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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu113239
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia/Planejamento Familiar
Recomenda-se a realização de densitometria óssea para o rastreamento de osteoporose em todas as mulheres com 65 anos ou mais. A densitometria também é indicada para mulheres no climatério, com idade inferior a 65 anos, que apresentem ao menos um fator de risco para osteoporose. Dentre os fatores de risco, encontra-se:
  1. Aobesidade.
  2. Bmulheres pardas e pretas.
  3. Calta estatura.
  4. Ddiabetes mellitus tipos 1 e 2.
  5. Ehipotireoidismo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — diabetes mellitus tipos 1 e 2.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento de osteoporose no climatério: fatores de risco

Gabarito: letra D. O diabetes mellitus tipos 1 e 2 é um fator de risco reconhecido para baixa massa óssea, indicando a densitometria em mulheres climatéricas com menos de 65 anos. A lista de fatores de risco que justificam o exame nesse grupo inclui uso de corticoides, baixo peso, tabagismo, artrite reumatoide, menopausa precoce, história de fratura por fragilidade, história parental de fratura de quadril e etilismo — e o diabetes mellitus está entre eles, conforme as diretrizes da FEBRASGO e do Ministério da Saúde.

A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada pela redução da densidade mineral óssea (DMO) e deterioração da microarquitetura do osso, com consequente aumento do risco de fraturas por fragilidade. No climatério, a queda dos níveis de estrogênio acelera a perda óssea, especialmente nos primeiros 5 a 7 anos após a menopausa. Por isso, o rastreamento por densitometria (DXA) é recomendado para todas as mulheres com 65 anos ou mais, e para mulheres mais jovens no climatério que apresentem pelo menos um fator de risco adicional.

A indicação do exame não é universal nesse grupo mais jovem: ela depende da presença de fatores que aumentam o risco de fratura. A lista clássica, adotada pela FEBRASGO e alinhada às recomendações internacionais, inclui: uso de corticosteroide oral em dose ≥ 5 mg/dia de prednisona (ou equivalente) por ≥ 3 meses; baixo peso; tabagismo atual; artrite reumatoide; menopausa antes dos 45 anos; história de fratura por fragilidade; história parental de fratura de quadril; e etilismo (≥ 3 unidades de álcool/dia). O diabetes mellitus, tanto tipo 1 quanto tipo 2, é reconhecido como fator de risco para baixa massa óssea e fraturas, sendo incluído nas recomendações de rastreamento.

A lógica por trás da lista é identificar condições que comprometem o pico de massa óssea ou aceleram a perda óssea. O diabetes tipo 1 cursa com menor pico de massa óssea e maior risco de fratura; o tipo 2, embora frequentemente associado a DMO normal ou até elevada, aumenta o risco de fratura por mecanismos que incluem pior qualidade óssea, maior risco de quedas (neuropatia, hipoglicemia) e comorbidades. Já condições como obesidade, etnia negra e alta estatura estão associadas a maior DMO e, portanto, a menor risco — não são fatores de risco, mas sim fatores protetores.

A pegadinha da questão está em inverter o raciocínio: o candidato pode confundir fatores que aumentam o risco (como diabetes) com aqueles que protegem o osso (como obesidade e etnia negra). A banca explora exatamente essa inversão, oferecendo como distratores condições que, na verdade, estão associadas a maior densidade óssea.

Guarde a fronteira entre fatores de risco e fatores protetores: é nela que as alternativas se dividem. Fatores de risco indicam a densitometria; fatores protetores, não.

Fator de risco

Diabetes mellitus tipos 1 e 2

Obesidade

Etnia parda/preta

Alta estatura

Hipotireoidismo

Efeito sobre a densidade óssea

Reduz a massa óssea / piora a qualidade óssea

Aumenta a DMO (protetor)

Aumenta a DMO (protetor)

Não é fator de risco (baixa estatura é)

Não é fator de risco clássico (hipertireoidismo é)

Indica densitometria em climatérica < 65 anos?

Sim (gabarito)

Não

Não

Não

Não

Fatores de risco p/ osteoporose
  • 1Indicam densitometria
    • Diabetes mellitus tipos 1 e 2
    • Uso de corticoides
    • Baixo peso
    • Tabagismo
    • Artrite reumatoide
    • Menopausa precoce
    • Fratura prévia por fragilidade
    • História parental de fratura de quadril
    • Etilismo
  • 2Fatores protetores (não indicam)
    • Obesidade
    • Etnia negra/parda
    • Alta estatura
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A obesidade é um fator protetor para osteoporose, não um fator de risco. O maior peso corporal está associado a maior carga mecânica sobre o esqueleto e a maiores níveis de estrogênio (pela conversão periférica de andrógenos em estrogênio no tecido adiposo), o que contribui para maior DMO. Por isso, não indica densitometria em mulher climatérica sem outros fatores.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Mulheres pardas e pretas apresentam, em média, maior densidade mineral óssea e menor risco de fratura osteoporótica quando comparadas a mulheres brancas. A etnia branca (especialmente asiática) é historicamente associada a maior risco. Portanto, ser parda ou preta não é fator de risco — é fator protetor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alta estatura não é fator de risco para osteoporose. Na verdade, a baixa estatura e o baixo peso são marcadores de menor massa óssea e maior risco. A alta estatura, por si só, não justifica rastreamento.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O diabetes mellitus tipos 1 e 2 é um fator de risco reconhecido para baixa massa óssea e fraturas osteoporóticas. O diabetes tipo 1 compromete o pico de massa óssea; o tipo 2 aumenta o risco de fratura por pior qualidade óssea e maior propensão a quedas. Por isso, a mulher climatérica com menos de 65 anos e diabetes mellitus tem indicação de densitometria óssea.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O hipotireoidismo não é listado como fator de risco clássico para osteoporose nesse contexto de rastreamento. O hipertireoidismo (e o uso de levotiroxina em doses supressivas) é que acelera o turnover ósseo e aumenta o risco de perda óssea. O hipotireoidismo, em geral, não está associado a maior risco de fratura.

Gabarito: letra D — o diabetes mellitus tipos 1 e 2 é o fator de risco que indica densitometria óssea em mulher climatérica com menos de 65 anos.

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