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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — VUNESP 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
vu113243
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia/Planejamento Familiar
A assistência pré-natal é um conjunto de medidas benéficas e custo-efetivas que visa ao desenvolvimento de uma gestação saudável, permitindo o parto de um recém-nascido (RN) saudável, sem impacto para a saúde materna, e a inclusão de aspectos psicossociais e atividades educativas e preventivas.Assinale a alternativa que apresenta informação correta sobre a assistência pré-natal.
  1. AO Ministério da Saúde recomenda o mínimo de 4 consultas para uma assistência adequada.
  2. BA ausculta dos batimentos cardíacos fetais com detector fetal portátil pode ser feita a partir das 8 semanas de idade gestacional.
  3. CA sorologia para rubéola deve ser realizada na primeira consulta e repetida no terceiro trimestre.
  4. DDeve se solicitar sorologia para toxoplasmose a cada 1-2 meses para as gestantes com IgG positivo e IgM negativo para a doença.
  5. EO teste oral de tolerância à glicose deve ser feito em todas as gestantes com glicemia de jejum < 92 mg/dL, com exceção das gestantes que fizeram cirurgia bariátrica.
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GabaritoE — O teste oral de tolerância à glicose deve ser feito em todas as gestantes com glicemia de jejum < 92 mg/dL, com exceção das gestantes que fizeram cirurgia bariátrica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Assistência pré-natal: rotina de exames e condutas

Gabarito: letra E. O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) deve ser realizado em todas as gestantes com glicemia de jejum < 92 mg/dL, com exceção daquelas que realizaram cirurgia bariátrica, conforme as recomendações do Ministério da Saúde e da OMS para o rastreamento de diabetes gestacional. As demais alternativas apresentam erros quanto ao número mínimo de consultas, à idade gestacional para ausculta dos BCFs, à repetição da sorologia para rubéola e à conduta na toxoplasmose com IgG positivo.

A assistência pré-natal é um conjunto de medidas que visa garantir uma gestação saudável, com identificação precoce de riscos e intervenções oportunas. O Ministério da Saúde preconiza um número mínimo de consultas, a realização de exames laboratoriais em momentos específicos e a adoção de condutas baseadas em evidências. A tabela a seguir resume os principais componentes e o momento de cada intervenção:

Procedimento

1º trimestre (até 16 sem)

2º trimestre (24-28 sem)

3º trimestre (32 sem)

3º trimestre (36 sem)

Acolhimento e educação

X

X

X

X

Avaliação clínica

X

Peso/altura (IMC)

X

Pressão arterial

X

X

X

X

Avaliação obstétrica (IG, AU, BCFs)

X

X

X

X

Exame ginecológico

X

Hb/anemia

X

X

Grupo sanguíneo e fator Rh

X

Coombs indireto (se Rh-)

X

X

X

Exame comum de urina

X

X

TR ou sorologias HIV, sífilis

X

X

TR ou HBsAg

X

TR ou anti-HCV

X

Toxoplasmose

X

X

X

Glicemia de jejum

X

TOTG (se glicemia < 92 mg/dL)

X

A primeira consulta deve ocorrer o mais cedo possível, ainda no 1º trimestre, idealmente até a 10ª semana. O acompanhamento deve incluir no mínimo 8 consultas, podendo ser intercaladas entre médico e enfermeiro. A ausculta dos batimentos cardiofetais (BCFs) com detector fetal portátil (sonar) geralmente é possível a partir de 10-12 semanas, sendo mais confiável após 12 semanas. A sorologia para rubéola é solicitada na primeira consulta, mas não é repetida rotineiramente no terceiro trimestre, pois a gestante já deve estar imunizada ou ter sido vacinada antes da gestação. Na toxoplasmose, a conduta para gestantes com IgG positivo e IgM negativo é considerar imunidade prévia, não sendo necessária a repetição da sorologia a cada 1-2 meses.

O rastreamento do diabetes gestacional é feito com glicemia de jejum na primeira consulta. Se o valor for < 92 mg/dL, o TOTG com 75g de glicose deve ser realizado entre 24 e 28 semanas. No entanto, gestantes com cirurgia bariátrica prévia podem ter intolerância à glicose e alterações na absorção, o que contraindica o TOTG, sendo preferível o monitoramento da glicemia capilar. Essa é a exceção prevista nas diretrizes.

A pegadinha da questão está em detalhes específicos de cada conduta. A banca explora o conhecimento de protocolos atualizados, como o número de consultas (8, não 4 ou 6), a idade gestacional para ausculta dos BCFs (10-12 semanas, não 8), a não repetição da sorologia para rubéola e a conduta na toxoplasmose com IgG positivo. A alternativa E é a única que está de acordo com as recomendações atuais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O Ministério da Saúde preconiza no mínimo 6 consultas médicas e de enfermagem intercaladas, e a OMS recomenda 8 consultas. A alternativa afirma que o mínimo é de 4 consultas, o que está desatualizado. O número de 4 consultas era a recomendação antiga da OMS, mas foi aumentado para 8 em 2016. No Brasil, o MS adota o mínimo de 6 consultas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ausculta dos batimentos cardíacos fetais com detector fetal portátil (sonar) geralmente é possível a partir de 10-12 semanas de idade gestacional, não a partir de 8 semanas. Antes disso, o coração fetal pode não ser detectado de forma confiável. A alternativa subestima a idade gestacional mínima para esse procedimento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A sorologia para rubéola deve ser realizada na primeira consulta, mas não é repetida rotineiramente no terceiro trimestre. A gestante já deve ter sido imunizada ou vacinada antes da gestação. A repetição da sorologia para rubéola não é recomendada como rotina, pois a infecção primária na gestação é rara e a vacina é contraindicada durante a gravidez.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Para gestantes com IgG positivo e IgM negativo para toxoplasmose, a conduta é considerar imunidade prévia, não sendo necessária a repetição da sorologia a cada 1-2 meses. A repetição da sorologia é indicada apenas para gestantes suscetíveis (IgG e IgM negativos), para detectar soroconversão. A alternativa inverte a conduta correta.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) deve ser realizado em todas as gestantes com glicemia de jejum < 92 mg/dL, com exceção daquelas que realizaram cirurgia bariátrica. Essa exceção se deve ao fato de que, após a cirurgia bariátrica, a absorção de glicose pode estar alterada, tornando o TOTG um teste não confiável. Nesses casos, recomenda-se o monitoramento da glicemia capilar. A alternativa está correta e reflete as diretrizes atuais.

Gabarito: letra E

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