Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — VUNESP 2025
- Código
- vu113499
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIFESP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Área: Nefrologia
- Aosteopontina.
- Balbumina.
- Ctestosterona.
- Dlactoferrina.
- Elisozima.
GabaritoA — osteopontina.
Gabarito: letra A. A osteopontina é a glicofosfoproteína secretada pelo epitélio luminal do túbulo distal e do segmento espesso da alça de Henle que atua como potente inibidor da nucleação, crescimento, agregação e adesão de cristais de oxalato de cálcio — exatamente o que descreve o enunciado. As demais alternativas (albumina, testosterona, lactoferrina e lisozima) não exercem essa função específica na nefrogênese da litíase.
A osteopontina é uma proteína da matriz extracelular com múltiplas funções, incluindo a modulação da mineralização e da inflamação. No rim, ela é produzida pelas células do epitélio tubular e secretada no lúmen, onde se liga aos cristais de oxalato de cálcio e impede sua formação e crescimento. Esse mecanismo é crucial para prevenir a nefrolitíase, pois a supersaturação urinária de oxalato e cálcio é um fator de risco comum. A proteína age como um "escudo" que reveste os cristais nascentes, bloqueando sua agregação e adesão à superfície celular, o que reduz a probabilidade de formação de cálculos.
A compreensão desse mecanismo é fundamental na prática clínica, pois a osteopontina é um dos principais inibidores urinários da litíase, juntamente com outras moléculas como o citrato e a nefrocalcina. A deficiência ou disfunção desses inibidores pode predispor à formação de cálculos renais, especialmente em pacientes com hipercalciúria ou hiperoxalúria. Por isso, a identificação da osteopontina como a proteína descrita é um conhecimento essencial para o médico, tanto na prevenção quanto no manejo da doença litiásica.
A banca explora a confusão entre proteínas que estão presentes na urina ou no soro, mas que não têm a função específica de inibir a cristalização. A albumina, por exemplo, é a proteína mais abundante no plasma e pode estar presente na urina em condições patológicas, mas não atua como inibidor da nucleação de cristais. A testosterona é um hormônio esteroide, a lactoferrina é uma glicoproteína com atividade antimicrobiana e a lisozima é uma enzima bacteriolítica — nenhuma delas se encaixa na descrição. A chave para acertar é reconhecer a função específica da osteopontina na fisiologia renal.
A osteopontina é uma glicofosfoproteína secretada pelo epitélio do túbulo distal e da alça de Henle, e sua principal função é inibir a nucleação, o crescimento, a agregação e a adesão de cristais de oxalato de cálcio. Essa descrição corresponde exatamente ao enunciado, tornando a alternativa correta.
A albumina é a proteína mais abundante no plasma e não é secretada pelo epitélio tubular distal. Embora possa aparecer na urina em condições de proteinúria, ela não atua como inibidor da cristalização de oxalato de cálcio. A confusão pode surgir porque a albumina é frequentemente mencionada em contextos de doença renal, mas sua função é de transporte e manutenção da pressão oncótica, não de prevenção da litíase.
A testosterona é um hormônio esteroide produzido principalmente nos testículos (e em pequenas quantidades nos ovários e adrenais). Não é uma glicofosfoproteína secretada pelo epitélio tubular renal e não tem relação com a inibição da formação de cristais de oxalato de cálcio. A alternativa tenta confundir o candidato ao incluir um hormônio que não se encaixa na descrição.
A lactoferrina é uma glicoproteína com atividade antimicrobiana, encontrada em secreções como leite, lágrimas e saliva. Embora seja uma glicoproteína, não é secretada pelo epitélio do túbulo distal ou da alça de Henle, e sua função não está relacionada à inibição da cristalização de oxalato de cálcio. A presença do termo "glico" pode induzir o candidato a considerar essa alternativa, mas a função e a localização são completamente diferentes.
A lisozima é uma enzima que degrada a parede celular de bactérias, presente em secreções como lágrimas, saliva e muco. Não é uma glicofosfoproteína secretada pelo epitélio tubular renal e não tem função na inibição da formação de cristais de oxalato de cálcio. A alternativa é um distrator que foge completamente do contexto da fisiologia renal.
Gabarito: letra A
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