Questão de Medicina — Biossegurança em Medicina — VUNESP 2025
Medicina›Biossegurança em Medicina
Código
vu113348
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Infectologia Hospitalar
Em um hospital, a equipe do serviço de controle de infecção hospitalar (SCIH) está investigando um aumento nas taxas de infecção do trato urinário (ITU) associadas a cateter vesical de demora (CVD). Para analisar as possíveis causas desse problema, a equipe decidiu usar o diagrama de Ishikawa. Qual das seguintes opções descreve corretamente a aplicação e o objetivo principal do diagrama de Ishikawa nesse contexto?
AÉ utilizado para identificar a frequência de ocorrência de ITU, auxiliando na priorização de ações com base nos dados epidemiológicos.
BÉ uma ferramenta para comparar as taxas de ITU entre diferentes hospitais, permitindo identificar benchmarks para a instituição.
CÉ um método para classificar as ITU por gravidade, auxiliando na alocação de recursos para os casos mais graves.
DÉ usado para mapear as causas potenciais de ITU, organizando-as em categorias como “mão de obra”, “materiais”, “método”, “meio ambiente”, “máquina” e “medida”, permitindo a identificação da causa raiz.
EÉ uma ferramenta para monitorar a adesão às medidas de prevenção de ITU, registrando diariamente os procedimentos realizados pela equipe assistencial.
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GabaritoD — É usado para mapear as causas potenciais de ITU, organizando-as em categorias como “mão de obra”, “materiais”, “método”, “meio ambiente”, “máquina” e “medida”, permitindo a identificação da causa raiz.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diagrama de Ishikawa (Espinha de Peixe) na investigação de ITU associada a cateter vesical
Gabarito: letra D. O diagrama de Ishikawa — também chamado de diagrama de causa e efeito ou espinha de peixe — é uma ferramenta de qualidade usada para mapear as causas potenciais de um problema, organizando-as em categorias (como mão de obra, materiais, método, meio ambiente, máquina e medida), com o objetivo de identificar a causa raiz. No contexto do aumento de ITU associada a CVD, a equipe do SCIH o utiliza exatamente para isso: levantar hipóteses de causas e estruturá-las, não para medir frequência, comparar hospitais, classificar gravidade ou monitorar adesão.
O diagrama de Ishikawa foi criado por Kaoru Ishikawa, engenheiro japonês, como parte das ferramentas da qualidade. Sua estrutura clássica é a de uma espinha de peixe: na cabeça (ou cauda, dependendo da orientação) escreve-se o efeito — o problema a ser analisado, aqui o aumento das taxas de ITU associada a CVD — e nas espinhas principais listam-se as categorias de causas. As categorias mais comuns são os "6M": mão de obra (pessoas), materiais (insumos), método (procedimentos), meio ambiente (ambiente físico), máquina (equipamentos) e medida (medição). Em cada categoria, a equipe faz um brainstorming para elencar todas as causas possíveis, e depois analisa quais são as mais prováveis, aprofundando até chegar à causa raiz.
Na prática, imagine que o SCIH detectou aumento de ITU na UTI. Usando o diagrama, a equipe listaria, por exemplo: em mão de obra, falha na higienização das mãos ou no treinamento da equipe; em materiais, cateter com prazo de validade vencido ou bolsa coletora inadequada; em método, técnica de inserção incorreta ou tempo de permanência prolongado; em meio ambiente, superlotação ou falta de leitos de isolamento; em máquina, problemas com o sistema de fixação do cateter; em medida, falha na coleta de dados ou critérios diagnósticos inconsistentes. O objetivo não é quantificar, mas organizar o pensamento e priorizar investigações.
A distinção crucial que a banca explora é entre o Ishikawa e outras ferramentas da qualidade: o diagrama de Pareto prioriza por frequência (alternativa A), o benchmarking compara com outras instituições (alternativa B), a classificação de gravidade é própria de escalas clínicas (alternativa C), e o monitoramento de adesão é feito por checklists ou indicadores de processo (alternativa E). O Ishikawa é essencialmente uma ferramenta de análise de causas, não de medição ou comparação.
A pegadinha desta questão está em confundir o Ishikawa com ferramentas que têm objetivos diferentes, mas que também são usadas em gestão da qualidade e controle de infecção. O candidato que não domina a função de cada ferramenta acaba escolhendo uma alternativa que descreve outra ferramenta corretamente, mas não o Ishikawa. Guarde o critério: Ishikawa = mapear causas potenciais, organizadas em categorias, para achar a causa raiz.
Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe)
1Objetivo
Mapear causas potenciais
Organizar em categorias
Identificar causa raiz
2Estrutura
Efeito (problema)
Categorias (6M)
Mão de obra
Materiais
Método
Meio ambiente
Máquina
Medida
3Outras ferramentas (não confundir)
Pareto: prioriza por frequência
Benchmarking: compara instituições
Checklist: monitora adesão
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve o diagrama de Pareto, que ordena as causas por frequência de ocorrência para priorizar ações. O Ishikawa não mede frequência; ele apenas organiza hipóteses de causas. A priorização por dados epidemiológicos é função do Pareto, não do Ishikawa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve o benchmarking, que compara indicadores entre instituições para identificar boas práticas. O Ishikawa é uma ferramenta interna de análise de causas, não de comparação externa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve uma classificação de gravidade, que seria feita por escalas clínicas ou sistemas de estadiamento, não pelo Ishikawa. O diagrama não classifica casos por gravidade nem aloca recursos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É a definição exata do diagrama de Ishikawa: mapear causas potenciais, organizando-as em categorias como os "6M" (mão de obra, materiais, método, meio ambiente, máquina e medida), com o objetivo de identificar a causa raiz. No contexto do enunciado, a equipe do SCIH usa a ferramenta para estruturar as possíveis causas do aumento de ITU associada a CVD.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Descreve o monitoramento de adesão a medidas de prevenção, que é feito por meio de checklists, observação direta ou indicadores de processo. O Ishikawa não registra procedimentos diários; ele é usado em momentos de análise de problemas, não como rotina de monitoramento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura ferramentas da qualidade que têm objetivos distintos. O candidato que sabe o que é Pareto, benchmarking e checklist pode marcar uma dessas alternativas por reconhecê-las como ferramentas válidas — mas a pergunta é especificamente sobre o Ishikawa. Decore a função de cada uma: Pareto prioriza por frequência, benchmarking compara, checklist monitora, e Ishikawa mapeia causas. Com esse mapa mental, você não cai mais.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando a questão perguntar sobre o diagrama de Ishikawa, procure nas alternativas as palavras-chave "causas potenciais", "categorias" e "causa raiz". Se aparecer "frequência", "comparação", "gravidade" ou "monitoramento", é outra ferramenta. Treine identificando a função de cada ferramenta da qualidade — é o que a banca mais cobra.