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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu113233
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia/Planejamento Familiar
A doença inflamatória pélvica aguda refere-se a quadro agudo e subclínico de infecção do trato genital superior em mulheres, podendo envolver útero, trompas e ovários, além de estruturas vizinhas. Alguns casos evoluem com a presença de abscesso tubo-ovariano (ATO).Assinale a alternativa que apresenta uma condição obrigatória para a abordagem cirúrgica do ATO.
  1. ANo caso da sua rotura.
  2. BQuando ocorre em adolescentes.
  3. CQuando o agente isolado for Chlamydia Trachomatis.
  4. DNa ausência de resposta à antibioticoterapia por 24 horas.
  5. EQuando seu diâmetro for maior que 4,0 cm.
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GabaritoA — No caso da sua rotura.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Abscesso tubo-ovariano (ATO): indicações cirúrgicas

Gabarito: letra A. A condição obrigatória para a abordagem cirúrgica do abscesso tubo-ovariano é a sua rotura — situação de emergência que exige intervenção imediata. As demais alternativas representam situações em que o tratamento clínico com antibioticoterapia é a primeira escolha, e a cirurgia é reservada para casos de falha ou complicações específicas.

O abscesso tubo-ovariano é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), caracterizada pela formação de uma coleção purulenta envolvendo trompas e ovários. O tratamento de escolha para a maioria dos casos é clínico, com antibioticoterapia de amplo espectro, associada ou não a drenagem guiada por imagem. A cirurgia fica reservada para situações específicas, sendo a rotura do abscesso a indicação mais absoluta e emergencial.

A rotura do ATO é uma emergência cirúrgica porque leva à peritonite difusa, com extravasamento de material purulento para a cavidade abdominal. Nesses casos, o tratamento cirúrgico é obrigatório e imediato, geralmente com laparotomia ou laparoscopia, para lavagem da cavidade e remoção do foco infeccioso. A demora no tratamento aumenta significativamente a morbimortalidade.

As demais situações apresentadas nas alternativas não são, isoladamente, indicações cirúrgicas obrigatórias. A falha da antibioticoterapia, por exemplo, é avaliada após um período adequado de tratamento (geralmente 48 a 72 horas), e não após apenas 24 horas. O tamanho do abscesso, a idade da paciente e o agente etiológico isolado são fatores que influenciam a conduta, mas não determinam, por si só, a necessidade de cirurgia.

A distinção fundamental que o candidato deve guardar é: a cirurgia no ATO é indicada em situações de emergência (rotura), falha do tratamento clínico, ou em casos selecionados (abscessos grandes, persistência de sintomas, ou em mulheres que não desejam preservar a fertilidade). A rotura é a única condição que torna a cirurgia obrigatória e imediata, sem possibilidade de tratamento clínico isolado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as indicações relativas e absolutas de cirurgia no ATO. O candidato pode ser tentado a marcar a alternativa D (falha da antibioticoterapia), mas o prazo correto para avaliar a resposta ao tratamento é de 48 a 72 horas, não 24 horas. A alternativa E (diâmetro > 4 cm) também é um distrator comum, pois o tamanho isolado não é indicação cirúrgica obrigatória — abscessos maiores podem ser tratados com drenagem percutânea ou antibioticoterapia, dependendo do caso.

Abscesso tubo-ovariano (ATO)
  • 1Tratamento de escolha
    • Clínico (antibioticoterapia)
    • Drenagem guiada por imagem
  • 2Indicações cirúrgicas
    • Rotura (obrigatória e imediata)
    • Falha do tratamento clínico (48–72h)
    • Casos selecionados
      • Abscessos grandes
      • Persistência de sintomas
      • Não deseja preservar fertilidade
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A rotura do abscesso tubo-ovariano é a única condição que torna a abordagem cirúrgica obrigatória e imediata. A rotura leva à peritonite difusa, uma emergência cirúrgica que exige intervenção para controle do foco infeccioso e lavagem da cavidade peritoneal. Não há alternativa de tratamento clínico isolado nessa situação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ocorrência em adolescentes não é, por si só, indicação cirúrgica. O tratamento inicial do ATO em adolescentes é clínico, com antibioticoterapia, sendo a cirurgia reservada para casos de falha terapêutica ou complicações. A idade da paciente influencia a preocupação com a preservação da fertilidade, mas não determina a necessidade de cirurgia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O isolamento de Chlamydia trachomatis não é indicação cirúrgica. Esse agente é um dos principais causadores da DIP, mas o tratamento é clínico, com antibioticoterapia específica. A cirurgia não é indicada apenas pelo agente etiológico isolado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ausência de resposta à antibioticoterapia é uma indicação cirúrgica, mas o prazo para avaliar essa falha é de 48 a 72 horas, não 24 horas. Após 24 horas, ainda não é possível concluir que houve falha do tratamento clínico. A alternativa erra ao estabelecer um prazo inadequado para a avaliação da resposta terapêutica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O diâmetro do abscesso maior que 4 cm não é, isoladamente, indicação cirúrgica obrigatória. Abscessos maiores podem ser tratados com antibioticoterapia associada a drenagem percutânea guiada por imagem, ou com cirurgia em casos selecionados. O tamanho é um fator que influencia a conduta, mas não a torna obrigatória.

Gabarito: letra A

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