Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Médico da Família — VUNESP 2025

MedicinaMédico da Família
Código
vu113458
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Medicina de Família e Comunidade
Um paciente de 75 anos de idade, com histórico de insuficiência cardíaca e diabetes, apresenta dificuldades de locomoção devido a complicações de um acidente vascular cerebral isquêmico. Ele necessita de acompanhamento médico e de enfermagem frequente, além de sessões de fisioterapia para reabilitação motora. A equipe de atenção primária à saúde avalia que a frequência e a intensidade dos cuidados necessários ultrapassam a capacidade de atendimento da Unidade Básica de Saúde. Qual modalidade de Atenção Domiciliar (AD) é mais adequada para esse paciente?
  1. AAD1 – Atenção Básica, pois o paciente necessita de cuidados de menor intensidade e acompanhamento nutricional.
  2. BAD2 – Melhor em Casa (Serviço de Atendimento Domiciliar – SAD), pois o paciente necessita de maior frequência de cuidado, recursos de saúde e acompanhamento contínuo, superando a capacidade da rede básica.
  3. CAD3 – Melhor em Casa (Serviço de Atendimento Domiciliar – SAD), pois o paciente necessita de equipamentos específicos e dificilmente terá alta dos cuidados domiciliares.
  4. DEMAP – Equipe Multiprofissional de Apoio, pois o foco é oferecer apoio às equipes de atenção básica.
  5. EAtenção Hospitalar, pois o paciente apresenta um quadro complexo de saúde.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — AD2 – Melhor em Casa (Serviço de Atendimento Domiciliar – SAD), pois o paciente necessita de maior frequência de cuidado, recursos de saúde e acompanhamento contínuo, superando a capacidade da rede básica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atenção Domiciliar no SUS: AD1, AD2 e AD3

Gabarito: letra B. O paciente de 75 anos, com sequelas de AVC, insuficiência cardíaca e diabetes, necessita de cuidados de maior frequência e intensidade que ultrapassam a capacidade da Atenção Básica, o que o enquadra na AD2 do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) — o "Melhor em Casa". A AD2 é destinada a usuários que precisam de acompanhamento contínuo e maior frequência de cuidados, exatamente o caso descrito, conforme a Política Nacional de Atenção Domiciliar (Portaria nº 825/2016 do Ministério da Saúde).

A Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade de atenção à saúde substitutiva ou complementar à internação hospitalar, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação, prestadas em domicílio. Ela é organizada em três modalidades — AD1, AD2 e AD3 — que se diferenciam pela complexidade e frequência dos cuidados necessários, e não pela doença em si. A classificação é feita pela equipe de saúde, que avalia se o paciente pode ser cuidado pela Atenção Básica tradicional ou se precisa do suporte do SAD (Serviço de Atenção Domiciliar, o "Melhor em Casa").

A AD1 é a modalidade de menor complexidade, destinada a usuários que necessitam de cuidados de menor frequência e intensidade, e que podem ser atendidos pela própria equipe da Atenção Básica (Estratégia Saúde da Família), sem necessidade de equipamentos ou procedimentos mais complexos. Já a AD2 é voltada para usuários que necessitam de maior frequência de cuidados, recursos de saúde e acompanhamento contínuo, ultrapassando a capacidade da Atenção Básica, mas que não precisam de equipamentos de alta complexidade. A AD3 é a modalidade de maior complexidade, destinada a usuários que necessitam de equipamentos específicos (como ventilação mecânica, por exemplo) e que dificilmente terão alta dos cuidados domiciliares, exigindo acompanhamento praticamente contínuo.

No caso do enunciado, o paciente precisa de acompanhamento médico e de enfermagem frequente, além de fisioterapia para reabilitação. A equipe de atenção primária avaliou que a frequência e a intensidade dos cuidados ultrapassam a capacidade da Unidade Básica de Saúde. Isso indica que ele não pode ser cuidado apenas pela AD1 (que é a própria Atenção Básica), mas também não necessita de equipamentos de alta complexidade que caracterizariam a AD3. Portanto, a modalidade mais adequada é a AD2, que oferece o suporte do SAD com maior frequência de cuidados e acompanhamento contínuo.

A pegadinha da questão está em confundir a AD2 com a AD3. A banca tenta induzir o candidato a escolher a AD3 por associar o quadro complexo (AVC, insuficiência cardíaca, diabetes) a uma necessidade de equipamentos específicos. No entanto, o enunciado não menciona a necessidade de equipamentos de alta complexidade — apenas de acompanhamento frequente e reabilitação. A AD3 é reservada para casos que exigem, por exemplo, ventilação mecânica domiciliar ou outros equipamentos de suporte à vida, o que não é o caso. A distinção crucial é: AD2 = maior frequência de cuidados; AD3 = necessidade de equipamentos específicos e baixa possibilidade de alta.

