Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
vu113512
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Neonatologia
Em relação à profilaxia intraparto para estreptococo B, é considerada profilaxia adequada para finalidade de prevenção de colonização e infecção precoce por estreptococo do grupo B no recém-nascido (RN) o uso de
Apenicilina G cristalina na gestante, durante o trabalho de parto, por tempo ≥ 1 hora antes do parto.
Bampicilina na gestante, durante o trabalho de parto, por tempo ≥ 2 horas antes do parto.
Ccefazolina endovenosa na gestante, durante o trabalho de parto, por tempo ≥ 4 horas antes do parto.
Dpenicilina benzatina na gestante no início do trabalho de parto.
Ecefalexina endovenosa na gestante, durante o trabalho de parto, por tempo ≥ 4 horas antes do parto.
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GabaritoC — cefazolina endovenosa na gestante, durante o trabalho de parto, por tempo ≥ 4 horas antes do parto.
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Profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B (EGB)
Gabarito: letra C. A profilaxia adequada para prevenção da doença precoce por EGB no recém-nascido é a cefazolina endovenosa na gestante, durante o trabalho de parto, por tempo ≥ 4 horas antes do parto — alternativa C. Isso porque, quando a gestante tem alergia à penicilina e não apresenta risco de anafilaxia, a cefazolina é a droga de escolha, e o tempo mínimo de infusão de 4 horas antes do parto é o que garante níveis adequados no sangue fetal. As demais alternativas erram no antibiótico, na via, no tempo ou na indicação.
A profilaxia intraparto para EGB (Streptococcus agalactiae) é uma medida de saúde pública que visa reduzir a transmissão vertical da bactéria da mãe para o recém-nascido durante o parto, prevenindo a doença neonatal precoce (sepse, pneumonia, meningite). A estratégia baseia-se na identificação de gestantes colonizadas (por cultura vaginorretal entre 35-37 semanas) ou com fatores de risco (trabalho de parto pré-termo, rotura prolongada de membranas >18h, febre intraparto, história de filho anterior com doença por EGB) e na administração de antibiótico endovenoso durante o trabalho de parto, com o objetivo de reduzir a carga bacteriana no canal de parto e proteger o feto.
O esquema de primeira escolha é a penicilina G cristalina (5 milhões UI IV, depois 2,5-3 milhões UI a cada 4 horas) ou ampicilina (2g IV, depois 1g a cada 4 horas), ambas com tempo mínimo de 4 horas antes do parto para alcançar níveis bactericidas no sangue fetal. Para gestantes com alergia à penicilina, a conduta depende do risco de anafilaxia: se baixo risco, usa-se cefazolina (2g IV, depois 1g a cada 8 horas), também com tempo mínimo de 4 horas; se alto risco (anafilaxia, angioedema, etc.), usa-se clindamicina ou eritromicina, desde que o isolado seja sensível — caso contrário, vancomicina. A penicilina benzatina não é utilizada na profilaxia intraparto, pois é de ação prolongada e não atinge níveis séricos adequados de forma rápida; a cefalexina é um antibiótico oral, não endovenoso, e não é indicada para profilaxia intraparto.
A pegadinha central desta questão é a troca do tempo mínimo: muitas alternativas apresentam tempos menores (1h, 2h) que são insuficientes para garantir a concentração adequada no feto. O tempo de 4 horas é o padrão ouro, pois estudos mostram que menos de 4 horas de exposição ao antibiótico antes do parto está associado a maior risco de colonização neonatal. Além disso, a banca explora a confusão entre cefazolina (cefalosporina de 1ª geração, endovenosa, indicada em alergia de baixo risco) e cefalexina (cefalosporina oral, não usada na profilaxia intraparto).
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar o tempo mínimo de infusão (1h, 2h, 4h) e o antibiótico (cefazolina × cefalexina). Lembre-se: o tempo mínimo é sempre 4 horas para penicilina, ampicilina e cefazolina. E a cefalexina é oral, não endovenosa — nunca use na profilaxia intraparto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A penicilina G cristalina é o antibiótico de primeira escolha, mas o tempo mínimo de infusão antes do parto deve ser ≥ 4 horas, não ≥ 1 hora. Com apenas 1 hora, os níveis séricos fetais podem não ser suficientes para prevenir a colonização e a doença precoce. O erro está no tempo, não na droga.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A ampicilina é uma alternativa adequada à penicilina, mas o tempo mínimo também é ≥ 4 horas, não ≥ 2 horas. O tempo de 2 horas é insuficiente para garantir a concentração bactericida no sangue fetal. A banca troca o tempo para confundir o candidato.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A cefazolina endovenosa é a escolha para gestantes com alergia à penicilina de baixo risco (sem anafilaxia), e o tempo mínimo de infusão de ≥ 4 horas antes do parto é o que garante níveis adequados no feto. Esta alternativa está correta em todos os aspectos: droga, via, tempo e indicação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A penicilina benzatina é uma formulação de ação prolongada (benzatina), que não atinge níveis séricos rápidos e não é indicada para profilaxia intraparto. Ela é usada no tratamento de sífilis, não na prevenção de EGB. O erro está na escolha da droga.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A cefalexina é um antibiótico oral, não endovenoso, e não é utilizada na profilaxia intraparto. A cefalosporina endovenosa indicada é a cefazolina. A banca troca o nome para testar o conhecimento da via de administração e da droga correta.
Gabarito: letra C — cefazolina endovenosa, ≥ 4 horas antes do parto.