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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu113222
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia
Paciente GIII PII 1N 1C (há 3 anos) A0, idade gestacional de 34 semanas, HIV positivo, em uso de terapia antiretroviral, com CD4 150 e carga viral 2.000, deu entrada no PSO com queixa de perda de líquido há cerca de 20 minutos. Ao exame físico: DU ausente; toque vaginal: colo 1 polpa, médio e medianizado, BCF: 140 bpm. Especular: saída de líquido claro, sem grumos pelo orifício externo do colo uterino. CTB normal.Em face do exposto, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
  1. AIndução do trabalho de parto com misoprostol.
  2. BDilatação mecânica do colo uterino com sonda de Foley.
  3. CParto cesariano imediato.
  4. DInterrupção da gestação via alta, após dose de ataque e manutenção do AZT EV.
  5. EInternação, antibióticoprofilaxia e cuidados clínicos e obstétricos até idade gestacional de 36-37 semanas.
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GabaritoD — Interrupção da gestação via alta, após dose de ataque e manutenção do AZT EV.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ruptura prematura de membranas (RPM) na gestante HIV positiva: conduta obstétrica

Gabarito: letra D. Na gestante HIV positiva com ruptura prematura de membranas (RPM) em idade gestacional ≥ 34 semanas, a conduta é a interrupção da gestação, preferencialmente por via alta, com dose de ataque e manutenção de AZT endovenoso, conforme protocolos de profilaxia da transmissão vertical. A via de parto não é determinada pela sorologia em si, mas pela carga viral: com CV 2.000 cópias/mL (≥ 1.000), a cesariana eletiva está indicada, mas o parto vaginal não é contraindicado se a CV for indetectável ou < 1.000. A alternativa D reflete a conduta obstétrica de interromper a gestação após 34 semanas na RPM, associada à profilaxia intraparto com AZT EV.

A ruptura prematura de membranas (RPM) é a rotura das membranas corioamnióticas antes do início do trabalho de parto. Na gestante HIV positiva, a RPM aumenta o risco de transmissão vertical do HIV, pois o contato do feto com secreções vaginais e sangue materno é facilitado. Por isso, a conduta é mais intervencionista do que na gestante sem HIV.

A idade gestacional é o principal determinante da conduta na RPM. Antes de 34 semanas, a conduta expectante (internação, antibioticoprofilaxia, corticoterapia) é preferida para ganhar tempo e reduzir a morbidade neonatal por prematuridade. A partir de 34 semanas, o risco de prematuridade é menor e o risco de infecção ascendente e transmissão viral aumenta, então a interrupção da gestação é indicada.

Na gestante HIV positiva, a via de parto é decidida pela carga viral: se CV ≥ 1.000 cópias/mL, a cesariana eletiva é indicada para reduzir a transmissão vertical; se CV < 1.000 ou indetectável, o parto vaginal pode ser permitido. No caso, a CV é 2.000, então a cesariana seria a via preferencial, mas a alternativa D fala em "interrupção via alta", que pode ser interpretada como cesariana (via alta = parto cirúrgico). A alternativa C (cesariana imediata) é precipitada porque não há indicação de urgência imediata (CTB normal, BCF 140, sem sinais de sofrimento fetal). A conduta é interromper a gestação de forma programada, com AZT EV.

A antibioticoprofilaxia na RPM é indicada para prevenir corioamnionite e sepse neonatal, mas na gestante HIV positiva com ≥ 34 semanas, a interrupção é prioritária, e a profilaxia pode ser feita no intraoperatório ou no trabalho de parto. A alternativa E (internação até 36-37 semanas) seria conduta expectante, inadequada nesse contexto, pois a RPM já é um fator de risco para transmissão vertical e infecção.

A alternativa A (indução com misoprostol) e B (dilatação mecânica com sonda de Foley) são métodos de indução do parto vaginal, que não são a via preferencial com CV 2.000. Além disso, a indução do parto não é a conduta imediata; a interrupção pode ser por cesariana.

Portanto, a conduta correta é interromper a gestação, com AZT EV, e a via de parto será decidida pela carga viral (no caso, cesariana). A alternativa D é a que melhor resume essa conduta.

  1. 1IG ≥ 34 semanas?
  2. 2Interromper gestação
  3. 3AZT EV (ataque + manutenção)
  4. 4Via de parto pela CV
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A indução do trabalho de parto com misoprostol é uma opção para interrupção da gestação, mas não é a conduta preferencial na gestante HIV positiva com CV 2.000, pois a via vaginal aumenta o risco de transmissão vertical. Além disso, a indução não é a conduta imediata; a interrupção pode ser por cesariana. O misoprostol é usado para amadurecimento cervical e indução, mas a via de parto deve ser decidida pela carga viral.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A dilatação mecânica com sonda de Foley é um método de preparo cervical para indução do parto vaginal. Na gestante HIV positiva com CV 2.000, o parto vaginal não é a via preferencial, pois a CV ≥ 1.000 indica cesariana eletiva. Além disso, a dilatação mecânica não é a conduta imediata na RPM com ≥ 34 semanas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cesariana imediata é precipitada. Não há indicação de urgência (CTB normal, BCF 140, sem sinais de sofrimento fetal). A conduta é interromper a gestação de forma programada, com AZT EV, e a cesariana é a via preferencial pela CV 2.000, mas não "imediata" sem avaliação adicional. A alternativa D é mais completa, pois inclui a profilaxia com AZT.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A interrupção da gestação via alta (cesariana) após dose de ataque e manutenção do AZT EV é a conduta correta. Na RPM com ≥ 34 semanas em gestante HIV positiva, a interrupção é indicada para reduzir o risco de transmissão vertical. A via alta (cesariana) é preferencial quando a CV ≥ 1.000 cópias/mL, como no caso (CV 2.000). O AZT EV é parte da profilaxia intraparto, com dose de ataque e manutenção até o clampeamento do cordão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A internação com antibioticoprofilaxia e conduta expectante até 36-37 semanas é inadequada. Na RPM com ≥ 34 semanas, a conduta expectante aumenta o risco de corioamnionite e transmissão vertical do HIV. A interrupção da gestação é indicada nessa idade gestacional, especialmente na gestante HIV positiva.

Gabarito: letra D

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