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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu113238
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia/Planejamento Familiar
Para o diagnóstico laboratorial de insuficiência ovariana prematura em mulheres com menos de 40 anos, recomenda(m)-se:
  1. Aduas dosagens de FSH com intervalo de 4 semanas.
  2. Bdosagem de LH no meio do ciclo menstrual.
  3. Cduas dosagens de estradiol com intervalo de 4 semanas.
  4. Ddosagem de progesterona na segunda metade do ciclo menstrual.
  5. Edosagem de androgênios em qualquer fase do ciclo menstrual.
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GabaritoA — duas dosagens de FSH com intervalo de 4 semanas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Insuficiência Ovariana Prematura: Diagnóstico Laboratorial

Gabarito: letra A. O diagnóstico laboratorial de insuficiência ovariana prematura (IOP) em mulheres com menos de 40 anos é confirmado por duas dosagens de FSH elevado, com intervalo de pelo menos 4 semanas, associado a amenorreia (ausência de menstruação por ≥ 4 meses). As demais alternativas propõem dosagens hormonais que não são critério diagnóstico para IOP, pois avaliam outras fases do ciclo ou hormônios que não definem a falência ovariana.

A insuficiência ovariana prematura é uma condição em que os ovários perdem sua função normal antes dos 40 anos, levando à diminuição da produção de estrogênio e à falha na ovulação. O diagnóstico é essencialmente clínico-laboratorial, baseado na tríade: amenorreia (≥ 4 meses), FSH elevado em duas ocasiões (com intervalo ≥ 4 semanas) e idade < 40 anos. O FSH (hormônio folículo-estimulante) é o principal marcador, pois, na falência ovariana, o cérebro (hipófise) aumenta sua produção na tentativa de estimular os ovários, resultando em níveis séricos elevados. A confirmação com duas dosagens é necessária para evitar diagnósticos precipitados, já que o FSH pode flutuar, especialmente em mulheres na perimenopausa ou com ciclos irregulares.

A razão para o intervalo de 4 semanas é garantir que as dosagens sejam feitas em momentos distintos do ciclo (ou na ausência dele), refletindo o estado hormonal real da paciente. Uma única dosagem elevada pode ser um achado isolado, sem significado clínico definitivo. Por isso, a recomendação de repetir o exame após um mês é fundamental para a confirmação diagnóstica.

Na prática, uma paciente de 35 anos com amenorreia há 6 meses, ondas de calor e FSH de 45 mUI/mL em duas dosagens com intervalo de 4 semanas, preenche os critérios para IOP. É importante destacar que a dosagem de estradiol, embora frequentemente baixa na IOP, não é critério diagnóstico isolado, pois pode estar normal em fases iniciais. Da mesma forma, LH, progesterona e androgênios não são utilizados para o diagnóstico, mas podem ser úteis na investigação de outras causas de amenorreia.

A pegadinha desta questão está em confundir os exames que avaliam a função ovariana com aqueles que confirmam a falência ovariana. Enquanto a dosagem de estradiol, progesterona e LH pode ser útil em outros contextos (como avaliação de ciclo menstrual ou infertilidade), o diagnóstico de IOP depende especificamente do FSH elevado e persistente. A banca explora exatamente essa confusão, oferecendo alternativas que seriam plausíveis em outras situações clínicas, mas que não respondem ao que se pede.

Guarde o critério: FSH elevado + amenorreia + idade < 40 anos, com duas dosagens com intervalo de 4 semanas. É esse tripé que separa a alternativa correta das demais.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A recomendação é exatamente esta: duas dosagens de FSH com intervalo de 4 semanas. O FSH elevado (> 25 UI/L, embora o valor de corte possa variar conforme a diretriz) em duas ocasiões, com intervalo mínimo de 4 semanas, é o critério laboratorial para confirmar a insuficiência ovariana prematura, conforme as principais diretrizes (como as da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia - ESHRE). A repetição é essencial para excluir flutuações transitórias do hormônio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A dosagem de LH no meio do ciclo menstrual é utilizada para detectar o pico ovulatório (pico de LH), sendo útil na avaliação da ovulação e no planejamento de fertilidade. Na IOP, o LH pode estar elevado (assim como o FSH), mas não é o marcador diagnóstico principal, e a dosagem no meio do ciclo não tem valor para confirmar a falência ovariana. O erro está em usar um exame de avaliação de ciclo para um diagnóstico de falência ovariana.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A dosagem de estradiol, mesmo que repetida com intervalo de 4 semanas, não é critério diagnóstico para IOP. Embora o estradiol geralmente esteja baixo na IOP, ele pode estar normal em fases iniciais ou flutuar, não sendo específico. O diagnóstico se baseia no FSH, não no estradiol. A alternativa confunde o marcador de função ovariana (estradiol) com o marcador de falência (FSH).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A dosagem de progesterona na segunda metade do ciclo menstrual é utilizada para confirmar a ocorrência de ovulação (já que a progesterona é produzida pelo corpo lúteo após a ovulação). Na IOP, a paciente está em amenorreia e não ovula, portanto essa dosagem não se aplica. O erro está em usar um exame de confirmação de ovulação para diagnosticar falência ovariana.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A dosagem de androgênios (como testosterona) não faz parte do diagnóstico de IOP. Os androgênios são hormônios sexuais masculinos, mas também são produzidos em pequenas quantidades pelos ovários. Sua dosagem pode ser útil na investigação de outras condições, como síndrome dos ovários policísticos ou tumores ovarianos, mas não tem papel no diagnóstico de insuficiência ovariana prematura.

Gabarito: letra A

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