Guarde essa fronteira entre AD2 e AD3: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A AD2 é a resposta quando o paciente precisa de cuidados mais intensos e frequentes que a Atenção Básica não consegue oferecer, mas sem depender de equipamentos de alta complexidade. A AD3 entra quando há dependência de tecnologia (equipamentos) e prognóstico de permanência prolongada nos cuidados domiciliares.

Critério

AD1

AD2

AD3

Responsável pelo cuidado

Equipe da Atenção Básica (ESF)

SAD – Melhor em Casa

SAD – Melhor em Casa

Complexidade dos cuidados

Menor complexidade

Média complexidade

Alta complexidade

Frequência dos cuidados

Menor frequência

Maior frequência e acompanhamento contínuo

Acompanhamento praticamente contínuo

Necessidade de equipamentos específicos

Não

Não

Sim (ex.: ventilação mecânica)

Possibilidade de alta dos cuidados domiciliares

Alta

Alta

Baixa/dificilmente terá alta

1AD1
Menor complexidade
Cuidados pela Atenção Básica
2AD2
Maior frequência de cuidados
Acompanhamento contínuo
Sem equipamentos específicos
3AD3
Equipamentos específicos
Baixa possibilidade de alta
Atenção Domiciliar (AD)
LEVELsoulevel.com.br
Atenção Domiciliar (AD): AD1 (Menor complexidade, Cuidados pela Atenção Básica); AD2 (Maior frequência de cuidados, Acompanhamento contínuo, Sem equipamentos específicos); AD3 (Equipamentos específicos, Baixa possibilidade de alta)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A AD1 é a modalidade de menor complexidade, destinada a pacientes que necessitam de cuidados de menor frequência e intensidade, que podem ser prestados pela própria equipe da Atenção Básica. O enunciado, porém, afirma explicitamente que a frequência e a intensidade dos cuidados ultrapassam a capacidade da Unidade Básica de Saúde, o que exclui a AD1. Além disso, a alternativa menciona "acompanhamento nutricional", que não é o foco do caso — o paciente precisa de acompanhamento médico, de enfermagem e fisioterapia, não apenas nutricional.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A AD2 é a modalidade do SAD ("Melhor em Casa") destinada a usuários que necessitam de maior frequência de cuidado, recursos de saúde e acompanhamento contínuo, superando a capacidade da rede básica. O paciente do enunciado se encaixa perfeitamente: precisa de acompanhamento médico e de enfermagem frequente, além de fisioterapia para reabilitação, e a equipe de atenção primária avaliou que a frequência e a intensidade dos cuidados ultrapassam a capacidade da UBS. Ele não necessita de equipamentos específicos (o que o excluiria da AD3), mas precisa de um suporte mais intenso do que a AD1 pode oferecer.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A AD3 é a modalidade de maior complexidade, destinada a usuários que necessitam de equipamentos específicos (como ventilação mecânica, por exemplo) e que dificilmente terão alta dos cuidados domiciliares. O enunciado não menciona a necessidade de equipamentos específicos — apenas de acompanhamento frequente e reabilitação. O paciente pode ter alta dos cuidados domiciliares após a reabilitação, o que não caracteriza a AD3. A alternativa confunde a complexidade do quadro clínico (AVC, IC, diabetes) com a necessidade de tecnologia, que não está presente no caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A EMAP (Equipe Multiprofissional de Apoio) é uma equipe que oferece apoio às equipes de atenção básica, ampliando o escopo de oferta de serviços e a resolutividade da Atenção Básica. Ela não é uma modalidade de Atenção Domiciliar, mas sim um suporte matricial às equipes de Saúde da Família. O paciente do enunciado não precisa apenas de apoio à equipe — ele precisa de uma modalidade específica de atenção domiciliar (AD2), com acompanhamento frequente e contínuo, o que não é o papel da EMAP.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A Atenção Hospitalar é indicada para quadros agudos ou de alta complexidade que exigem internação. O paciente do enunciado tem um quadro crônico (sequelas de AVC, insuficiência cardíaca e diabetes) que pode ser manejado em domicílio com o suporte adequado. A Atenção Domiciliar é justamente uma alternativa à internação hospitalar para pacientes que não necessitam de cuidados hospitalares intensivos, mas precisam de acompanhamento frequente. A internação seria desnecessária e até prejudicial, pois o paciente pode ser cuidado em casa com a AD2.

A regra de ouro para a prova: AD1 = Atenção Básica (menor complexidade); AD2 = SAD com maior frequência de cuidados; AD3 = SAD com equipamentos específicos e baixa possibilidade de alta. O caso do enunciado — acompanhamento frequente sem dependência de tecnologia — aponta claramente para a AD2.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/vu113458