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Questão de Medicina — Patologia Clínica — VUNESP 2025

MedicinaPatologia Clínica
Código
vu113408
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Medicina Laboratorial
Pacientes classificados na categoria de pré-diabetes apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes mellitus, além de maior predisposição a doenças cardiovasculares e complicações crônicas.São considerados pré-diabéticos os pacientes que apresentam
  1. Aglicose em jejum menor que 100 mg/dL, com HbA1c menor que 5,7%.
  2. Bglicose em jejum menor que 100 mg/dL, com HbA1c maior que 6,5%.
  3. Cglicose em jejum entre 100 e 125 mg/dL, com HbA1c entre 5,7% e 6,4%.
  4. Dglicose em jejum entre 126 e 160 mg/dL, com HbA1c entre 6,5% e 7,0%.
  5. Eglicose em jejum maior que 160 mg/dL, com HbA1c até 8,0%.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — glicose em jejum entre 100 e 125 mg/dL, com HbA1c entre 5,7% e 6,4%.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pré-diabetes: critérios diagnósticos

Gabarito: letra C. São considerados pré-diabéticos os pacientes com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL e HbA1c entre 5,7% e 6,4%, conforme os critérios da American Diabetes Association (ADA), que são os mais adotados na prática clínica e cobrados em provas de residência e concursos médicos.

A pré-diabetes é um estado intermediário de hiperglicemia, em que os níveis glicêmicos estão acima do normal, mas ainda não atingem o limiar diagnóstico de diabetes mellitus. É uma condição de alto risco para progressão ao diabetes tipo 2, além de estar associada a maior risco cardiovascular. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, sendo os principais a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada (HbA1c) e o teste oral de tolerância à glicose (TTGO).

A ADA estabelece os seguintes pontos de corte: para diabetes, glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia 2h no TTGO ≥ 200 mg/dL. Para pré-diabetes, glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL (glicemia de jejum alterada), HbA1c entre 5,7% e 6,4% ou glicemia 2h no TTGO entre 140 e 199 mg/dL (tolerância à glicose diminuída). A OMS, por sua vez, adota um ponto de corte mais alto para glicemia de jejum alterada (≥ 110 mg/dL), mas a ADA é a referência mais utilizada em provas.

É importante destacar que o diagnóstico de pré-diabetes não deve ser feito com base em um único exame alterado, pois há grande variabilidade laboratorial. A recomendação é confirmar o resultado com a repetição do exame, especialmente quando o valor está próximo do ponto de corte. Além disso, a classificação do paciente deve considerar o contexto clínico, como fatores de risco, história familiar e comorbidades.

A pegadinha desta questão está em confundir os critérios de pré-diabetes com os de diabetes ou com valores normais. A banca explora a memorização exata dos pontos de corte, que são números específicos e fáceis de trocar. O candidato que não domina a tabela de critérios pode facilmente marcar uma alternativa com valores de diabetes (como a letra D) ou com valores normais (como a letra A).

Critério

Normal

Pré-diabetes

Diabetes

Glicemia de jejum

< 100 mg/dL

100–125 mg/dL

≥ 126 mg/dL

HbA1c

< 5,7%

5,7–6,4%

≥ 6,5%

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta glicemia de jejum menor que 100 mg/dL e HbA1c menor que 5,7%, que são valores considerados normais (euglicemia). Não caracterizam pré-diabetes, pois ambos os parâmetros estão abaixo dos pontos de corte estabelecidos pela ADA.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Traz glicemia de jejum menor que 100 mg/dL (normal) com HbA1c maior que 6,5% (critério de diabetes). Há uma incoerência: se a HbA1c é ≥ 6,5%, o diagnóstico é de diabetes, não de pré-diabetes. Além disso, a glicemia de jejum normal não se enquadra em nenhuma categoria de hiperglicemia.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Corresponde exatamente aos critérios da ADA para pré-diabetes: glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL (glicemia de jejum alterada) e HbA1c entre 5,7% e 6,4% (elevada). Esses valores indicam risco aumentado de progressão para diabetes mellitus tipo 2 e maior predisposição a doenças cardiovasculares.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Apresenta glicemia de jejum entre 126 e 160 mg/dL e HbA1c entre 6,5% e 7,0%. A glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL e a HbA1c ≥ 6,5% são critérios diagnósticos de diabetes mellitus, não de pré-diabetes. Portanto, o paciente descrito já teria diagnóstico de diabetes, e não de pré-diabetes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Traz glicemia de jejum maior que 160 mg/dL e HbA1c até 8,0%. Valores de glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL e HbA1c ≥ 6,5% já configuram diabetes mellitus. A glicemia > 160 mg/dL é francamente compatível com diabetes, e a HbA1c de até 8,0% também indica diabetes, não pré-diabetes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os pontos de corte entre as categorias. O candidato que decora apenas os valores de diabetes (≥ 126 mg/dL e ≥ 6,5%) pode marcar a letra D, que mistura critérios de diabetes com valores que parecem plausíveis. A chave é memorizar a tabela completa: normal (GJ < 100, HbA1c < 5,7%), pré-diabetes (GJ 100–125, HbA1c 5,7–6,4%) e diabetes (GJ ≥ 126, HbA1c ≥ 6,5%).

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental com os três estados: normal, pré-diabetes e diabetes, com os valores de glicemia de jejum e HbA1c lado a lado. Na prova, identifique primeiro se o valor da glicemia está acima ou abaixo de 126 mg/dL — isso já elimina metade das alternativas. Depois, confira a HbA1c para confirmar a categoria.

Gabarito: letra C

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