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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu113215
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, pode-se considerar que a população brasileira está em constante risco da dengue. Verificou-se, ainda, que o número de casos de dengue em gestantes aumentou em 345,2% no ano de 2024. Tem-se enfrentado desafios significativos relacionados à infecção pelo vírus da dengue em gestantes.No que se refere ao vírus da dengue, à prevenção e ao manejo da infecção em gestantes, assinale a alternativa que apresenta a informação correta.
  1. AO vetor da dengue pertence à família Flaviridae, e o vírus é o Aedes aegypti.
  2. BAinda não se faz necessário notificar todo caso suspeito de dengue.
  3. CGestantes e puérperas até o 14° dia pós-parto têm menor risco de progressão para formas mais graves da doença, devido às modificações do organismo materno na gestação.
  4. DGestantes que já tiveram dengue têm menor risco de desenvolvimento de dengue grave em nova infecção, devido à imunidade prévia.
  5. EA vacina contra dengue é contraindicada em gestantes.
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GabaritoE — A vacina contra dengue é contraindicada em gestantes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dengue na gestação: prevenção e manejo

Gabarito: letra E. A vacina contra dengue é contraindicada em gestantes, pois se trata de vacina de vírus vivo atenuado, e vacinas com agentes vivos atenuados são contraindicadas durante a gestação por risco teórico de transmissão ao feto. As demais alternativas apresentam erros conceituais: inverte-se vetor e vírus, afirma-se desnecessidade de notificação, inverte-se o risco de gravidade e afirma-se proteção por imunidade prévia quando, na verdade, infecções sequenciais por sorotipos diferentes aumentam o risco de dengue grave.

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, transmitido pela picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde destaca que a dengue é endêmica no Brasil, com padrão sazonal coincidente com períodos quentes e chuvosos. Na gestação, a infecção pelo vírus da dengue merece atenção especial: gestantes e puérperas apresentam maior risco de complicações e formas graves da doença, o que torna o manejo clínico mais desafiador.

A classificação atual da OMS, adotada pelo Brasil desde 2014, divide a dengue em: dengue sem sinais de alarme, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Os sinais de alarme indicam extravasamento de plasma e/ou hemorragias, que podem levar ao choque e óbito. Na gestante, o reconhecimento precoce desses sinais é fundamental, pois as modificações fisiológicas da gravidez — como aumento do volume plasmático, alterações hemodinâmicas e imunológicas — podem mascarar ou agravar o quadro clínico.

A notificação de todo caso suspeito de dengue é compulsória e obrigatória, conforme determina a legislação brasileira de vigilância epidemiológica. A notificação imediata permite a adoção de medidas de controle vetorial e a vigilância ativa de casos graves. No que se refere à imunidade, a infecção prévia por um sorotipo do vírus da dengue confere imunidade permanente contra aquele sorotipo, mas imunidade cruzada parcial e temporária contra os demais. Infecções sequenciais por sorotipos diferentes aumentam o risco de dengue grave, fenômeno conhecido como exacerbação dependente de anticorpos.

A vacina contra dengue disponível no Brasil (Qdenga) é composta por vírus vivo atenuado. Vacinas de vírus vivo atenuado são contraindicadas em gestantes, pois há risco teórico de o vírus vacinal atravessar a placenta e causar infecção fetal. Essa contraindicação é absoluta e consta na bula do produto e nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações. A vacinação de mulheres em idade fértil deve ser precedida de avaliação de possível gravidez, e recomenda-se evitar a concepção por um período após a vacinação.

A pegadinha central desta questão está na inversão de conceitos: a banca troca o vetor pelo vírus, inverte o risco de gravidade na gestação e afirma proteção por imunidade prévia quando o correto é o oposto. Guarde a fronteira entre o que é verdadeiro e o que é falso em cada alternativa: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Vetor e vírus
Vetor: Aedes aegypti
Vírus: Flavivirus (Flaviviridae)
2Notificação
Compulsória em todo caso suspeito
3Gestantes e puérperas
Maior risco de formas graves
4Imunidade prévia
Infecção sequencial aumenta risco de dengue grave (ADE)
5Vacina (Qdenga)
Vírus vivo atenuado
Contraindicada em gestantes
Dengue na gestação
LEVELsoulevel.com.br
Dengue na gestação: Vetor e vírus (Vetor: Aedes aegypti, Vírus: Flavivirus (Flaviviridae)); Notificação (Compulsória em todo caso suspeito); Gestantes e puérperas (Maior risco de formas graves); Imunidade prévia (Infecção sequencial aumenta risco de dengue grave (ADE)); Vacina (Qdenga) (Vírus vivo atenuado, Contraindicada em gestantes)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está na inversão entre vetor e vírus. O vetor da dengue é o mosquito Aedes aegypti, e o vírus pertence à família Flaviviridae, gênero Flavivirus. A alternativa inverte os termos: afirma que o vetor pertence à família Flaviridae e que o vírus é o Aedes aegypti. O correto é: o vírus (gênero Flavivirus, família Flaviviridae) é transmitido pelo vetor Aedes aegypti.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A notificação de todo caso suspeito de dengue é compulsória e obrigatória no Brasil. A dengue é uma doença de notificação compulsória, e a notificação imediata é essencial para a vigilância epidemiológica, o controle vetorial e a organização dos serviços de saúde. A alternativa afirma que "ainda não se faz necessário notificar", o que contraria a legislação sanitária vigente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa inverte o risco: gestantes e puérperas até o 14º dia pós-parto têm maior risco de progressão para formas graves da doença, não menor. As modificações fisiológicas da gestação — como aumento do volume plasmático, alterações na resposta imunológica e sobrecarga cardiovascular — tornam a gestante mais vulnerável a complicações da dengue, incluindo dengue grave e óbito. O Ministério da Saúde classifica a gestação como condição de risco para agravamento da dengue.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação está incorreta: gestantes que já tiveram dengue não têm menor risco de desenvolver dengue grave em nova infecção. Na verdade, infecções sequenciais por sorotipos diferentes do vírus da dengue aumentam o risco de dengue grave, devido ao fenômeno da exacerbação dependente de anticorpos (ADE). A imunidade prévia contra um sorotipo não protege contra os demais e pode, paradoxalmente, piorar a resposta imunológica na segunda infecção.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A vacina contra dengue é contraindicada em gestantes. A vacina disponível no Brasil é composta por vírus vivo atenuado, e vacinas com agentes vivos atenuados são contraindicadas durante a gestação por risco teórico de transmissão do vírus vacinal ao feto. Essa contraindicação é absoluta e consta nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações e na bula do produto. Mulheres em idade fértil devem ser avaliadas quanto à possibilidade de gravidez antes da vacinação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão de conceitos: inverte vetor e vírus (alternativa A), inverte o risco de gravidade na gestação (alternativa C) e afirma proteção por imunidade prévia quando o correto é o aumento do risco (alternativa D). Fique atento a essas trocas — com treino, você as identifica de longe.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre dengue, memorize os pontos-chave: vetor (Aedes aegypti), vírus (Flavivirus), notificação compulsória, gestantes como grupo de risco, risco aumentado em infecções sequenciais e contraindicação da vacina em gestantes. Esses são os tópicos mais cobrados em provas de residência e concursos.

Gabarito: letra E

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