é conhecida.

1Gene COL2A1
Colágeno tipo II
Cartilagem e osso
2Herança autossômica dominante
50% de risco por gestação
Independente do sexo
3Aconselhamento genético
Não diretivo
Autonomia reprodutiva
4Opções reprodutivas
PGT-M (seleciona embriões sem a mutação)
Diagnóstico pré-natal
Aceitar o risco
Displasia espondiloepifisária congênita (SEDC)
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Displasia espondiloepifisária congênita (SEDC): Gene COL2A1 (Colágeno tipo II, Cartilagem e osso); Herança autossômica dominante (50% de risco por gestação, Independente do sexo); Aconselhamento genético (Não diretivo, Autonomia reprodutiva); Opções reprodutivas (PGT-M (seleciona embriões sem a mutação), Diagnóstico pré-natal, Aceitar o risco)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o risco de recorrência é desprezível, pois a condição é multifatorial. Isso está errado, pois a SEDC é uma doença monogênica de herança autossômica dominante, não multifatorial. O risco de recorrência é de 50% para cada gestação, não desprezível. A banca tenta confundir o candidato ao associar a condição a um padrão de herança multifatorial, que é típico de doenças como diabetes e hipertensão, onde o risco de recorrência é menor e influenciado por múltiplos fatores genéticos e ambientais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Recomenda testes genéticos após o nascimento da criança, para evitar risco de exames não invasivos. Essa conduta é inadequada, pois o casal está planejando uma nova gestação e deseja entender os riscos de recorrência. O teste genético pré-natal ou pré-implantacional deve ser discutido antes da concepção, não após o nascimento. Além disso, a justificativa de "evitar risco de exames não invasivos" é confusa e não se aplica ao contexto. O aconselhamento genético deve oferecer opções reprodutivas antes da gestação, como o PGT-M ou o diagnóstico pré-natal.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Discutir a realização de teste genético pré-implantacional para mutações monogênicas (PGT-M), devido ao padrão de herança autossômico dominante. Esta é a abordagem correta, pois a SEDC é uma doença monogênica de herança autossômica dominante, e o PGT-M permite selecionar embriões sem a mutação, evitando a transmissão da doença. O PGT-M é uma opção válida quando a mutação é conhecida e o padrão de herança é bem definido, como no caso da SEDC. A alternativa está correta ao associar o PGT-M ao padrão de herança autossômico dominante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Recomenda a realização de triagem genética ampla para outros genes relacionados a displasias esqueléticas. Essa conduta não é a mais adequada, pois a mutação no gene COL2A1 já foi identificada na filha, e o foco deve ser o aconselhamento reprodutivo para o casal. A triagem genética ampla pode ser útil em casos de diagnóstico incerto ou heterogeneidade genética, mas não é a prioridade quando a mutação causal já é conhecida. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir uma abordagem diagnóstica em vez de uma abordagem reprodutiva.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sugere adoção como única alternativa para evitar a transmissão genética. Essa conduta é inadequada e não respeita a autonomia reprodutiva do casal. A adoção é uma opção válida, mas não deve ser apresentada como a única alternativa. O aconselhamento genético deve oferecer todas as opções reprodutivas disponíveis, incluindo o PGT-M, o diagnóstico pré-natal e a possibilidade de aceitar o risco de recorrência. A banca tenta limitar as opções do casal, o que é contrário aos princípios do aconselhamento genético não diretivo.

Gabarito: letra C

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